CAPÍTULO 45 Quando o corpo acorda antes da alma… e ainda assim sabe exatamente onde quer ficar. A chuva caiu de leve, sem pressa. As primeiras gotas tocaram o rosto de Helena como um afago. Ela piscou devagar, abriu os olhos e percebeu que ainda estava ali — nua, deitada sobre o peito nu de Arthur, com os corpos ainda molhados, mas agora pela água da chuva, não da cachoeira. Ela sorriu. — Acho que tá chovendo… Arthur abriu os olhos lentamente. O céu acima estava cinza-claro, ainda com vestígios do pôr do sol por trás das nuvens. — São… sete horas? — ele murmurou. — Caralh0… a gente apagou aqui mesmo. Helena riu, os cabelos colados nas costas pela chuva, os mamil0s endurecidos com o toque frio. — Nunca fiz amor na chuva… Arthur passou a mão pela cintura dela e sussurrou, em inglês

