A menção maldita ao nome do Benjamim, misturada com o julgamento insolente daquele capacho metido a santo, fez o sangue do meu corpo inteiro ferver, subindo direto pras têmporas até o meu cérebro apagar de ódio. O uísque na minha boca perdeu o gosto, virando veneno. A minha paciência, que já não passava de um fio de cabelo, estourou igual a uma granada de fragmentação. O meu maxilar travou com tanta força que os dentes estalaram. Eu levantei da poltrona devagar, com a lentidão de um predador indo pro bote, soltando o copo de cristal na mesa com um baque seco que trincou o fundo. — Tu tem muita moral pra vir na minha boca, no meu QG, falar do meu irmão morto e ditar o que eu posso ou não fazer com as bucetas que andam no meu asfalto, né, seu filho da p**a? — eu sussurrei, caminhando de lad

