Ela me olhou, os olhos amendoados brilhando com algumas lágrimas não derramadas. Ela ajeitou a postura, ainda de joelhos, sem afastar as mãos dos meus braços quentes e suados. — Meu nome é Serena, moço — ela respondeu. A voz dela. c*****o. A voz dela era a parada mais linda que eu já tinha escutado na minha vida inteira (ou, pelo menos, na vida que eu não lembrava de ter). Era uma voz limpa, educada, soando com uma educação de berço que não se encontra em qualquer viela. Serena. O nome combinava perfeitamente com a paz que ela irradiava. Eu fiquei ali, ajoelhado na frente dela, a dor rasgando as minhas costas onde o tiro tinha entrado, as minhas costelas estalando, a cabeça latejando como se fosse explodir, mas o meu olho não desviava do rosto dela. A minha mente tava oca, o passado tav

