Ela travou no mesmo lugar, petrificada. O medo paralisou o sangue nas veias dela. Quando eu alcancei e parei bem na frente dela, a diferença brutal de tamanho e de pura maldade entre nós era covardia pura. Ela tremia inteira dos pés à cabeça, com os olhos grandes e cheios de lágrimas, sem coragem nem de levantar o queixo para olhar na minha cara. O cheiro dela era de sabonete infantil de florzinha, um aroma doce que me deu mais t***o e vontade ainda de amassar e jogar no lixo da rua. — Boa noite... s-senhor. Por favor, eu só tô indo para casa. A minha mãe tá lá me esperando deitada — ela gaguejou quase sem voz, fininha, totalmente embargada pelo choro. Eu levantei a minha mão pesada, com os dedos abarrotados de anéis grossos de ouro maciço, e agarrei o queixo delicado dela com uma brutal

