CAPÍTULO 46 Porque amar também é voltar com flores… e nunca esquecer um aniversário. Arthur acordou cedo. O som da chuva da noite anterior havia dado lugar a um silêncio fresco, úmido. Helena dormia profundamente, os lençóis deslizando pela pele nua dela como uma carícia do próprio dia. Ele se levantou devagar, vestiu-se com cuidado e saiu em silêncio, sem acordá-la. Pegou o carro e seguiu até o hotel onde estavam hospedados anteriormente. Ao chegar, fez o check-out no balcão com discrição, mas foi logo chamado pelo gerente, que parecia curioso com a mudança repentina. — Senhor Arthur — disse o homem, educado —, só uma dúvida... Não gostariam de permanecer conosco até o fim da estadia? Há algo que possamos melhorar? Arthur sorriu gentilmente, como sempre fazia quando estava de bom

