Encontro de Casais

1027 Words
- Juan, eu… - Olhei no fundo dos olhos do garoto, que me olhava de um modo curioso. - Hã… Eu acho que… O Bernardo… - Mar, esquece o meu pai. Ele não precisa saber. - Me olhou tão fundo nos olhos, que eu quase pude ver a sua alma. - Eu… E se ele descobrir? - Não vai. - Mas e a Júlia? - Também não precisa saber, nem a Gimena, o Márcio e a Dolores. Mais alguém? - Hum… - Pensei um pouco. - Acho que não. Eu dei um sorriso travesso, e o garoto sorriu e logo me deu um beijo ardente, de me tirar o fôlego. Acho que seria emocionante essa coisa de namorar escondido, porém, não seria nada emocionante se Bernardo ou Júlia descobrissem o nosso namoro, até porque, digamos que eu não sou a nora que Bernardo gostaria de ter e ele tampouco, era o sogro que eu pedi à Deus. Aaaaaaah, eu estava namorando com o Juan, nem dava para acreditar, parecia um sonho, do qual eu não gostaria de acordar. O garoto e eu ficamos nos beijando por algum tempo, e quando fomos sair, eu sai primeiro e ele saiu minutos depois, pra evitarmos de alguém nos ver. Subi as escadas correndo e fui para meu quarto, Euge estava deitada em sua cama, lendo um livro. - Amigaaaaaa! - Me joguei em cima dela. - Ai! - Desculpa! - Me sentei ao lado dela. - Adivinha! Adivinha! Adivinha! - O quê? O quê? O quê? - Adivinha quem é que está namorando. - Como é? - Ficou boquiaberta. - Me conta essa história direito. Eu quero saber de tudo! Eu contei para Euge o que havia acontecido entre mim e Juan, e ela ficou chocada, e disse que me ajudaria com isso do namoro escondido. Eu havia contado para Tato também, afinal, toda ajuda para Bernardo e Júlia não descobrirem seria bem vinda, porém, quando eu contei para o cabeludo, Gas acabou escutando, nem havia o visto chegar. - Você e o Juan estão namorando? - O garoto me perguntou. - Estamos. - Falei meio cabisbaixa, não consegui olhá-lo, pois sabia o que o garoto sentia por mim. - Ah… Espero que ele te faça feliz. - Obrigada! - Falei meio sem graça. - Ah Gas, o Bernardo e a Júlia não podem saber. - Eu sei! Fica fria! Não vou contar. Prometo. - Eu sei, confio em você. Obrigada! O garoto sorriu meio sem jeito, mas estava com um olhar triste, o que me deixou meio m*l, não queria vê-lo assim. Pouco depois, fui até o quarto da Emilia, bati à porta e ela logo me deu permissão para entrar. Adentrei o seu dormitório e a vi secando os seus cabelos úmidos, obviamente recém havia saído do banho. - Emilia… Hã… Podemos conversar? - Claro, meu bem. - Se sentou na cama. - Senta aqui! - Me sentei ao lado dela. - Aconteceu algo? - Se eu te contar um segredo, você promete que não conta pro Bernardo e nem pra Júlia? - Claro. - Falou parecendo preocupada. - É que… Hã… O Juan e eu… estamos juntos. Estamos namorando. - Sério? - Abriu um imenso sorriso. - Ai, que maravilha! Isso é ótimo! - É… Mas… O pai do Juan não pode nem sonhar, ele não acha que eu sou a garota ideal para o filho dele. - Revirei os olhos. - Não se preocupe com isso. - Sorriu docemente. - Eu… Eu queria te contar, porque pra mim, você é a mãe que eu não tenho. - Oh, meu amorzinho… - Acariciou as minhas mãos. - Mas fiquei muito feliz de saber disso, viu? - Falou a loira, ao me arrancar um sorriso tímido. (...) À noite Euge, Tato, Juan e eu resolvemos fazer um jantar de casais. Os garotos arrumaram tudo em uma sala, que não era usada para nada, e Emilia até nos ajudou, pois foi orientando os garotos na cozinha, porque se dependesse deles, comeríamos só carvão. E Emilia e Nico foram nossos garçons, nos serviram tudo, e isso tudo foi ideia do Juan e do Tato, ah, eu estava me sentindo em um restaurante super luxuoso. Após terminarmos de jantar, Emilia e Nico foram dormir, e nós quatro ficamos mais um pouco conversando e trocando beijos. - Acho que está ficando tarde, né? - Comentei. - Ah não, está cedo, não são nem 3h ainda. - Disse Juan. - A Mar está certa, está tarde. - Disse Euge. - Mas nem temos aula amanhã. - Falou Tato ao abraçar a namorada. - E eu não deixo você ir. - Juan disse ao me abraçar fortemente, mas com cuidado para não me machucar. - Já sei! E se vocês dormissem com a gente? - Tato disse ao dar um sorriso travesso para Juan. - Grande ideia! Dorme comigo, Mar? - Quê? Cê perdeu o juizo, garoto? Como você acha que… - Comecei a metralhar as palavras. - Não Mar… Não vamos fazer nada. - Claro que não! - Disse Tato. - É só pra dormir juntinho, abraçadinho. Olhei para Euge, que deu de ombros. Pedi licença para os dois e chamei minha amiga em um canto, perguntei o que ela achava e Euge também estava em dúvida, mas resolveu confiar neles. Assim que voltamos para onde os garotos estavam, a loira disse: - Ok, nós aceitamos, mas é só para dormir e mais nada. Os dois sorriram e nos abraçaram. Pouco depois, guardamos todas as coisas e fomos para o nosso quarto, não quisemos ir para o quarto dos garotos por conta de Gastón e Nano. Euge e Tato se deitaram na cama da garota, e Juan e eu nos deitamos em minha cama. - Amanhã bem cedinho, vocês vão para seu quarto. - Falei. - Relaxa, ninguém vai nos pegar aqui. - Disse Tato. Nos ajeitamos para dormir e Juan me abraçou, fazendo o meu coração acelerar. - Boa noite, princesa! - Falou. - Boa noite! Me deu um selinho e fechou os olhinhos para dormir. Fiquei vendo-o dormir enquanto pensava o que ele havia visto em mim. Pouco depois acabei dormindo.
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