Eu fiquei travado na areia, a respiração pesando uma tonelada no meu peito. O meu sangue ferveu na hora. A neurose antiga voltou chutando a porta da minha mente: Eu sou a ruína, c*****o. Ela é a pureza. Eu tenho um fantasma me caçando. A guerra no meu peito me rasgava ao meio. O cão de guarda mandava eu pegar o vestido dela, tirar a mina da maré e voltar para casa no silêncio. Mas aí ela emergiu da água, sacudindo a cabeça e jogando o cabelo molhado para trás, a água escorregando pelos s***s fartos marcados no tecido molhado do sutiã, e o olhar que ela cravou em mim foi um convite explícito para o próprio inferno. Apertei os dentes com tanta força que o maxilar estalou. f**a-se. f**a-se o passado. f**a-se a falta de memória, os inimigos invisíveis e a escuridão que eu carrego. Só por hoj

