CAPÍTULO 55 LUNA NARRANDO: Entrei no quarto ainda enrolada na toalha, o coração batendo tão forte que parecia querer sair pela garganta. Fechei a porta devagar. A casa estava silenciosa demais. Minhas pernas ainda tremiam, não de cansaço, de tudo. Do que tinha acabado de acontecer. Encostei as costas na madeira da porta por um segundo, respirei fundo, como se precisasse reaprender a puxar ar pros pulmões. Aquilo não devia ter acontecido. Eu sabia. Mas tinha acontecido. E agora era tarde. Deixei a toalha escorregar pelo corpo, cair mole no chão frio, e caminhei até a cama sem me importar com nada. Me joguei de lado, nua mesmo, abraçando o travesseiro como se ele pudesse segurar o turbilhão dentro de mim. Fechei os olhos. E a imagem dele voltou. O jeito que Rael me olhava. A

