NARRADO POR BENJAMIM O relógio pendurado na parede da sala parecia que estava de puro propósito de s*******m comigo, arrastando os ponteiros num ritmo lento e infernal que me deixava a milhão por hora. Eu andava de um lado para o outro naquele piso frio, parecendo um leão trancado à força numa jaula minúscula. Já tinha tomado um banho gelado de chuveiro para ver se a água conseguia esfriar o fogo que queimava o meu sangue, vesti uma camisa preta lisa, calça escura de sarja e meti um cordão de prata grosso no pescoço. A minha carcaça fechada de tatuagem até o talo, aquela cicatriz pesada cravada na minha testa e o olhar frio e cortante que sempre bota terror em qualquer filha da p**a na pista do asfalto... p***a nenhuma daquilo estava adiantando agora. Papo reto, o meu estômago estava rev

