Capítulo- 06 Letícia.

1893 Words
Como disse antes, meu chefe estava estranho e quando entramos no restaurante m*l sabia eu que as coisas podiam piorar ainda mais. Ele foi muito cavaleiro, puxou a cadeira para que eu sentasse, conversamos sem gritos ou repreensões até eu pegá-lo me encarando. — O que foi? — Perguntei achando que algo devia estar errado comigo. — Você é linda Letícia. — O-obrigada. — Gaguejei sem graça, não sabendo onde me esconder. Não era possível que o meu chefe ranzinza estivesse querendo algo comigo. Não poderia ser isso, o homem me odiava. — Viemos a um almoço de desculpas da minha parte e quero que saiba que eu sempre a admirei, embora não tenha me expressado direito desde que a conheci. — O senhor… — Eduardo, por favor, Letícia. — Tudo bem, Eduardo, eu sou profissional e gosto de trabalhar com você, suas atitudes desde que começamos a trabalhar juntos eram grosseiras e já me acostumei, não tem nada que pedir desculpas. — Você não pode se acostumar com minhas atitudes abusivas, eu peço sinceras desculpas e quero dizer que minhas desculpas são do fundo do meu coração. — Suas palavras me chocam, mas quando ele faz um carinho no meu rosto fico sem reação. — Sua pele é tão macia. — Não sei como dizer para que ele pare com o que está fazendo e seus dedos fazem uma trilha por meu pescoço até minha garganta e vão para minha nuca, me fazendo arrepiar, mas não por sensualidade e sim por medo. — O que está fazendo? — Tocando você, qual seu ponto mais sensível Letícia? — Ah não, esse ponto ele não vai saber nem que eu morra, quero xingá-lo e quando não me aguento mais levanto. — Preciso ir ao banheiro. — Digo e saio em qualquer direção sem saber onde ficam os banheiros, apenas para recuperar meus sentidos e ficar longe do meu chefe maluco. Estou tão perdida praticamente correndo que não vejo alguém em meu caminho e acabo topando com tudo em um corpo forte. Mãos quentes e grandes me seguram evitando com que eu caia com o tombo e quando levanto a cabeça reconheço imediatamente o dono das mãos em mim. O cara que quase me atropelou, ele tem um sorriso no rosto enquanto olha meu rosto corado. Ele está usando um uniforme de chef o cheiro dele é delicioso, uma mistura de canela e algo doce que me faz salivar. — Você. — Diz ainda sorrindo e eu não sei por que decido bancar a louca e fingir que não o conheço. — Desculpe, já nos conhecemos? — Falo tentando meu modo mais verdadeiro e algo me diz que ele não caiu na minha mini amnésia. — Nos vimos ontem à noite quando… — Letícia está tudo bem por aqui? O quê? Como assim, meu chefe além de chato virou agora empata conversa? O gostosão e meu quase atropelador ia falar algo importante. Meu subconsciente está gritando para que eu me recomponha e desvie os olhos dos do homem saboroso e indecente à minha frente, mas meu corpo teimoso quer se juntar ao dele e se fundir em um só. Respondo meu chefe chato com um “S-sim senhor” gaguejado a contragosto e quando o cara tira suas mãos da minha cintura com um pedido de desculpas quero pedir para que ele não me solte, eu assumo, sou uma tarada e além de me sentir pecando os maiores dos pecados também me senti protegida com ele. — Sim.— Digo com vergonha ainda sem tirar os olhos do deus do sexo com cheiro de canela. E quando finalmente desvio os olhos dos seus e penso em passar por ele o ouço falar que o banheiro fica para o outro lado. Estou tão envergonhada que agradeço sem olhá-lo e caminho a passos rápidos na direção que ele me indicou. Quando entro no banheiro corro para a pia e ligo a água, jogo um pouco no rosto tentando buscar meu equilíbrio e autocontrole. Foi só um encontro rápido entre o cara e eu, pior nem consegui saber seu nome e já estou assim acesa? Ele também não conseguiu falar direito comigo sobre nosso primeiro encontro e até agora estou me perguntando por que fingi não conhecê-lo. Passado alguns minutos conto de um até três e saio do banheiro. É impossível que enquanto eu siga para minha mesa não procure pelo restaurante o cara gato com cheiro de canela. Para minha decepção não o vi, quando finalmente cheguei até minha mesa me sentei e encontrei um Eduardo Mitchell ecom uma expressão ranzinza no rosto. — Você conhece aquele homem? — Sua pergunta saiu em tom alterado. — Não o conheço por quê? — O modo como se olharam indicou que eram mais que conhecidos. — Bem, o senhor… — Ele me interrompe ao bater com um punho na mesa fazendo com que a louça em cima faça barulho. — É Eduardo, me chame assim. — Agora realmente fiquei com medo do homem. — Não sei se é uma boa ideia almoçarmos juntos assim como eu chamá-lo com tanta i********e. — Me desculpe, por favor, almoce comigo eu… Eu vou me explicar. Sento-me novamente e ele parece bem inquieto e nervoso. — Eu… — Com licença senhor, já fizeram seus pedidos? — Ainda não. — Ao responder ao garçom Eduardo parece aliviado como se fosse falar algo pra mim e foi salvo pelo gongo. O garçom nos entrega o cardápio e fazemos nossos pedidos. Quando meu chefe e eu estamos a sós na mesa um silêncio constrangedor me coloca com pensamentos