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O contrato

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Blurb

O contrato.

​Para a alta cúpula corporativa, o casamento de Melissa e Maurício era a fusão de poder mais rentável da década. Mas, por trás da fachada de luxo, Melissa era uma prisioneira. Durante três anos, sua vida foi governada pelo "Contrato de Vidro", um acordo impiedoso e secreto que a transformou em nada mais que uma propriedade dos negócios do marido. O que ninguém esperava era que a estrutura dessa família perfeita fosse explodir da forma mais perigosa possível.

​Pelo m****o mais letal do clã.

​Eros. Aos 19 anos, o sobrinho de Maurício é um bad boy arrogante, dono de uma fúria incontrolável sobre duas rodas e de um desejo sombrio e obsessivo pela esposa do tio. O que começou com provocações arriscadas e trocas de olhares incendiárias nos corredores da empresa implode na noite da mais importante festa de gala da corporação.

​Diante de investidores bilionários e da imprensa, Eros irrompe o evento de forma violenta, arrastando os segredos sujos da família para a luz e revelando a verdade obscura por trás do Contrato de Vidro. O escândalo é monumental. Mas, em vez de desabar, Melissa surpreende a todos com uma ousadia jamais vista.

​Sob os olhares em polvorosa dos acionistas — que assistem, fascinados e chocados, à química magnética e crua do novo casal — Melissa assume o controle da situação. Ela arrasta Eros dali, iniciando uma fuga alucinante a bordo da brutal Kawasaki do rapaz.

​Eles rasgam o asfalto em direção ao Rio de Janeiro, mas a humilhação pública transforma a fuga em uma caçada de vida ou morte. Maurício, com o orgulho ferido e bilis no coração, mobiliza a polícia e o pai de Eros — um magnata bilionário que não medirá esforços, carros blindados ou forças particulares para recuperar a mulher e o contrato que podem destruir seu império.

​Do luxo das coberturas da Zona Sul ao glamour perigoso de um superiate em Angra dos Reis, o cerco se fecha. Entre tiroteios, perseguições em alta velocidade e o submundo dos rachas clandestinos, Melissa dita as novas regras da sobrevivência. Ela testará os limites de Eros com provocações eletrizantes, enquanto ele se transforma em um monstro implacável nas pistas para proteger a sua leoa.

​Na Estrada do Desejo, as regras corporativas se tornaram pó. E eles estão prontos para quebrar o que restar do vidro.

