Eu só dava aquele aceno de cabeça de leve, mantendo a postura de tralha, a cara fechada, o maxilar travado de quem não dá i********e pra vacilão. Mas por dentro... mermão, por dentro eu tava rindo à toa, soltando fogos. A vontade que eu tinha era de dar um tiro pro alto e gritar pra favela inteira que o chefe ia botar mais um moleque no mundo. Caminhei pelas vielas cortando os becos até chegar na boca principal, o coração do morro, a central onde o dinheiro roda aos montes e a neurose é gerenciada segundo a segundo. O movimento ali tava pesadão, frenético. Os moleques tavam na função, embalando a carga nas mesas de plástico, pesando pó, separando as buchas de maconha, tudo na disciplina. Os contenção de fuzil cruzado no peito, de cara amarrada, vigiando as entradas. As mulas preparando as

