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Estrada do desejo

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intro-logo
Blurb

Melissa passou os últimos três anos presa em um casamento de fachada com Maurício, um homem frio e manipulador que a via apenas como um troféu de negócios. Mas o destino da família muda drasticamente com a chegada de Eros, o sobrinho de Maurício de apenas 19 anos. Dono de um temperamento arrogante, um corpo esculpido e uma fúria incontrolável sobre duas rodas, o jovem bad boy foca seus olhos escuros e predatórios na esposa do tio, despertando nela uma audácia e uma carência há muito adormecidas.​O que começa com provocações perigosas nos bastidores da família explode em uma paixão proibida e violenta. Flagrados no ápice do desejo, Eros e Melissa não têm outra escolha a não ser fugir. A bordo de um carro velho pelas estradas de terra e, mais tarde, rasgando o asfalto na potência brutal de uma superesportiva Kawasaki, eles iniciam uma fuga alucinante em direção ao Rio de Janeiro.​Mas a traição transforma a fuga em uma caçada real. Movido pelo orgulho ferido, Maurício aciona a polícia e apela ao topo da pirâmide familiar: o pai de Eros, um magnata bilionário capaz de mobilizar seguranças particulares, carros blindados e helicópteros para caçar o próprio filho e recuperar o contrato de união estável de Melissa.​Entre o luxo das coberturas da Zona Sul, o glamour perigoso de um superiate em Angra dos Reis e o submundo dos rachas clandestinos, o cerco se fecha. Para sobreviver, Melissa terá que assumir o controle das estratégias, testando os limites de Eros com provocações eletrizantes em meio aos tiroteios, enquanto o rapaz se transforma em um monstro implacável nas pistas para proteger a sua leoa. Em um jogo de gato e rato onde a velocidade é a única lei e a morte espreita em cada curva, eles descobrirão que, na Estrada do Desejo, eles são absolutamente invencíveis.

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​🚗 A Estrada do Desejo capitulo 1 – O Calor da Febre e o Brilho da Noite , O Aperto e o Início da Estrada
​Faltavam exatamente dois dias para a grande viagem em família para a casa de praia. Passava das três da madrugada quando o barulho da fechadura da porta principal da mansão ecoou no silêncio da sala. Eros entrou cambaleando, com os cabelos bagunçados, a camisa social aberta e exalando um cheiro forte de uísque e balada. ​Melissa, que não conseguia dormir de ansiedade e preocupação, já o esperava de braços cruzados no meio do corredor. ​— São horas de chegar, Eros? E desse jeito? — ela disparou, a voz em um sussurro irritado para não acordar a casa. — Você não tem responsabilidade? ​Eros, mesmo com os reflexos lentos pela bebida, deu um sorriso de canto, puramente arrogante. Ele deu um passo à frente, encurtando a distância entre eles, e começou a discutir. Mas, no meio das palavras ríspidas, os instintos possessivos do rapaz de 19 anos falaram mais alto: ele segurou o corpo de Melissa pela cintura com uma pegada completamente diferente, firme e pesada, colando o corpo dela ao seu. ​A discussão entre os dois ficou tão feroz e ruidosa que os passos pesados de Maurício ecoaram na escada. O tio apareceu de pijama, com o rosto amarrado de sono, e imediatamente começou a dar uma bronca homérica no sobrinho. ​— Você é um irresponsável, Eros! Chegando bêbado, incomodando a minha esposa! — Maurício esbravejou. ​Eros, com o sangue quente, começou a bater boca com o tio, mas o abuso do álcool cobrou o preço. De repente, o estômago do garoto começou a revirar violentamente. Ele empurrou o tio de lado e correu direto para o banheiro do corredor, levantando a tampa da privada e quase colocando a alma para fora em ânsias terríveis. ​Maurício, que tinha verdadeiro nojo e odiava ver essas cenas de bebedeira, virou as costas, resmungando. Melissa aproveitou a deixa: ​— Vai para o quarto, meu bem... Pode deitar que eu vou cuidar dele — ela disse para o