Kelly narrando Até que o celular da Larissa começou a tocar. Tocou uma vez, duas, três. Ela olhou pra mim, ocupada com a faca na mão. — Atende pra mim — ela pediu. — Deve ser alguém chato. Eu peguei o celular dela e, quando vi o nome “melhor amigo” piscando na tela, eu já sabia exatamente quem era. — Amiga, foi m*l, eu não vou atender, não — eu falei mostrando a tela pra ela. Ela revirou os olhos. — Atende e bota no viva-voz — ela pediu. — Eu falo com ele. Eu respirei fundo e atendi, colocando o telefone perto dela. — Fala, Dino, o que que tu quer? — a Larissa falou rindo, descontraída. — Ainda não tem almoço, não. São sete horas da manhã. Eu não tinha raiva dele pelo que aconteceu à noite. Eu já cansei de ver p**a brigando na rua por causa dele. Eu sei que essa é a vida dele. O

