Guerreiro narrando — Larissa? — a voz do seu José surge no hall do portão e nós estávamos grudados na lateral dele. Ela se afasta num impulso rápido, empurrando meu peito com as duas mãos. Eu recuo um passo, respirando pesado, tentando organizar o rosto antes que ele aparecesse ali, mas já era tarde demais quando ele empurrou completamente o portão dando de cara com nós dois ali. — Tá tudo bem aí em cima? — ele pergunta, desconfiado. Larissa passa a mão pelo cabelo, tentando se recompor. — Tá sim, seu José — ela responde, forçando naturalidade. — O Guerreiro já tava indo embora. Eu seguro o olhar dela por um último segundo. Ainda tem fogo ali. Ainda tem guerra. Ainda tem coisa demais pra explodir. — Já tava mesmo — eu digo, ajeitando a camisa, tentando controlar o tom da voz. — Só