marido, que aceitou e voltou para a cama. ​Melissa prontamente foi até o armário de roupas de banho. Pegou uma toalha limpa, uma bermuda de moletom cinza, uma camiseta limpa e uma cueca box preta. Ela voltou ao banheiro, encontrando Eros jogado no chão, pálido. ​— Aí, Eros... Olha só como você está. Só dando trabalho, menino! — ela reclamou, cruzando os braços. ​Eros ergueu os olhos escuros, limpando a boca com o dorso da mão, e soltou aquele deboche sarcástico: — Ah, titia... Fala sério. Eu sei que você gosta de cuidar de mim. Pelo menos aqui você faz alguma coisa, já que está trancada naquele casamento fracassado de 3 anos. ​Melissa ficou revoltada com a audácia do garoto. Sem pensar duas vezes, pegou uma caneca cheia de água gelada que estava na pia e jogou com tudo na cabeça dele. ​— Isso vai ajudar a te esfriar! E eu exijo respeito, seu frangote! — ela esbravejou. ​Apesar da raiva, o instinto de cuidado falou mais alto. Melissa ajudou o rapaz alto e pesado a se levantar e, com roupa e tudo, o colocou para dentro do box, ligando o chuveiro na água fria. ​— Fica aí por 30 minutos para curar a tua ressaca. Vou fazer um café quente e pegar alguns remédios para você não acordar pior amanhã. ​Melissa desceu para a cozinha. Enquanto pegava o pó de café, a mente dela a traiu: a imagem da cueca box preta que ela havia separado ficou martelando na sua cabeça, fazendo-a notar, pela primeira vez, o tamanho e o porte de homem que aquele "menino" tinha. Ela só despertou do transe quando a água começou a ferver na chaleira. ​Ao subir com a bandeja, Melissa estranhou o silêncio. Entrou no banheiro e não acreditou no que viu: Eros estava totalmente quieto, tendo pegado no sono sentado no chão do box, debaixo da água. ​— Não acredito, Eros... Daqui a dois dias temos essa viagem e você fica bêbado logo hoje? ​Ela se ajoelhou, pegando a xícara fumegante e passando o cheiro forte do café bem embaixo do nariz dele. Eros resmungou algumas palavras desconexas, mas ela não entendeu nada. Melissa aproximou-se do ouvido dele, sentindo o calor da pele do rapaz: ​— Você precisa me ajudar a te tirar daqui e te colocar na cama. Olha o seu tamanho e olha o meu. ​O problema é que o Eros, sempre que bebia, ficava extremamente assanhado. Ao sentir o hálito e a proximidade de Melissa, ele se mexeu no chão. Foi nesse momento que Melissa, sem querer, fixou o olhar e viu um pequeno, mas nítido volume se formando na calça molhada dele. O coração dela deu um salto, mas ela manteve a postura e não se deixou abalar. ​Com muito esforço, ela ajudou o gigante a se levantar e o guiou, trôpego, em direção ao quarto dele. Eros estava tão pesado e colado a ela que, ao cruzarem a porta do quarto, Melissa se desequilibrou nos próprios passos. Os dois caíram com tudo em cima da cama de casal. ​Melissa caiu direto em cima do peito nu e molhado de Eros. No mesmo segundo, as mãos grandes dele subiram e se cravaram na cintura dela, prendendo-a ali. Melissa sentiu o corpo todo esquentar de uma forma perigosa. ​Eros abriu os olhos, encarando-a com aquele brilho sarcástico e debochado: — É... eu preciso me trocar. A não ser que você queira me ajudar... — ele provocou, a voz rouca e baixa. ​Melissa revirou os olhos, tentando disfarçar o fogo que subia pelo seu próprio pescoço, e empurrou o peito dele para se levantar. — Vou pegar outro café e os seus medicamentos. Se comporte! ​Ela desceu, pegou os remédios e, quando voltou ao quarto minutos depois, Eros já estava devidamente vestido com a bermuda de moletom e a camiseta. Ele tomou o café e os comprimidos de uma vez. Mas, ao deitar a cabeça no travesseiro, o bad boy se encolheu. ​— Está muito frio... Apaga a luz, por favor, e fecha a porta — ele pediu, a voz fraca. ​Melissa estranhou o comportamento. Eros nunca reclamava do frio. Ela se aproximou da cama e colocou a mão espalmada na testa dele. O susto foi imediato: o garoto estava ardendo em febre. ​Sem hesitar, Melissa foi até o quarto de Maurício. O