Narrado por Lucas A porta de ferro do galpão bateu com um estrondo seco e violento contra as costas do Jorge, e assim que o barulho da bota dele sumiu pela viela, eu soltei uma gargalhada rouca, sádica e alta que arranhou a minha garganta de ponta a ponta. O eco da minha risada naquele QG vazio era a trilha sonora perfeita para a minha coroação. O cachorro velho engoliu o meu caô com farinha e água. Achou que ia me botar no cantinho da disciplina com aquela pose de fiscal da moralidade do crime e com o papinho mole de "vou investigar por conta própria". m*l sabe esse infeliz que a cada passo que ele der tentando cavoucar o passado, ele estará apenas cavando a própria cova rasa. Peguei o copo de uísque que tava em cima da mesa de madeira, virei o resto do líquido puro e ardente de uma só

