A Agressão

915 Words
Eu fui para meu quarto e alguns minutos depois o Juan entrou, e deu um leve sorriso ao me ver. - Cadê a Euge? - Perguntou. - Hã… Foi falar com o Tato. - Falei. - Então, estamos sozinhos? - Sorriu meio tímido. - Está vendo mais alguém aqui? O garoto riu discretamente, e sentou ao meu lado. - Você é linda, sabia? - Falou ao me olhar fixamente. Eu fiquei olhando-o e não consegui nem responder, havia sido pega de surpresa, não esperava que o garoto falasse tal coisa, e quando eu pensei em responder algo, a Euge entrou no quarto, e nós dois olhamos para a loura. - Perdão, interrompi algo? - A garota perguntou. - Não, claro que não. - Falei ao me levantar e me aproximado da loura. - Bom, acho que eu vou indo. - Juan disse. Logo me olhou. - Até mais, Mar. - Até. O garoto saiu do nosso quarto, e Euge começou a rir, pegado no meu pé, dizendo que ele estava super na minha e tal, mas eu apenas revirei os olhos e ignorei a fala da garota. Me joguei na minha cama, e dei um leve sorriso ao lembrar de quando o garoto me chamou de ‘’linda’’. - O que será que houve com o Gastón? - A loira perguntou. - Não vi mais ele e nem o Bernardo. - Quê? - Gastón, Mar. Lembra dele? Nosso amigo, que sumiu e pode estar morto agora. - Cala boca, garota. - Falei ao jogar um travesseiro nela, que riu. E de repente, o Gas apareceu, mas estava acabado, estava tão machucado e m*l conseguia caminhar, parecia que ele havia sido atropelado por um caminhão. Euge e eu nos assustamos ao vê-lo daquele jeito, e estava com a boca sangrando, e tinha arranhões e cortes em vários lugares do seu corpo. - Gastón? O que aconteceu com você? - Perguntei apavorada. - O Bernardo… Ele… Me bateu com um taco de golfe. - Falou quase sem forças. - Quê? - Euge perguntou incrédula. - Que cretino! - Ele não pode… - Falei. - Como ele teve coragem? Você vai contar o que ele fez, né? - Ah, claro. E depois ele me mata. Não, valeu, preciso proteger a minha irmã. Ah cara, eu estava indignada com isso, que infeliz! Não podia ser possível que ele fosse capaz de bater em um adolescente, em alguém mais fraco que ele. Ah, eu estou tão cansada disso, queria que tudo isso acabasse, só queria que aqueles dois malditos não mandassem mais a gente fazer coisa errada, e que não nos machucassem mais. E de repente, Nico e Emilia bateram à porta do meu quarto, que estava aberta, mas creio que foi só questão de educação mesmo, pena que nem todo mudo faz isso. E quando, os dois viram o estado do Gastón se assustaram muito. - Gastón, o que houve com você? - Emilia perguntou. - Hã… Eu… Eu estava na escola fazendo um trabalho com um colega, e na volta acabei sendo assaltado, e hã… Como eu não… Hã… Como eu não tinha nada de valor, eles… Eles ficaram bravos e me bateram. - Ai, que vândalos! - Disse o mais velho ao abraçar o garoto. - Como você está, meu amor? - Emilia perguntou. - Está doendo. Tudo dói. - Vem, vamos cuidar desses machucados. - O homem falou. Emilia e Nico saíram com Gastón para cuidar do garoto, e eu comecei a reclamar com Euge sobre o que aquele escroto havia feito. Estávamos tão indignadas, e eu não parava de pensar no que fazer, pois isso não podia ficar assim. Aliás, acho que eu havia pensado em algo, mas deixaria pra dar a minha ideia em outra ocasião. (...) Eu estava vendo Flor, Tomás e Nano jogando futebol quando Flor veio até mim. - Quer jogar com a gente, Mar? - Perguntou docemente. - Ah, eu não sei… - Vem, estamos precisando de mais um no time mesmo. - Disse Tomás. - É. A Lupita e o Matteo não querem jogar. - Disse Nano. Eu pensei um pouco e acabei aceitando, afinal, não estava fazendo nada mesmo. Acabamos jogando meninas contra meninos, e até que foi divertido. E enquanto eu jogava, vi quando Juan e o insuportável do Márcio saíram de casa e foram até o portão, e ficaram conversando um pouco. E de repente, acabei levando uma bolada, Nano havia me acertado em cheio na testa, fazendo eu me desequilibrar e cair. - Mar, você está bem? - Flor perguntou. - Desculpa. - Disse Nano. - Foi sem querer. - Eu estou bem. - Falei. - Não foi nada. - Me levantei com a ajuda dos mais novos. - Mas eu cansei, vou descansar um pouco. Fui até o banco e me sentei. Logo avisei quando Juan e Márcio se despediram e o insuportável foi embora. Em seguida, Juan veio até mim e se sentou ao meu lado. - Oi. - Falou. - E aí? - Já terminou o trabalho? - Quê? - Não ia fazer um trabalho? - Ah sim, claro… Mas eu resolvi descansar um pouco, sabe? - Sei… Então… Quer fazer algo agora? - Sabe… Cansei de descansar, vou terminar o trabalho. Eu me levantei para me retirar, porém, o garoto me pegou pelo braço, fazendo eu me virar para ele, e ficamos nos olhando. Ele me olhava de um jeito… não conseguia tirar os meus olhos dos olhos dele. Eram… Fascinantes…
Free reading for new users
Scan code to download app
Facebookexpand_more
  • author-avatar
    Writer
  • chap_listContents
  • likeADD