marido já estava quase dormindo de novo. — Maurício, vou passar a noite no quarto do Eros para cuidar dele. O menino está ardendo em febre e passando muito m*l — avisou. — Tudo bem, faça isso — Maurício resmungou, virando para o lado, sem dar a mínima. ​Melissa voltou correndo para o quarto do sobrinho. Ela passou a noite inteira em claro, trocando compressas de água fria na testa dele, velando o sono daquele garoto que, mesmo doente, parecia dominar os pensamentos dela. ​Quando o dia amanheceu, Melissa acabou cochilando na borda do colchão. Ela acordou sentindo um calor familiar: a febre dele tinha ido embora, e as mãos de Eros estavam firmemente espalmadas na sua cintura por baixo do lençol, puxando-a para perto. O rapaz abriu os olhos lentamente, encarando-a sem o deboche de antes, apenas com uma intensidade crua. ​— Obrigado por cuidar de mim, leoa — ele disse, a voz mansa de manhã. ​O tempo voou e, de repente, faltava apenas um dia para a viagem. ​Eros já estava totalmente recuperado e planejava uma despedida com os amigos em uma boate de luxo que pertencia ao seu próprio pai. Mostrando uma audácia nova, ele olhou para a Melissa na cozinha e fez o convite na frente do tio: ​— Estou saindo com o pessoal hoje. Quer ir com a gente, Melissa? Tio Maurício, quer vir também? ​Maurício, entediado com ambientes de som alto, fez um gesto de negação com a mão. — Não, não... Detesto essas boates barulhentas. Pode ir você, Melissa, aproveite para se distrair um pouco antes da nossa viagem. ​Melissa subiu para se arrumar, o coração já batendo em um ritmo acelerado que ela tentava negar a si mesma. Ela caprichou na produção: escolheu um vestido deslumbrante, salto alto e uma maquiagem marcante. Eros também foi na beca, vestindo uma camisa social preta que moldava perfeitamente seus ombros largos e uma calça de corte impecável. ​Quando os dois desceram as escadas juntos, Maurício estava na sala. Ao ver os dois tão elegantes, e notar que Eros, naturalmente, mantinha uma das mãos espalmada na cintura de Melissa para guiá-la, o tio deu um sorriso satisfeito. ​— Vejam só, estão elegantíssimos — Maurício elogiou, achando a cena magnífica. — É muito bonito ver essa interação de vocês dois, finalmente se dando bem como família. Divirtam-se. ​Melissa engoliu em seco, sentindo os dedos de Eros apertarem de leve o seu quadril através do tecido do vestido, um aviso silencioso de que de "família" aquela união não tinha nada. ​Assim que chegaram à área VIP da boate do magnata, o clima mudou. As luzes neon e a música alta criavam o ambiente perfeito. Eros andava pelo camarote e simplesmente não tirava a mão da cintura de Melissa, mantendo-a colada ao seu corpo como se estivesse avisando ao mundo quem era o dono do pedaço. ​Os amigos de Eros, impressionados com a beleza e o poder da mulher ao lado do bad boy, logo se aproximaram, cutucando o piloto com sorrisos maliciosos: ​— Caramba, Varella! Quem é essa gata? É a sua namorada, cara? ​Eros olhou de lado para Melissa, dando aquele sorriso de canto que fazia as pernas dela falharem, enquanto mantinha os dedos firmes na pele dela. Faltavam apenas dois dias para eles irem para a casa de praia... mas m*l sabia Melissa que o seu coração já estava batendo forte, acelerado e rendido por aquele sobrinho emprestado. ​O sol de meio-dia castigava o asfalto quando o tio de Eros estacionou o carro velho em frente à casa. Era um modelo antigo, bem rodado, longe do luxo que a condição financeira dele permitia, mas o homem de 50 anos tinha orgulho daquela simplicidade. A viagem para a casa de praia estava decidida, as malas já tomavam todo o porta-malas e o banco de trás estava entulhado em uma das laterais com caixas pesadas de mantimentos. ​Na frente, o banco do carona estava totalmente vazio e livre, mas o tio insistia em manter a organização caótica da viagem. ​— Não faz sentido, Maurício! Tem um banco vazio aqui na frente e você quer que eu vá lá para trás? Não cabe todo