PEDRO A cabana está mergulhada em penumbra, iluminada apenas pelas velas que coloquei antes de trazê-la aqui. A madeira range levemente sob nossos pés, como se até ela soubesse que algo está prestes a ruir. Ela pode sentir? O ar tem cheiro de maresia, calor e flor de sal misturado com o perfume dela. Aquele perfume doce e quase inocente que me deixa insano. Ananda está sentada sobre o colchão improvisado no chão de tábuas, com lençóis brancos e almofadas espalhadas, como eu tinha planejado. Romântico. Bonitinho. i****a. Ela sorri, encantada, tocando uma das velas com cuidado. É esse sorriso. É isso que me destrói. Porque eu sei o que está por vir. Sei o que escondo. Sei que é só uma questão de tempo. E ainda assim, eu me aproximo dela como um homem faminto. Porque eu estou faminto. Por

