PEDRO O barulho abafado das vozes ao longe m*l chegava até onde estávamos. Eu tinha escolhido esse canto dos fundos da casa de propósito, entre o velho banco de madeira e as roseiras que Mariah plantou. Mas nem flores, nem o tempo, nem o silêncio eram capazes de conter o caos naquele momento. Puta m***a. Como as coisas tinham saído controle dessa maneira? Ananda estava de pé, com os braços cruzados, os olhos marejados, a respiração irregular. Eu estava olhando para ela com certa obsessão, acompanhando as mudanças sutis no seu rosto, a maneira como sua boca abriu e depois franziu. E para Victória, que estava prestes a arrancar minha última migalha de sanidade daquele dia maldito. — Você não vai responder, menina? Que motivo você teria para ver meu neto, hein? — Victória repetiu. — Vit

