Gastón X Juan

895 Words
Era um sábado. Fazia bastante calor, e onde estávamos? Roubando para o Bernardo e a Júlia, ai, eu estava de saco cheio disso, não aguentava mais, ah, que vontade de abrir o jogo pra Emilia e pro Nico, eu queria ver a reação deles ao saber do que aqueles dois monstros são capazes, mas por outro lado, eu fico morrendo de dó da Flor e do Juan que não merecem os pais que têm, e que nem sonham com essa face deles. Ao roubar um celular, eu estava voltando discretamente até onde estavam aqueles aprendizes do d***o, e vi quando Lupita estava correndo e acabou caindo, e rapidamente, eu corri até a menina. - Se machucou? - Perguntei. - Sim. - Vi o joelho ralado da criança. - Tá doendo! Nisso, Gastón que também tinha visto a cena, correu até onde estávamos. - O que houve? - Perguntou preocupado. - Eu me ralei. - Falou Lupita. - Vem comigo. - O garoto pegou a menina no colo. - O que pensam que estão fazendo? - Bernardo perguntou ao se aproximar da gente. - O trabalho ainda não acabou por hoje. - Acabou sim, a minha irmã está machucada. - Falou Gastón seriamente. O garoto saiu com Lupita no colo, e eu fui atrás deles, e acabamos sendo seguidos pelos outros. Assim que entramos no abrigo, Emilia nos viu e já foi logo perguntando o que tinha acontecido, e então explicamos para a loura, que rapidamente pegou a menina no colo, alegando que trataria do machucado dela. Notei quando Bernardo nos olhou furioso, e era estranho, tipo, ao mesmo tempo que eu tinha medo dele, e muito medo, eu também não ligava para ele, estava me lixando se ele estava feliz ou bravo, eu não me importava com ele. E de repente apareceram Nico e Gimena, que estavam brigando sei lá porque, parecia que ela queria fazer algo e ele não, e confesso que acabei gostando de vê-los brigando, até porque eu não gosto nada da Gimena, era uma cobra, igual ao irmão, Bernardo. Euge e eu fomos para nosso quarto enquanto reclamávamos daqueles dois infelizes. Eu me deitei em minha cama, e Euge começou a cantar: - ’’Bonito meu, lindo de amar, quantos amores encontrarás em tua vida? Bonito meu, lindo de amar, eu te prometo que sempre vou te amar, vou te amar.’’ E nisso, Tato entrou em nosso quarto, e já foi logo dizendo para a garota: - Eu amo tanto essa tua voz. - Obrigada. - Ela disse timidamente. - Bom, acho que eu vou indo, não quero ficar de vela. - Falei. Me levantei da cama e sai do quarto. (...) Eu estava sentada em um banco enquanto via os pequenos brincando, eram tão fofos! Ah, a Lupita ainda estava um pouco machucada, estava mancando, e os seus amigos estavam lhe ajudando. Acabei sorrindo ao vê-los. Em seguida, avistei Juan chegando acompanhado do seu pai, e os dois estavam conversando e rindo. Com o filho, o homem parecia até outra pessoa, parecia alguém normal, pena que ele não podia ser assim sempre, pois longe do garoto, ele era um ser completamente diferente, alguém que eu odiava muito, que me causava os piores sentimentos possíveis. Nisso, senti alguém sentar ao meu lado, olhei para a minha direita e vi que se tratava de Gastón, que já foi logo puxando assunto comigo, ah, d***a! Por que será que eu não conseguia ter um minuto de paz? E ainda notei quando Juan nos viu, e… sei lá, pela cara dele, parecia não ter gostado muito, não que eu me preocupasse com o que ele pensa ou deixa de pensar, é claro. E então, Gastón e eu ficamos conversando, e sei lá, ele era até que era legal, ficamos conversando por bastante tempo, e ele me contou um pouco sobre a sua vida e a época que ele e Lupita moravam com os pais. Quando começou a escurecer, nós dois entramos em casa, e logo vi quando Juan se dirigiu na direção de Gastón para falar com o garoto, porém, eu preferi ir para o meu quarto. Cerca de meia hora depois, Gastón foi até o nosso quarto, e… - O que houve com você? - Perguntei ao notar o olho roxo do garoto. - Ah, eu briguei com o Juan. - Ele fez isso em você? - Perguntei surpresa. - Fez. Ele ficou com ciúmes porque viu a gente conversando. - Que animal! - Falei. - Que estranho! O Juan nunca foi violento. - Disse Euge. A loura e eu cuidamos do machucado do garoto, que estava f**o, e pouco depois, Nano apareceu nos chamando pra irmos jantar. . (...) No dia seguinte, um domingo, o que estávamos fazendo? Roubando, é claro. Eu estava em uma rua pouco movimentada. Olhei para os dois lados para ver se não vinha ninguém, e então, me aproximei de um homem que estava guardando um dinheiro em sua carteira, e então, percebi quando sem ver, ele deixou cair uma nota de 100,00, acho que dessa vez seria mais fácil. Me abaixei e peguei a nota, e nisso, ouvi uma voz que eu conhecia muito bem. - Mar? Me virei e coloquei as mãos para trás, escondendo a nota, na esperança dele não ter visto. - O que você está fazendo? - Ele perguntou, fazendo eu engolir em seco.
Free reading for new users
Scan code to download app
Facebookexpand_more
  • author-avatar
    Writer
  • chap_listContents
  • likeADD