impuros em um certo homem até o garçom voltar com nossos pedidos. O silêncio constrangedor é palpável entre mim e meu chefe e quando o olho ele está me encarando. — Não me diz que eu derramei comida?! Hein. — Brinco fazendo careta e ele sorri me fazendo surpresa, meu chefe é um bruto, mas quando sorri se torna um homem bonito e não estressado. — Desculpe ficar a olhando, é que com você é muito fácil ficar horas somente a admirando. — Aposto que se conhecesse minha irmã saberia que eu não tenho nem chance perto dela em se tratando de deixar alguém admirado. — Você tem uma irmã? — Sim seu nome é Lana, ela mora no Brasil, mas vem me visitar sempre que consegue. Nossa conversa está fluindo bem, quando terminamos de comer o garçom retirar nossos pratos e volta com duas sobremesas. — Ainda não pedimos. — Diz meu chefe olhando o garçom com raiva e eu o toco na mão em um pedido silencioso para que não comece uma discussão. — Desculpe senhor, é por conta da casa, o chef manda seus cumprimentos e me pediu para que entregasse à senhorita nossa sobremesa afrodisíaca e isso. O garçom tem na mão um cartão e me entrega. — Não, leve tudo de volta estamos indo embora. Eu estava prestes a retrucar as palavras do meu chefe quando a pessoa que eu menos esperava entrou no restaurante com uma mala de viagem e uma mochila nas costas. — Lana? — saí de onde estava e caminhei até ela. — Como me achou e por que está aqui? — Mana, você tem que aprender a desligar o GPS do seu celular ah e eu também o programei pra te rastrear lembrar? Irmã mais velha, protetora. Eu a abraço sem parar de sorrir, minha irmã é maluquinha quando quer. Levo-a até a mesa onde eu e meu chefe estávamos sentados. — Senhor… Que dizer, Eduardo, esta é minha irmã Lana. Meu chefe ainda está puto e quando ergue o rosto e olha Lana sinto como se estivesse atrapalhando o momento. — A esse é o seu chefe pé no saco! — Fala Lana me fazendo ter um mini infarto. — E esta é sua irmã mendiga?!. — Responde ele sendo grosseiro, os dois se provocam como gato e rato. Lana parece uma hippie, com uma blusa florida e uma calça jeans colada boca de sino. — Vocês se conhecem? — Pergunto para ambos. — Não, você sabe que não. — Diz Lana sentando no meu lugar e largando sua mala bem em cima do pé do meu chefe. Ele faz uma careta xingando baixo e eu me sento do outro lado mesa entre eles. Os dois se encaram com raiva e eu tento amenizar o clima. — Por que veio atrás de mim? Você deve estar cansada! — É, eu estou mesmo, mas perdi a cópia da chave que me deu então estamos aqui.— Fala sem me olhar encarando meu chefe com olhos cerrados. — Já almoçou? — Ainda não, hum esta sobremesa de chocolate me parece ótima. — Diz ela provando a sobremesa que o garçom disse ter sido um presente pra mim. Meu subconsciente chora dizendo que queria provar aquela sobremesa, pois tinha sido um presente do cara com cheiro de canela. Só então noto que na minha mão tenho o cartão que o garçom me deu. Quero muito ler o que está escrito, mas não acho que seja um bom momento. Minha irmã é muito diferente de mim, ela é brincalhona e adora tirar sarro de qualquer pessoa. Ela tem cabelos em um tom castanho meio louro nas pontas e apesar de ser brasileira não é morena, parece mais uma americana com olhos verdes. Eu sou morena de cabelos pretos, olhos escuros e me acho simples e pequena perto dela. Apesar de nos darmos bem minha irmã é super protetora e ciumenta. Todos os namorados que tive, que por acaso foram poucos por conta dela, passaram por sua avaliação minuciosa e neste exato momento, pelo modo como ela olha para meu chefe deve achar que ele gosta de mim. — Você quer pedir algo para comer? — Pergunto. — Não, estou bem com esta sobremesa e além do mais, algumas pessoas precisam ser vigiadas de perto. — Diz sussurrando a última parte. Este foi o pior almoço dos séculos, quando finalmente Lana termina de comer, Eduardo paga a conta resmungando, eu até me ofereço para ajudar, mas ele recusa. Estamos saindo do restaurante quando olho pra trás e vejo o cara gato com cheiro de canela sorrindo pra mim, ele acena um tchau e eu só consigo sorrir de voltar. Do lado de fora minha irmã e meu chefe pareciam já ter trocado algumas farpas entre eles. — Eu ainda preciso ir para o trabalho, você tem dinheiro para o táxi? — Pergunto para minha irmã e ela assente. Dou minhas chaves para ela e nos despedimos, quando entro no carro com um senhor Eduardo muito calado. — Eu sinto muito por minha irmã. — Falo e ele não responde, apenas fica em silêncio e até chegarmos à empresa. — Tudo bem Letícia, assim que chegarmos ao escritório, olhe na minha agenda e veja se tenho alguma reunião na parte da tarde e me avise. — Farei isso. Saímos do carro, entramos na empresa e cada um vai para o seu lugar. Por ter muito trabalho para fazer eu acabo esquecendo de ler o que o tem no cartão que o garçom me deu. . . . . . Quem estar ansiosa para saber o que estar escrito no bilhete? Divulguem o livro e me ajudem a deixar nosso chefe Hunter conhecido. ♥️
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