Fugir?

1327 Words
Depois que Caetano e seus pais foram embora meus pais continuaram o sermão, foram horas de discussão meu pai estava realmente descido de que eu iria fazer um ab0rto. Por alguns segundos tive o apoio da minha mãe. Infelizmente ela foi vencida pelo meu pai. E passou a apoiar ele. - Papai, por favor, não pode fazer isso comigo. - suplico. - Rogério, ela não precisa largar os estudos, podemos ajudar ela e tudo no final fica bem. - Você só pode está louca Vanda. E o que direi aos meus amigos? Que minha filha está grávida e solteira aos 17 anos de idade. Ninguém em sã consciência quer isso da vida, vamos virar motivos de fofocas. Eu tenho uma reputação a zelar. não caguei onde cheguei fazendo borradas na vida! sabe muito bem que um filho agora estrapalha toda a vida dela e leva o nosso nome para o ralo. - Podemos criar o bebê como se fosse nosso... Eu já vi isso em uma novela não precisa ela ab0rtar. Podemos viajar pra fora do país e quando ela tiver o bebê voltámos. – meu pai da uma gargalhada. - Não seja ridícula, isso aqui não é uma novela Vanda, é vida real. Eu não quero isso na minha vida – ele aponta pra minha barriga - Nós tivemos ela tarde, você acha que alguém vai acreditar nisso? Que agora resolvemos ter outro bebê. Realengo minha mãe me teve quando já estava com 36 anos, meu pai 42. Eles deram prioridade a carreira. Depois que já estavam com estabilidade mamãe parou de trabalhar para ter um filho. - Poderíamos tenta Pedro... - Vanda eu não quero mais esse assunto, e pela última vez eu vou falar, Patrícia não vai ter esse bebê. Eu não quero essa mancha em nossas vidas, eu demorei muito pra fazer meu nome para deixar que um capricho de menina ou até mesmo seu, estrague tudo que eu construí. Esse assunto está encerrando. Patrícia não terá esse bebê. Ainda mais carregando o meu nome. - Tudo que você construiu? espero que não esteja se esquecendo que o nosso escritório tem tanto esforço meu quanto seu. trabalhei duro ao seu lado para o bem da empresa Rogério, então são nossos nomes que estão em jogo. - Sei muito bem disso e você também sabe que não chegamos onde chegamos cedendo a caprichos. - a conversa toma um ar sóbrio, ambos se olham sem falar nada. - Ninguém precisa saber papai... - Paty seu pai tem razão filha ninguém vai acreditar que eu aos 53 anos estou grávida. Realmente não temos mais idade. Lutamos muito Patrícia pra chegar onde estamos. Eu sinto muito filha. - Mãe... - Chaga Patrícia, vai para o seu quarto. Me tranco no meu quarto, não posso permitir isso, não posso. Pego meu celular para mandar mensagem para Caetano, não vou deixar eles fazerem isso com a gente. Não mesmo se eles acham que podem decidir minha vida dessa forma estão muito enganados. Paty: Caetano, não podemos deixar eles matarem o nosso bebê. Temos que fazer alguma coisa. Eu não quero fazer um ab0rto. ✓✓ Cae: Calma bebê, vamos conversar com eles novamente, vão entender.✓✓ Paty: Não, eles não vão! Eu conheço meu pai. Nós temos que fugir! Eu tenho algumas joias que podemos vender. ✓✓ Cae: tenho um dinheiro guardado, não é muito mais já nos ajuda. ✓✓ Paty: Você me pega essa madrugada as 2h no parque aqui perto. ✓✓ Cae: ok, eu te amo bebê, vamos ficar bem. ✓✓ Paty: Eu te amo. ✓✓ Eu espero realmente que tudo dê certo pra nós dois. Nós três na verdade, eu não vou permitir que acabem com a minha vida. Com a vida do meu Felipe. Tranco a porta do meu quarto pra que mamãe não me pegue arrumando a mala, junto poucas coisas. Eles não podem me ver saindo de casa com nada, eu preciso ganhar tempo pra chegar