Eros apenas deu um sorriso misterioso para os amigos de faculdade, sem confirmar nem negar a pergunta sobre ela ser sua namorada. O aperto firme de seus dedos na cintura de Melissa, no entanto, falava mais do que qualquer resposta. Ele a puxou para o grupo, onde a galera celebrava a despedida antes da viagem.
Para a surpresa de Eros, Melissa não ficou deslocada. Pelo contrário: esbanjava entrosamento. Conversava, ria e dançava, mostrando uma leveza que há anos não sentia. Na pista de dança, a sintonia entre os dois era magnética. Eles trocavam olhares profundos que diziam tudo o que as palavras não podiam pronunciar.
Eros permanecia possessivo, mantendo a mão espalmada na cintura dela a noite toda, ditando o ritmo dos passos. Os amigos, impressionados com a química óbvia, não poupavam elogios:
— Cara, vocês formam um casal f**a! Olha a vibe de vocês juntos — um dos parceiros comentou, fazendo Melissa sorrir e sentir o coração dar um salto sob o tecido do vestido.
Foi no meio da curtição e dos brindes que a realidade bateu à porta através das telas dos celulares.
O telefone de Eros vibrou primeiro. Era o pai dele, o magnata, ligando provavelmente para checar a boate ou dar instruções sobre os negócios. No mesmo segundo, a bolsa de Melissa se iluminou com a foto de Maurício. O marido ciumento e controlador queria saber por que ela ainda não havia voltado.
Eros e Melissa se olharam no mesmo instante. O pânico e a adrenalina se misturaram. Eros apenas apertou um pouco mais os dedos na pele do quadril dela — um comando silencioso para que mantivessem o foco. Eles se afastaram do barulho para atender, cientes de que aquele era o último aviso do perigo que rastejava atrás deles.
A noite avançou e o jogo de sedução ficou perigosíssimo. No meio da música alta, Eros iniciou uma série de toques discretos, imperceptíveis para quem olhava de fora, mas avassaladores para Melissa. Ora era a mão dele descendo lentamente pelo quadril por trás, apertando a carne com firmeza enquanto fingia pedir licença; ora era o corpo dele colando-se inteiramente ao dela quando o camarote apertava, fazendo-a sentir cada músculo do peito rígido de Eros contra suas costas.
Em determinado momento, perto do balcão, Eros se inclinou por trás e colou os lábios no pescoço dela. Fingindo cochichar algo sobre a música, cravou os dentes de leve na pele macia de Melissa, deixando-a bamba. O olhar predatório do rapaz de 19 anos deixava claro: ela era dele, e ninguém ousaria se aproximar.
Quando decidiram ir embora, já passava das quatro da madrugada. O motorista particular dirigia o carro blindado em silêncio pelas ruas desertas do Rio de Janeiro, mas no banco de trás, o clima era sufocante.
Melissa estava recostada no banco de couro, com as bochechas coradas pelo champanhe. Eros não aguentou a distância: arrastou-se até colar os joelhos aos dela. Na escuridão do veículo, a mão grande do rapaz subiu pela coxa de Melissa, o polegar deslizando perigosamente pela f***a do vestido, provocando um calor que cortou a respiração dela na hora.
Não disseram uma palavra para não chamar a atenção do motorista, mas as respirações curtas e pesadas mostravam que a contagem regressiva havia começado. Quando cruzaram os portões da mansão e subiram as escadas em silêncio, Melissa sabia que seu corpo já pertencia inteiramente ao sobrinho emprestado.
No Colo do Perigo
Nos dias atuais...
Melissa sentia cada termômetro do seu corpo subir. Estar sentada no colo de Eros era uma tortura não planejada, ainda mais usando aquele vestido azul de alcinha — soltinho e de tecido tão leve que parecia flutuar. A cada solavanco da viagem na direção da praia, o pano fino subia mais, acumulando-se no topo das coxas e deixando suas pernas completamente nuas, coladas ao jeans pesado e robusto de Eros.
Ela sentia a firmeza dos músculos dele sem qualquer barreira. E o pior: sentia que Eros estava completamente desperto. O volume rígido e imponente dele crescia sob o bumbum dela a cada quilômetro rodado, pulsando contra a sua i********e coberta apenas por uma calcinha fina de renda.
Melissa engoliu em seco. Há três anos vivia aquele casamento de fachada com Maurício, um homem de 50 anos que a tratava com frieza e nunca a havia feito se sentir desejada com urgência. Até aquele momento.
Eros mantinha as mãos grandes e calejadas espalmadas direto na pele nua das coxas dela, queimando contra sua carne macia. A respiração dele pesava contra a sua nuca, o hálito quente arrepiando a sua pele.
— Maurício, tem um posto de gasolina ali na frente... Acho melhor pararmos — Melissa pediu, a voz trêmula, desesperada para sair daquele colo antes que perdesse o juízo.
