Capítulo 38

1970 Words

Guerreiro narrando — E aí, meu irmão, que bom que tu tá na rua de novo — o chefe falou comigo num tom quase amistoso, quase como se aquilo não fosse um território cheio de tensão, pólvora e ego inflado. Eu encarei ele firme, mas antes mesmo de responder, meus olhos já estavam cravados no Batchoca ao lado dele. Eu não precisei falar nada no primeiro segundo. A minha cara amarrada dizia tudo. Ele sustentou o olhar por dois segundos a mais do que devia. — Tá gostando de olhar porque não deve? Cuidado pra não perder o olho, hein — eu falei baixo, mas com a voz carregada de aviso. Ele deu uma leve arregalada, disfarçando com um sorriso torto. — Que isso, irmão? Só tava olhando na garçonete ali — ele respondeu rindo, fazendo aquele toque de mão forçado comigo, como se fosse íntimo. Eu ap

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