mundo espremido assim! — Melissa protestou, ajeitando os óculos escuros sobre os cabelos. Devido ao calor absurdo daquele dia de verão, ela vestia um vestido azul de alcinha, feito de um pano extremamente molinho, leve e fluido, que moldava suas curvas de forma sutil. ​— Ora, Mel, deixa de frescura. O banco da frente é para eu colocar as coisas da balsa depois. É só um trajeto de duas horas até a casa de praia, o carro aguenta — o tio respondeu, dando de ombros com sua calma habitual enquanto se acomodava no banco do motorista. — O Eros é magro, já está lá no banco de trás, vai lá e senta no colo dele. Vocês dois param de brigar um pouco e a gente resolve o problema do espaço. ​Eros, que já estava acomodado no banco de trás usando uma calça jeans rasgada e uma camiseta preta justa, deu um sorriso de canto, puramente sarcástico. Ele cruzou os braços, os olhos escuros descendo sem o menor pudor pelas pernas que o vestido soltinho dela deixava à mostra pela porta aberta. ​— Por mim, sem problemas, tio. Se a titia não tiver medo de andar apertada aqui atrás... — Eros provocou, a voz de 19 anos saindo grave e zombeteira. ​— Eu não tenho medo de espaço apertado, Eros. Eu tenho é nojo da sua arrogância — Melissa rebateu, pisando firme no asfalto quente. Mas a verdade é que o seu coração disparou. ​Eros estava posicionado no único espaço livre do banco de trás, abrindo suas pernas longas para receber o peso dela. Sem outra opção e com o marido já dando a partida no motor barulhento na frente, Melissa abriu a porta traseira. Ela respirou fundo, engoliu o orgulho e entrou de costas, virando o corpo para se sentar diretamente sobre as coxas firmes do sobrinho emprestado. ​Assim que a porta se fechou com um estrondo metálico, o mundo deles encolheu. Ali no banco de trás, escondidos pelo encosto alto e com o banco do carona vazio bloqueando a visão direta do motorista, eles estavam em um universo totalmente isolado do tio Maurício, que olhava fixamente para a estrada. ​Devido ao teto baixo do carro e ao aperto, o quadril de Melissa colou-se perfeitamente contra a i********e de Eros. O tecido do vestido dela era tão molinho e fino que parecia não existir; ela conseguia sentir nitidamente o calor absurdo e a firmeza dos músculos do jeans dele, e ele sentia a maciez das curvas dela sem nenhuma barreira real. O perfume doce e floral de Melissa misturou-se imediatamente ao cheiro de couro, poeira e hormônios do rapaz. ​O tio engatou a primeira marcha na frente e o carro deu um solavanco forte para a frente. Com o impacto da arrancada, o corpo de Melissa foi jogado para trás, pressionando o seu bumbum com força total contra o m****o de Eros. Um arrepio violento e elétrico correu pela espinha dos dois. ​Eros travou o maxilar na mesma hora, sentindo o volume dele despertar instantaneamente com o atrito direto daquele pano tão fino. As mãos dele, por puro instinto de proteção e posse, subiram e espalharam com firmeza na cintura de Melissa por cima do vestido molinho, segurando-a contra si para que ela não balançar. Os dedos dele queimavam contra o corpo dela. ​— Dá para ficar quieta e não se mexer tanto, Melissa? — Eros sussurrou bem perto do ouvido dela, a voz saindo bem mais rouca e pesada do que o normal, enquanto sentia o calor da pele dela rebolando involuntariamente no seu colo a cada buraco que o carro passava. ​— Se o seu tio soubesse dirigir direito, eu não estaria me mexendo — ela rebateu entre dentes, virando o rosto de leve para trás, ficando com a boca a milímetros da dele. ​O olhar de Melissa desceu para os lábios carnudos do garoto de 19 anos. Ali no banco de trás, protegidos dos olhares do marido, o ódio que eles diziam sentir começou a se transformar em uma voltagem de puro desejo proibido. Eles se detestavam, mas o asfalto estava fervendo, o pano do vestido não protegia nada, e aquele banco de trás estava prestes a virar um inferno de tentação.

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