bc

O TRONO DE CRISTAL E SANGUE DO DESTINO

book_age18+
0
FOLLOW
1K
READ
reincarnation/transmigration
family
fated
friends to lovers
powerful
neighbor
king
heir/heiress
bxg
another world
childhood crush
rebirth/reborn
friends with benefits
seductive
like
intro-logo
Blurb

### Sinopse**O Trono de Cristal e o Sangue do Destino**Sabrina foi arrancada de sua vida como médica na cidade grande para ser lançada no epicentro de um reino ancestral governado por leis que ela se recusa a seguir. Como a nova Rainha, ela não herdou apenas uma coroa, mas um fardo proibido: um elo milenar com o Rei Leandro. O que deveria ser uma união sagrada torna-se uma guerra de vontades, onde a dor compartilhada entre eles dita o ritmo de uma paixão tão destrutiva quanto envolvente.Entre as paredes frias do Palácio de Cristal e a miséria esquecida da vila, Sabrina descobre que seu poder de cura e sua mente científica são ameaças reais àqueles que desejam manter o reino sob controle. Enquanto enfrenta a inveja de Laila e a crueldade da Rainha-mãe Magnólia, Sabrina percebe que a soberania não se conquista com o sangue da linhagem, mas com o respeito e o amor de seu povo.No entanto, o destino reserva novos desafios. Com a chegada de um primo misterioso — alguém que traz segredos há muito enterrados — e de uma nova figura feminina que promete sacudir as estruturas do castelo, as alianças serão testadas e o elo entre Sabrina e Leandro será levado ao limite absoluto.À medida que o coração do Rei se estilhaça e o de Sabrina se fortalece, ela precisará decidir se será a salvadora de um reino que insiste em tentar subjugá-la ou a soberana que destruirá as correntes de um passado sangrento.**O destino foi traçado, mas o sangue que corre nas veias do trono ainda decidirá quem sobreviverá ao despertar da verdadeira Rainha.**

