Caetano
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Depois que ela sai, sinto um vazio, não sei por que, mas achei que quando a verdade viesse à tona nós dois íamos ficar juntos novamente que a nossa vida finalmente voltaria aos trilhos. Mas seu olhar perdido, me vez duvidar disso. Acho que eu jamais vou perdoar os meus pais, ou os dela. Destruíram a nossa vida de uma forma que talvez não seja reparada novamente.
A campainha toca me tirando dos meus pensamentos, queria não atender, mas vou abrir, Assim que abro me arrependo de não fingir que não estou.
- Oi filho. – meus pais estão parados um do lado do outro. – Já que você não foi nos ver e nem atende meu pedido para nós encontrar. Isso quando atende minhas ligações. Viemos te ver, minha mãe diz.
- Er... Entrem. – tronco a porta – Eu estava muito ocupado com o trabalho, algumas contas novas.
- Fiquei com medo que fosse embora e não fosse se despedir, filho. – ainda não contei a eles que estou migrando minha empresa para o Brasil, na verdade era uma ideia ainda, mas que a cada dia fica mais forte na minha cabeça, para reconquistar a Patrícia eu preciso estar presente.
- Vocês querem algo para beber? - ofereço.
- Não querido. Obrigada. - minha mãe responde.
- Pai? - sua fisionomia não é nada amigável.
- Não. E uma visita rápida. Sua mãe está preocupada. Quase não nos falamos no casamento da sua prima. Está tudo bem? - ele pergunta totalmente sem jeito, acredito que ainda não me perdoo pela mudança repentina de faculdade que eu fiz sem comunicar ele.
- Está sim pai. Correria de padrinho sabe como é, fotos brindes. Essas coisas. - dou de ombros.
- Por que não foi jantar conosco? – não sei que desculpa inventar.
- Tive um imprevisto. Acabei esquecendo de avisa. Me desculpem.
- Você está nos evitando Caetano, e sei que é por causa daquela garota. Vocês conversaram no casamento a respeito de tudo? - então esse é o medo deles.
- Sim. - cruzo os meus braços.
- Estão juntos novamente?
- Roger combinamos de não falar disso.
- Foi uma pergunta simples. Seu filho passou a nós ignorar de uma hora pra outra. Fora do país ele atendia sua ligação e conversava com você com mais frequência.
- É. Nós conversamos sim, e não não estamos juntos ainda mas é questão de tempo. Vamos ficar juntos.
- Vocês o que?
- Nunca deixamos de nos amar. Não somos mais dois adolescentes, agora podemos ficar juntos, e essa vai ser a intenção.
- O pai dela não vai aceitar isso.
- Na verdade, ele já está sabendo e não há nada que ele possa fazer a respeito e nem vocês. Repito, Não somos mais crianças.
- Filho sempre desejamos o melhor para você. – minha mãe tenta amenizar as coisas entre nós.
- Pode até ser mãe, mais o que vocês fizeram não foi o que mostrou ser melhor. enganar foi errado. E eu jamais vou perdoar vocês por isso, como podem dizer que me amam e deixaram o pai dela matar o meu filho?
- Quem aqui está pedindo perdão garoto. Fiz e faria tudo de novo, Se bem que não valeu de muita coisa você conseguiu me dar uma rasteira não é mesmo. Tantos planos um futuro promissor Caetano. Jogado ao vento. Por uma mulher.
- Nunca foi minha intenção seguir sua carreira pai e você sabe disso. Eu nunca sonhei o seu sonho. Isso foi muito antes da Paty.
- Chega! Eu deixei vocês dois se perderem no passado mais eu não permito isso novamente Roger, Caetano fez a escolha dele e teremos que viver com ela. Por que não vou perder meu filho novamente entendeu. Caetano sei que você não compreende o que fizemos mais foi pesando no seu bem. Hoje você é um homem de sucesso tem sua carreira sólida, própria empresa está feliz e, é o que importa. Um filho teria atrapalhado tudo naquela idade. Você sabe disso só não quer admitir. - suas palavras não são tão ao vento assim. Mas ainda assim uma vida estava em jogo.
- Nunca saberemos mãe. Nunca saberemos...
- Bom acho melhor irmos embora. – meu pai se levanta.
- Filho poderíamos nos ver novamente antes de ir. O que acha de almoçamos juntos. Quando vocês voltam para os Estados Unidos?
- Eu não volto. - a decisão acabou de ser tomada.
- Está vendo! Eu disse e só se juntar com essa garota e ele vai abandona tudo que construiu... moleque burro.
- Eu não vou abandona nada pai. Eu sempre soube que voltaria para o Brasil com a minha empresa. Estou migrando ela pra cá. Isso foi muito antes de ter a certeza que vou ter ela de volta. Agora então eu não tenho motivos para ficar fora. Eu nunca quis morar fora. Isso foi uma coisa que você quis.
- Olha quer saber. Chega eu não me meto mais garoto quer estraga sua vida vai lá... Só não diga que eu não avisei antes.
- Eu não estou estragando a minha vida pai. Você fez isso no meu lugar há 5 anos atrás. Eu estou recuperando o que eu perdi. Parte do que eu perdi na verdade. Existe coisas que jamais poderei recuperar.
- Filho...
- Mãe eu aceitei tudo que vocês me obrigaram a fazer me mantive longe dela. Por todos essa anos mais agora chega agora quem comanda minha vida sou eu.
- Você só tem uma carreira promissora graças ao meu dinheiro. – ele diz com arrogância.
- E eu agradeço por isso pai. Mais você não fez muito além da sua obrigação não. É o meu pai, tem por direito me dar uma boa educação. – também não deixo barato. Estamos parados cara a cara.
- Pelo jeito não tão boa assim já que fala desta forma com seu pai.
- Só estou respondendo a sua altura. E só tirar as sua armas que também tiro as minhas.
- Por favor parem isso.. Caetano, Roger vocês são pai e filho. – minha mãe entra no meio.
- Ok! Faça o que bem entender.
- Farei. Agora eu realmente farei!
Ele sai porta a fora. Minha mãe se despede e também vai. Bom ao menos essa parte já está resolvida não preciso mais marcar um encontro ou coisa do tipo para contar a eles. Não preciso mais do dinheiro deles e de uma forma ou de outra vão aceitar meu relacionamento com Patrícia.