Até que o dia amanheceu diferente. O clima tava mais leve na goma nova, o sol da manhã batia gostoso na janela da cozinha, e eu botei na cabeça cimentada que ia arrancar a Serena daquela neurose de luto, fogão e panela. Eu precisava ver aquela mina voltar a sorrir de verdade, mostrar os dentes brancos que tavam escondidos atrás daquela cortina de dor. A minha mente continuava sendo um cofre trancado a sete chaves, eu não lembrava de p***a nenhuma da minha infância ou da minha família antiga, mas olhando pra Serena, o meu instinto gritava no meu ouvido que eu nunca na minha vida tinha feito uma parada de bacana pra mulher nenhuma. Eu queria tirar ela da rotina. Queria levar ela pra respirar novos ares fora daquele cativeiro emocional. Cheguei na cozinha sem fazer barulho, encostei o ombro

