Tavares narrando - continuação — Ele é adulto, não é mais criança. Você mesmo sempre disse que ele precisava aprender a se virar. Eu me aproximei devagar, impondo presença, fazendo com que ela recuasse dois passos quase sem perceber. — Eu disse que ele precisava aprender a se virar, não que você deveria ser uma mãe ausente e desinformada. — eu retruquei, deixando a acusação pairar pesada entre nós. — Eu não sou ausente. — ela rebateu, a voz tremendo levemente. — Você que nunca está aqui. Eu sorri de lado, um sorriso frio, calculado. — Não tente inverter isso. Eu trabalho para manter tudo isso. — fiz um gesto amplo indicando o apartamento luxuoso ao redor. — E enquanto eu trabalho, a sua única função é saber onde está o meu filho. Ela passou a mão pelos cabelos, já visivelmente abal