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Alta Tensão e Desejo Proibido
Faltavam exatamente dois dias para a grande viagem em família. Passava das três da madrugada quando o barulho da fechadura ecoou no silêncio da mansão. Eros entrou cambaleando, com os cabelos bagunçados e exalando um cheiro forte de uísque e balada. ​Melissa já o esperava no corredor, com os braços cruzados e o coração batendo forte de ansiedade e preocupação. ​— São horas de chegar, Eros? E desse jeito? — ela disparou, a voz em um sussurro irritado para não acordar a casa. ​Eros, mesmo com os reflexos lentos, deu um sorriso de canto, puramente arrogante. Ele deu um passo à frente, encurtando a distância, e começou a discutir. Mas, no meio das palavras ríspidas, os instintos possessivos do rapaz de 19 anos falaram mais alto: ele segurou Melissa pela cintura com uma pegada firme e pesada, colando o corpo dela ao seu. A química era magnética, proibida e inegável. ​A discussão ficou tão feroz que os passos pesados de Maurício ecoaram na escada. O tio apareceu, com o rosto amarrado de sono, e imediatamente começou a dar uma bronca homérica no sobrinho. ​— Você é um irresponsável, Eros! Chegando bêbado, incomodando a minha esposa! — Maurício esbravejou. ​Eros começou a bater boca com o tio, mas o abuso do álcool cobrou o preço. De repente, o estômago do garoto começou a revirar violentamente. Ele correu para o banheiro, levantando a tampa da privada e quase colocando a alma para fora. ​Maurício, com nojo de cenas de bebedeira, virou as costas. Melissa aproveitou a deixa: ​— Vai para o quarto, meu bem... Pode deitar que eu vou cuidar dele — ela disse para o marido, que aceitou e voltou para a cama. ​Melissa pegou uma toalha e roupas limpas. Ao voltar ao banheiro, encontrou Eros jogado no chão, pálido. ​— Aí, Eros... Olha só como você está. Só dando trabalho, menino! — ela reclamou, cruzando os braços. ​Eros ergueu os olhos escuros e soltou aquele deboche sarcástico: ​— Ah, titia... Fala sério. Eu sei que você gosta de cuidar de mim. Pelo menos aqui você faz alguma coisa, já que está trancada naquele casamento fracassado de 3 anos. ​Melissa ficou revoltada com a audácia do garoto. Sem pensar duas vezes, jogou uma caneca de água gelada na cabeça dele. ​— Isso vai ajudar a te esfriar! E eu exijo respeito! — ela esbravejou. ​Apesar da raiva, o instinto de cuidado falou mais alto. Melissa ajudou o rapaz a se levantar e o colocou para dentro do box, ligando o chuveiro na água fria. ​Melissa desceu para a cozinha. Enquanto pegava o pó de café, a mente dela a traiu: a imagem da cueca box preta que ela havia separado ficou martelando na sua cabeça, fazendo-a notar, pela primeira vez, o tamanho e o porte de homem que aquele "menino" tinha. O desejo proibido começava a tomar forma. ​Ao subir com a bandeja, Melissa encontrou Eros pegado no sono sentado no chão do box, debaixo da água. ​— Não acredito, Eros... Daqui a dois dias temos essa viagem e você fica bêbado logo hoje? ​Ela se aproximou do ouvido dele, sentindo o calor da pele do rapaz: ​— Você precisa me ajudar a te tirar daqui e te colocar na cama. Olha o seu tamanho e olha o meu. ​Mas o Eros, sempre que bebia, ficava extremamente assanhado. Ao sentir o hálito e a proximidade de Melissa, ele se mexeu no chão. Foi nesse momento que Melissa, sem querer, fixou o olhar e viu um pequeno, mas nítido volume se formando na calça molhada dele. O coração dela deu um salto. A tensão s****l era insuportável. ​Com muito esforço, ela ajudou o gigante a se levantar e o guiou em direção ao quarto dele. Eros estava tão pesado e colado a ela que, ao cruzarem a porta, Melissa se desequilibrou. Os dois caíram com tudo em cima da cama de casal. ​Melissa caiu direto em cima do peito nu e molhado de Eros. No mesmo segundo, as mãos grandes dele subiram e se cravaram na cintura dela, prendendo-a ali. Melissa sentiu o corpo todo esquentar de uma forma perigosa. ​Eros abriu os olhos, encarando-a com aquele brilho sarcástico e debochado: ​— É... eu preciso me trocar. A não ser que você queira me ajudar... — ele provocou, a voz rouca e baixa. ​Melissa revirou os olhos, tentando disfarçar o fogo que subia pelo seu próprio pescoço, e empurrou o peito dele para se levantar. ​Ela passou a noite inteira em claro, trocando compressas na testa dele, velando o sono daquele garoto que, mesmo doente, parecia dominar os pensamentos dela. ​Quando o dia amanheceu, a febre dele tinha ido embora, e as mãos de Eros estavam firmemente espalmadas na sua cintura por baixo do lençol, puxando-a para perto. O rapaz abriu os olhos lentamente, encarando-a com uma intensidade crua. ​— Obrigado por cuidar de mim, leoa — ele disse, a voz mansa de manhã. ​O Fervor no Banco de Trás ​O sol de meio-dia castigava o asfalto. A viagem para a casa de praia estava decidida. Na frente, o banco do carona estava vazio, mas o tio insistia em manter a organização caótica. ​— Não faz sentido, Maurício! — Melissa protestou. Devido ao calor, ela vestia um vestido azul de alcinha, feito de um pano extremamente molinho, que moldava suas curvas de forma sutil. ​— Ora, Mel, deixa de frescura. O Eros é magro, já está lá no banco de trás, vai lá e senta no colo dele. ​Eros, no banco de trás, deu um sorriso de canto, puramente sarcástico. Ele cruzou os braços, os olhos escuros descendo sem o menor pudor pelas pernas que o vestido soltinho dela deixava à mostra. ​— Por mim, sem problemas, tio. Se a titia não tiver medo de andar apertada aqui atrás... — Eros provocou, a voz de 19 anos saindo grave e zombeteira. ​Melissa engoliu o orgulho e entrou de costas, virando o corpo para se sentar diretamente sobre as coxas firmes do sobrinho emprestado. ​Assim que a porta se fechou, o mundo deles encolheu. Ali no banco de trás, escondidos pelo encosto alto, eles estavam em um universo totalmente isolado do tio Maurício. ​Devido ao aperto, o quadril de Melissa colou-se perfeitamente contra a i********e de Eros. O tecido do vestido dela era tão molinho e fino que parecia não existir; ela conseguia sentir nitidamente o calor absurdo e a firmeza dele, e ele sentia a maciez das curvas dela sem nenhuma barreira real. ​O tio engatou a primeira marcha e o carro deu um solavanco. Com o impacto, o corpo de Melissa foi jogado para trás, pressionando o seu bumbum com força total contra o m****o de Eros. Um arrepio violento e elétrico correu pela espinha dos dois. O volume de Eros despertou instantaneamente com o atrito direto. ​As mãos dele, por puro instinto de posse, subiram e espalharam com firmeza na cintura de Melissa por cima do vestido molinho, segurando-a contra si. ​— Dá para ficar quieta e não se mexer tanto, Melissa? — Eros sussurrou bem perto do ouvido dela, a voz saindo bem mais rouca e pesada do que o normal. ​— Se o seu tio soubesse dirigir direito, eu não estaria me mexendo — ela rebateu entre dentes, virando o rosto de leve para trás, ficando com a boca a milímetros da dele. ​O olhar de Melissa desceu para os lábios carnudos do garoto de 19 anos. Ali no banco de trás, protegidos dos olhares do marido, o ódio que eles diziam sentir começou a se transformar em uma voltagem de puro desejo proibido. Eles se detestavam, mas o asfalto estava fervendo, o pano do vestido não protegia nada, e aquele banco de trás estava prestes a virar um inferno de tentação. Eles estavam prontos para quebrar o que restar do vidro.

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