CAPÍTULO 47 Às vezes, o amor não bate à porta... ele arromba. O som da porta se abrindo invadiu o silêncio pesado do escritório de Jean-Luc. — Monsieur... — disse o informante, hesitante, os olhos baixando diante da tensão no ar. — Eu fui até o hotel. Eles não estão mais lá. Jean-Luc levantou os olhos devagar, o maxilar travado. — Como assim... não estão mais lá? — Fizeram o check-out hoje cedo. Eu confirmei com a recepção. A bagagem foi retirada. Helena e Arthur... foram embora. Silêncio. Por dois segundos. Então, com um movimento súbito, Jean-Luc desferiu um soco seco contra a mesa. O som reverberou pelas paredes luxuosas da sala. O informante recuou um passo, assustado. — Pra onde eles foram?! — Eu... eu não consegui descobrir. Desculpe, senhor. Ninguém soube informar... —

