Eu estava olhando para a vista da janela, olhando para a lua que banhava à noite, tinhaacordado do meu curto cochilo.
E mais uma noite eu não conseguia dormir, e por isso fiquei deixando meus pensamentos serem tomados por pensamentos que o faziam me sentir culpado.
Por que eu não lembrava?
Por que eu me esqueci de tudo?
Por que me esqueci de Miguel?
Droga, Kai!
Por que você tinha que ser assim?
Me mexi um pouco na cama, e isso fez o loiro despertar do seu sono leve, logo abrindo seus olhos azuis e prestando atenção em mim.
Eu ainda olhava para a janela, eu sabia que ele ainda me olhava, mas eu ainda olhava para a janela, apreciando a lua, assim como sempre fazia quando tinha dúvidas ou me sentia confuso.
Perdido!
Eu estava perdido, em minha própria vida, em minha própria mente.
(><)
Eu acordei com uma bandeja em minha frente, repleta de frutas, pães e dois copos de sucos e com duas xícaras de café.
— Bom dia tomatinho! — Miguel falou sorridente.
— Você está muito animado! — Falei fazendo um bico emburrado.
— Você se acostuma!
Miguel se sentou ao meu lado, logo me dando um selinho e me fazendo corar logo em seguida.
— Come, que eu trouxe seu suco preferido! — Miguel falou mostrando o suco de tomate.
— Como você aprendeu a fazer esse suco? — Questionei.
— Pietro me ensinou... Eu aprendi direitinho!
Realmente o suco estava delicioso!
Miguel tomava café junto a algumas torradas e Kai notou o quanto o loiro comia.
Kai ainda se sentia meio aéreo com o que foi dito por Miguel na noite anterior, ele desejava o loiro, mas não teria sentido os dois transarem.
— Vamos a empresa hoje? — Miguel chamou.
— Só vou me arrumar... — Falei animado, me levantei após finalizar o suco e algumas frutas, logo indo para o banheiro e tomando um banho rápido, mas quando eu saí, Miguel assistia algo na televisão. — Não vai se arrumar?
— Vou sim, quando você estiver colocando seus sapatos! Você demora em média uma hora e meia! — Miguel falou e eu revirei os olhos, não demorava isso tudo!
Era por volta de sete e meia da manhã, e o clima já estava frio. E por isso decidi ir com uma roupa mais quentinha.
Eu estava mexendo no meu cabelo e já tinha os sapatos prontos, para serem usados. Após arrumar meus fios rebeldes, me sentei na poltrona presente ali para calçar os sapatos pretos e brilhantes.
Miguel se levantou e foi até o banheiro, tomou banho rápido e quando voltou vestiu o primeiro conjunto de terno preto que encontrou. Mas admirei a forma que ele ficava bonito sem esforços.
— Não parou nem dois segundos para escolher! — Falei colocando alguns anéis.
— Você quem comprou minhas roupas, e separou terno por terno, junto com os sapatos e gravatas que devo usar. Então é só vestir!
— Então eu não te deixo, vestir m*l? — Perguntei borrifando um perfume cítrico.
— Com toda a certeza do mundo. — Reparei que tinha etiquetas em cada perfume dele.
— Etiquetas? — Perguntei.
— Cada terno tem seu perfume! — Miguel explicou.
— Não te incomoda, meu controle sobre você? — Perguntei vendo-o sorrir e se aproximar de mim, colocando suas mãos na minha cintura, deixei minhas mãos em seu peito.
— Quando você veio morar comigo, você ficou incomodado por eu estar cuidado de você, e então disse que daria um jeito de cuidar de mim. Começou com minhas roupas organizadoras todo os dias para trabalhar, depois a casa que vivia uma bagunça e com certeza não seguia um padrão de decoração, depois foi minha rotina e assim você foi facilitando minha vida! — Miguel sorriu. — Eu te amo Kai, e amo a forma que você cuidou e cuida de mim!
Sorri para ele e a vontade de beijar sua boca me consumiu por inteiro. E assim eu fiz, nas pontas dos pés eu beijei seus lábios macios, e logo Miguel retribuiu.
E toda a saudade que ele sentia do meu corpo se fez presente, ele me apertou mais forte o que me gemer em sua boca, com facilidade ele me virou na divisória de madeira presente ali e eu senti o quanto ele estava começando a ficar e******o.
Ele me beijava de um jeito muito gostoso, muito gostoso mesmo!
As mãos dele passearam pelo meu corpo, me apalpando e me fazendo delirar em seus braços.
Os beijos desceram para o pescoço e eu o apertei ainda mais contra mim. Mas o celular dele começou a tocar, e mesmo sem querer ele se afastou e atendeu.
Eu fiquei ali, respirando de forma ofegante e tentando me ajeitar, depois de vinte minutos ele voltou e seu olhar ainda vagava pelo meu corpo.
— Vamos, ou eu vou acabar perdendo a cabeça... — Disse sorrindo e aquilo com certeza me fez imaginar coisas pecaminosas.
— Eu já sei o que eu quero, por ter descoberto seu emprego! — Falei me aproximando dele e o vi morder os lábios.
— E o que é? — Perguntou com a voz grossa, porém baixa.
— Você!