NARRADO POR BENJAMIM Fiquei plantado naquela janelinha minúscula do quartinho dos fundos até o breu da madrugada começar a perder a força lá fora. A insônia bateu pesada, o olho tava ardendo, seco e pinicando, mas a minha mente continuava a milhão, fritando na neurose. O eco daquela voz de criança gritando "pai" no meu pesadelo tinha esbagaçado o meu psicológico de um jeito que tiro nenhum de fuzil conseguiria fazer. O sol começou a rasgar o céu lá nas costas, pintando as telhas de amianto da vizinhança com uma cor pálida de manhã fria. O g**o cantou longe, um cachorro latiu no beco escuro, e aidade começou a acordar pro corre diário, mas dentro da minha carcaça de guerra, o clima era de luto fechado. Passei a mão grossa no rosto, sentindo a barba raspando áspera na palma calejada. A boc