chap-preview
Free preview
O fim e o Princípio
A luz do entardecer filtrava-se pelas persianas de alumínio do apartamento em Nova York, desenhando sombras longas sobre o piso de mármore impecável. Sabrina observava a metrópole lá embaixo, onde milhões de vidas se cruzavam, sentindo-se, como sempre, uma observadora externa, uma peça que nunca se encaixou perfeitamente no tabuleiro daquele mundo moderno. Sua mente, no entanto, vagava pelos corredores da universidade. Ali, o peso dos olhares era constante. "Princesa do Gelo", sussurravam os colegas quando ela passava. Eles a viam na biblioteca, virando noites de estudo enquanto os outros se divertiam. O que eles não compreendiam era que a distância dela não era arrogância, mas a manifestação de uma mente que operava em frequências distintas. Sabrina não era uma estudante comum; ela era uma cientista nata. Enquanto os colegas decoravam protocolos médicos, ela descobria a essência da cura, formulando unguentos e antídotos em segredo, com uma alquimia instintiva que desafiava a ciência convencional. Sua graduação em medicina e ciências fora concluída com uma facilidade quase sobrenatural. Naquela noite, porém, sua atenção voltou-se para o diploma de medicina que repousava sobre a mesa de carvalho. Era o símbolo de sua conquista, o ápice de seu esforço. Um sorriso raro surgiu em seu rosto enquanto ela pegava o celular para ligar aos pais. O vídeo conectou quase instantaneamente. — Filha! — exclamou a mãe, os olhos brilhando. — Já soubemos de tudo. Estamos tão orgulhosos de você. Sabrina exibiu o diploma para a câmera, as mãos trêmulas de felicidade. — Mãe, pai! Eu consegui! Eu sou oficialmente médica! Mas não é só isso... vocês não têm ideia do que eu descobri que posso fazer. As curas que desenvolvi... os professores não conseguem explicar como chego a esses resultados. O pai, contudo, não parecia surpreso com o talento incomum da filha. Ele mantinha os lábios comprimidos, o semblante carregado de uma melancolia profunda, como se carregasse o peso de séculos. — Você sempre foi diferente, Sabrina — disse ele, a voz soando como um aviso solene. — A medicina é apenas a ponta do iceberg do que você é capaz. — Por que estão tão sérios? — perguntou ela, o riso morrendo ao notar o semblante dos dois. — É uma noite de festa, amanhã eu estarei aí com vocês! A mãe trocou um olhar rápido com o pai, uma comunicação silenciosa que deixou Sabrina com um frio na espinha. — O sangue cobra o seu preço, Sabrina — murmurou a mãe, como se recitasse uma sentença. — Aproveite esta noite, minha pequena. O seu destino já não pertence mais à medicina dos homens. Eles encerraram a chamada logo em seguida, deixando-a sozinha na imensidão do apartamento. O silêncio que se seguiu ao encerramento da chamada parecia denso e pesado. O futuro, que ela acreditava estar sob o controle de suas fórmulas e de seu bisturi, estava prestes a colidir com uma realidade ancestral. Naquela noite, Sabrina dormiu inquieta. A conversa com os pais martelava em sua mente, mas ela tentava racionalizar. Lembrou-se de um pacto antigo, assinado ainda na adolescência: assim que terminasse a faculdade de medicina, ela teria que cumprir deveres protocolares como princesa, já que sua família detinha títulos em outro país. "Vou ter que dividir meu tempo entre a medicina e a coroa", pensou ela, tentando equilibrar o desespero e o dever antes de sucumbir ao sono profundo. O despertar, porém, foi um pesadelo. O silêncio do apartamento foi quebrado por socos violentos contra a porta de entrada. Sabrina saltou da cama, o coração disparado. Ao abrir, deparou-se com uma visão surreal: os seguranças de seus pais, homens que nunca haviam se aproximado dela — por ordem estrita dos pais, para mantê-la longe do peso do sobrenome real —, agora ocupavam todo o corredor, vestidos em uniformes de escolta feito sob medida. — O que está acontecendo? — ela perguntou, a voz trêmula. — Sinto muito, Alteza — disse o chefe da segurança, mantendo a postura rígida. — Seus pais sofreram um acidente fatal. Como a única herdeira de sangue real Dourado, a senhora agora está sob nossa proteção total. O mundo de Sabrina desmoronou. Ela soltou um grito agonizante, empurrando-os para fora e batendo a porta com força. Por horas, o apartamento foi preenchido por soluços e gritos de revolta. Ela odiava a tudo e a todos; odiava o título, o sangue e a mentira que sua vida tinha se tornado. O tempo pareceu congelar, mas a criação aristocrática de Sabrina prevaleceu. Quando a porta finalmente se abriu, não era mais a médica confusa quem aparecia, mas a princesa que ela fora treinada para ser. Ela já estava vestida para a partida, o olhar frio e decidido. — Recolham tudo o que me pertence — ordenou ela, com uma autoridade que fez os homens se curvarem. — O que não der para trazer, façam uma doação imediata. Não quero que sobre nada neste lugar. Estamos indo para a mansão. — Sim, Alteza — respondeu um dos funcionários, trazendo um tablet onde os preparativos logísticos já estavam sendo finalizados. — Uma limusine aguarda a senhora lá embaixo. — Eu quero vê-los — ela disse, a voz vacilante, mas contida. — Quero ver meus pais. — Vamos levá-la até lá, senhora — ele garantiu, guiando-a pela escolta que a cercava como uma fortaleza viva. Durante o trajeto na limusine, o luxo do interior do veículo contrastava com a desolação em seu peito. Sabrina olhava pela janela enquanto os prédios da cidade grande, onde