— Vem, vou te levar ao médico. Agora! — Leonardo diz, sua voz carregada de urgência, enquanto as suas mãos fortes seguram o meu braço com firmeza. Ele começa a me puxar, como se não quisesse dar espaço para argumentos ou desculpas. Os seus olhos verdes, normalmente calmos, agora brilham com uma preocupação tão genuína que é impossível ignorar. Minha primeira reação é resistir, um reflexo instintivo de quem quer manter o controle da situação, mesmo quando tudo parece desmoronar ao redor. Com um gesto firme, puxo o meu braço de volta e tento enfrentá-lo com palavras que não chegam a soar tão convincentes quanto eu gostaria. — Não. Não quero ir. Acho que estou com pressão baixa. Daqui a pouco ficarei boa. — Minha voz tenta transmitir uma segurança que eu não sinto, mas não sei se isso é suf