no parque. Me certifico que meus pais já tinham ido dormir para sair. Resolvi jogar minha mala pela janela, estava com poucas roupas e todas as minhas joias. Se eles me pegarem no corredor com essa mala, está tudo ferrado. Desço as escadas com o coração na mão, medo de alguém acordar e me ver saindo. Felizmente consegui sair em segurança, escutei um barulho vindo do andar de cima, correi para porta, o golpe de ar frio me fez estremece penso em voltar pra pegar um casaco mais grosso, porém o medo é mais forte, eu pego um outro que coloquei na mala. Ando o mais rápido que posso. Quero sair da vista da casa, felizmente chego no parque, bem em cima da hora marcada. Bom que não preciso esperar muito por ele. Aqui nesse frio. Meus dentes estavam batendo. Espero que ele chegue logo, eu preciso ir para dentro do carro com aquecedor bem quentinho rápido. Vinte minutos depois eu ainda estava esperando, nada dele. - Cadê você, Cae? Passei uma mensagem pra ele perguntando onde ele estava e que já estava esperando por ele mas não obtive resposta. - Droga Cae, vamos cadê você... Uma hora havia se passado e nada do Caetano. Eu já tinha ligado inúmeras vezes, mandei centenas de mensagens. Meu coração já estava despedaçado, a esperança dele aparecer, estava completamente perdida. Eu estava com frio, cansada mentalmente e fisicamente. Por que você fez isso Cae? Por que? - Vamos Cae aparece, não faz isso comigo, não me deixe aqui... Por favor... - meus olhos não desgrudavam da tela do telefone. Mais quarenta minutos haviam se passado nada dele, nada.. nem mesmo uma única mensagem pra dizer que não vinha. Finalmente meu celular apita com uma única mensagem, que fez a realidade me socar tão forte quanto qualquer outra coisa. Paty: Já cheguei,✓ Paty: cadê você? Está frio aqui.✓ Paty: Cae por favor não faz isso✓ comigo já estou aqui a mais de 40minutos aparece.✓ Paty: Caetano???✓ Paty: oi?✓ Paty: ???✓ Paty: oi?? ✓ Paty: eu não acredito que você está fazendo isso.✓ Paty: Por favor, por favor Cae, não me deixe dessa forma ✓ Paty: Eu te amo Cae, aparece por favor ✓ Cae: Sinto muito, Patrícia, mas eu não posso fazer isso com meus pais. Não posso desapontar ele desse jeito, eles me planejaram um futuro brilhante, e isso não inclui esse bebê ✓ ✓ Meu mundo caiu, não consegui suportar o peso do meu próprio corpo e caí de joelhos no chão frio. O que vou fazer agora? Ele não podia ter feito isso, não podia. Pensei em continuar sozinha, mas como ia me vira sem ajuda com um bebê. E quando o dinheiro das jóias acabar, como vou sustentar a nós dois? Não tenho outra saída, Volto pra casa derrotada, despedaça... meu coração doía tanto que nada era capaz de amenizar essa dor, eu sabia o que me aguardava pelos próximos dias, Caetano não só me abandonou. Como vai deixar meu pai matar nosso filho. Nunca! Eu nunca, vou te perdoar por isso Caetano. Nunca! Paro de chorar me levando daquele chão frio e sujo e sigo o caminho de volta para minha casa. Espero que meus pais não tenham dado por minha falta. Na minha casa estava tudo silencioso, meus pais de fato não notaram que eu saí, o que foi bom não podia dar explicações agora de onde eu estava, só queria chegar até o meu quarto e dormir por horas, dias... Até que esse pesadelo passe. Até que essa dor no meu peito pare e me permita respirar novamente. Não acredito que Cae me deixou. Como ele foi capaz de me abandonar dessa forma? Como ele pode dar mais importância ao dinheiro do que a nós dois? Nunca vou perdoar ele por isso. Nunca!
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