Liguei a lanterna tática e comecei a varrer o local com o feixe de luz cortante. O meu radar de guerra estava no volume máximo. Analisei detidamente a marca preta da freada brusca no asfalto. A SUV do chefe foi fechada com extrema violência. Teve batida feia. Os caras bateram na traseira dele para fazer o veículo rodopiar sem controle. O bote foi tático, cirúrgico, planejado por quem conhecia perfeitamente a rota e sabia que o Benjamim estava descendo desprovido da tropa de segurança. Alguém vendeu o itinerário exato. E o único ser humano que sabia dos passos do Rei de olhos fechados era o verme do Lucas. Fui caminhando bem devagar, os pedaços de vidro rangendo debaixo da minha bota. Cheguei na mancha de sangue. Uma poça imensa, escura, parcialmente lavada pela garoa, mas ainda densa, bem

