Eu olhei para mim mesmo, ainda com a calça de sarja preta tática, o coturno pesado e o cinto de couro grosso. A diferença escancarada entre o predador e a presa era gritante, uma covardia pura e sem limites. Mas eu não tinha a menor intenção de fazer aquela fita de qualquer jeito ou com pressa. Eu queria fazê-la assistir de camarote a cada segundo daquele pesadelo vivo, quebrando o psicológico e a alma dela pedaço por pedaço antes mesmo de tocar fisicamente no corpo. Me levantei bem devagar, tirando todo o meu peso de cima dela, e fiquei de pé ao lado da cama, impondo a minha carcaça. A Júlia arregalou os olhos castanhos, soluçando de forma desesperada, encolhendo-se contra a cabeceira acolchoada como se a p***a da madeira fosse capaz de protegê-la do próprio demônio. Mantive o contato v