ela sonhara construir seu império na medicina, iam ficando para trás. Ela chorava em silêncio, uma dor dilacerante que não podia ser curada por nenhuma de suas fórmulas. A jornada para a mansão não era apenas uma viagem física; era o adeus definitivo à liberdade. Ao chegar, o enorme portão de ferro se abriu como a boca de uma fera, engolindo-a para dentro de um destino do qual não havia mais retorno. Ela estava indo encontrar seus pais, mas, acima de tudo, estava indo ao encontro pela última vez.... Sabrina caminhava de um lado para o outro pelo escritório de seu pai na mansão. O diploma de medicina, que deveria ser o símbolo de seu maior triunfo, parecia pesar toneladas em suas mãos. Ela o segurava com firmeza, enquanto seus olhos percorriam as paredes do ambiente, buscando qualquer sinal da presença deles. Aquele documento fora o último assunto que compartilhara com seus pais; na memória, ela ainda conseguia ver a expressão deles: havia orgulho, sim, mas algo faltava. O sorriso que deveria ter sido pleno estava contido, como se eles já estivessem distantes, antecipando uma partida que ela não soube prever. Era para ter sido uma noite de gritos de alegria e celebração, mas o tempo lhes fora cruelmente subtraído. Ela parou diante da escrivaninha, onde ainda estavam espalhadas as últimas coisas que eles mexeram, documentos da faculdade que seu pai acompanhara de perto com tanto zelo. O misto de realização que sentia por ter se formado colidia com uma tristeza avassaladora ao tocar naqueles papéis. Ao lado de um porta-retratos, ela encontrou uma carta deixada por eles, selando a melancolia daquele escritório silencioso. Já era tarde, o sol começava a se pôr, e o sorriso que ela tentava forçar nos lábios não passava de uma sombra pálida. Com um suspiro profundo, ela deixou o diploma sobre a mesa e murmurou para si mesma: "Mais uma noite de dor e vazio nesta mansão". Ao chegar às dependências centrais da mansão, o ambiente estava carregado com o aroma de flores e o eco de uma tristeza que parecia ter grudado nas paredes. Sabrina passou os dias seguintes em um borrão emocional. O funeral, os procedimentos burocráticos, o choro que insistia em não cessar — tudo era um procedimento exaustivo e doloroso. Ela se sentia como uma estranha na casa que antes era repleta de vida e das risadas de seus pais. Passaram-se sete dias desde que os enterrara. Estava exausta, física e mentalmente, após uma semana inteira dedicada a resolver as pendências que eles deixaram. Já era noite e o cansaço cobria seus ombros. Sabrina, com sua pele branca de tom levemente amarelado e os cabelos negros como a noite caindo sobre os ombros, caminhou até a sala de comando da mansão. Glória, assistente fiel de Seus pais, estava à sua espera com uma prancheta. — Está tudo preparado para a sua ida para a Cidade de Ouro, senhora — informou Glória com voz baixa e prestativa. — Gostaria que nos apressássemos? — Gostaria que apressasse tudo, Glória. Não quero demorar mais um minuto aqui — respondeu Sabrina, sentindo o peito apertar. — E o que a senhora gostaria de levar? Devemos organizar a bagagem? Sabrina suspirou, sentindo uma necessidade de manter perto de si qualquer fragmento de conforto. — Quero levar tudo. Todas as minhas roupas, meus calçados, quero que empacotem toda a minha coleção de roupas íntimas, levem absolutamente tudo o que tenho e, se puder, adicione mais, pois não quero que falte nada. E, por favor, não esqueçam os meus edredons. Quero todos eles, especialmente os que minha mãe me presenteou antes de falecer. Eles são tudo o que me restou da memória dela aqui. — Sim, senhora. Será exatamente como a senhora quer — garantiu Glória. — Prefere uma viagem rápida ou prefere que a gente envie tudo com antecedência para que, quando a senhora chegar à Cidade de Ouro, já esteja tudo pronto e organizado? — Prefiro que vocês mandem arrumar tudo lá de uma vez. Eu irei amanhã — decidiu Sabrina, decidida a encerrar aquele ciclo. — Como desejar, senhora. Após a saída de Glória, Sabrina subiu para o quarto. O silêncio da mansão era ensurdecedor. Ela se deitou na cama, sentindo o corpo finalmente ceder ao cansaço. Pegou um livro que repousava no criado-mudo e tentou se concentrar nas palavras, mas o sono foi mais rápido. Com o pensamento fixo no amanhã e na partida para a Cidade de Ouro, ela fechou os olhos. *Amanhã, eu vou para a Cidade de Ouro*, pensou, antes que a escuridão do sono a dominasse completamente. A penumbra da inconsciência foi se dissipando de forma dolorosa, substituída por um calor sufocante. Quando Sabrina finalmente conseguiu abrir as pálpebras, a primeira coisa que sentiu foi o próprio coração batendo descompassado contra as costelas, como se estivesse fugindo de uma ameaça invisível. Ela estava completamente suada, a pele clara e parda brilhando sob o reflexo da luz, as mechas de seus cabelos colando na testa e no pescoço. A sensação era exatamente a de quem acabara de emergir de um pesadelo terrível, daqueles que deixam o corpo em estado de alerta máximo.

editor-pick
Dreame-Editor's pick

bc

Unscentable

read
2.0M
bc

He's an Alpha: She doesn't Care

read
758.8K
bc

Claimed by the Biker Giant

read
1.9M
bc

Holiday Hockey Tale: The Icebreaker's Impasse

read
990.1K
bc

A Warrior's Second Chance

read
365.9K
bc

Not just, the Beta

read
351.5K
bc

The Broken Wolf

read
1.2M

Scan code to download app

download_iosApp Store
google icon
Google Play
Facebook