— Aaah! — ele urrou, os dentes trincados, o rosto se contorcendo em uma expressão de sofrimento alucinante. A dor de cabeça que o atingiu devia ser algo muito além da compreensão. Os joelhos dele, que já estavam enfraquecidos pela perda massiva de sangue, pela cirurgia de improviso e pelos dias deitados em coma, finalmente cederam. O gigante desabou. — Misericórdia! Moço! — eu gritei, o instinto materno e o desespero apagando completamente qualquer resquício de medo que eu tivesse dele. Corri para a frente sem pensar duas vezes, jogando-me de joelhos no chão duro de cimento, exatamente no milésimo de segundo em que ele caiu. O baque foi muito pesado, mas eu consegui aparar a pior parte da queda. Passei os meus braços finos ao redor do tronco largo, musculoso e quente dele, abraçando-o c