— Boa ideia, Mel. Também preciso ir ao banheiro — o marido respondeu, encostando o carro velho no acostamento.
Assim que o veículo parou, Maurício desligou o motor, pegou a carteira e saiu sem pressa em direção à conveniência.
Melissa suspirou de alívio e fez menção de abrir a porta, mas antes que tocasse a maçaneta, a mão de Eros segurou seu pulso com firmeza. Com o outro braço, ele a puxou de volta em um movimento possessivo, fazendo o bumbum dela se encaixar com força total contra a sua rigidez.
O impacto direto fez Melissa soltar um suspiro sôfrego.
— Aonde você vai com tanta pressa, titia? — Eros sussurrou na orelha dela, a voz extremamente grave e rouca.
— Me solta, Eros! O seu tio pode voltar! — ela sibilou, virando o rosto. A proximidade era tanta que as pontas dos narizes se tocavam.
Eros deu um sorriso de canto, os olhos escuros fixos na boca entreaberta de Melissa. A mão dele subiu pela coxa nua dela, por baixo do vestido soltinho, arrastando os dedos até encontrar a lateral da calcinha de renda.
— O meu tio está longe. E você passou a viagem inteira rebolando no meu m****o com esse vestido que não esconde nada — ele confessou sem filtros, puxando de leve a tirinha da calcinha dela. — Você está com calor, Melissa? Ou é só o t***o acumulado desse casamento de três anos que você não está aguentando?
Melissa abriu a boca em choque. Queria brigar, mas o toque daquelas mãos jovens em sua i********e a deixou completamente trêmula.
— Eu sei que ele nunca te tocou... — Eros decretou, possessivo, roçando os lábios no pescoço dela. — E eu vou ser o primeiro a te incendiar nessa estrada.
O Motel Beira-Rio
A chuva castigava o teto de zinco do Motel Beira-Rio, um estabelecimento decadente na beira da rodovia de terra. Maurício, com os nervos em frangalhos e os negócios desandando, discutia na recepção:
— Como assim só tem um quarto disponível? Eu pago o triplo!
— Senhor, é o último quarto disponível. A tempestade fechou a estrada adiante — o atendente respondeu, seco.
Sem opção, os três subiram. O quarto era pequeno, abafado e cheirava a madeira velha. Maurício, cego pela exaustão, trancou a porta, tirou o paletó e desabou na cama de solteiro.
— Melissa, deite-se logo. Amanhã precisamos sair antes do amanhecer — ordenou, virando-se para a parede e pegando no sono em poucos minutos.
Na cama de casal, Melissa deitou-se de lado, vestindo apenas um shorts curto e uma regata fina. Seu coração batia descompassado pela presença de Eros. O rapaz sentou-se na beirada, tirou as botas e a camiseta, exibindo o torso musculoso e tatuado na penumbra iluminada pelos relâmpagos lá fora. Ele se deitou logo atrás dela.
A madrugada avançou e o silêncio do quarto era quebrado apenas pela respiração pesada de Maurício. Foi quando Eros se moveu com a leveza de um predador.
Ele deslizou pelo colchão até colar o peito nu contra as costas de Melissa. O calor dele atingiu a pele dela como um choque elétrico. Sem dizer uma palavra, passou o braço forte pela cintura dela, puxando o quadril de Melissa direto contra a sua i********e, que pulsava rígida por baixo do jeans. Os dedos calejados subiram lentamente pela coxa dela, por baixo do shorts, arrastando um rastro de fogo na pele macia.
— Eros... não... o seu tio... — Melissa sibilou em um fio de voz, virando o rosto ligeiramente.
Eros não parou. Colou os lábios quentes no lóbulo da orelha dela, dando uma leve mordida que a fez arquear as costas.
— Ele está dormindo, leoa... — sussurrou com a voz grave e abafada contra o pescoço dela. — Deixa ele ouvir o quanto você é minha.
A mão de Eros continuou subindo, os dedos ágeis afastando o tecido fino para iniciar um toque íntimo, lento e profundo. Melissa abriu as pernas de leve, entregando-se, sentindo uma onda de prazer inundar seu corpo.
O contraste entre o perigo de serem pegos a poucos metros e a crueza daquele toque na escuridão deixou o momento ainda mais intenso. Melissa mordeu o travesseiro com força, abafando os gemidos arfantes, enquanto o quadril de Eros ditava um ritmo firme e silencioso contra ela por trás.
Eles passaram o resto da madrugada ali, naquele jogo proibido de carícias ocultas e respirações cortadas, com Eros dominando o corpo da esposa do tio bem debaixo do nariz dele. Quando o sol começou a nascer, o rapaz voltou para o seu lado da cama, deixando Melissa arfante e com a certeza de que a estrada deles nunca mais teria volta.