A mão dela era pequena, fina, mas tinha uma firmeza absurda. O paninho úmido que ela passava na minha testa e no meu rosto tirava o suor frio e a sujeira que ainda devia tá grudada na minha pele. Cada toque da Serena era um contraste bizarro com a realidade que o meu corpo transpirava. Eu sou feito de cicatriz, calo e músculo forjado na porrada. O meu couro é grosso. Mas o toque dela... c*****o, o toque dela parecia que tava limpando não só a minha cara, mas a sujeira que tava impregnada na minha alma. Ela me olhava com aquela imensidão castanha, os cachos caindo pelo ombro e roçando no meu braço. A respiração dela era calma, batendo no meu pescoço, e o cheiro de sabonete natural que vinha dela era a única parada que me mantinha são naquele quarto apertado. O meu cérebro continuava um bur

