Alta Tensão e Desejo Proibido
Faltavam exatamente dois dias para a grande viagem em família. Passava das três da madrugada quando o barulho da fechadura ecoou no silêncio da mansão. Eros entrou cambaleando, com os cabelos bagunçados e exalando um cheiro forte de uísque e balada.
Melissa já o esperava no corredor, com os braços cruzados e o coração batendo forte de ansiedade e preocupação.
— São horas de chegar, Eros? E desse jeito? — ela disparou, a voz em um sussurro irritado para não acordar a casa.
Eros, mesmo com os reflexos lentos, deu um sorriso de canto, puramente arrogante. Ele deu um passo à frente, encurtando a distância, e começou a discutir. Mas, no meio das palavras ríspidas, os instintos possessivos do rapaz de 19 anos falaram mais alto: ele segurou Melissa pela cintura com uma pegada firme e pesada, colando o corpo dela ao seu. A química era magnética, proibida e inegável.
A discussão ficou tão feroz que os passos pesados de Maurício ecoaram na escada. O tio apareceu, com o rosto amarrado de sono, e imediatamente começou a dar uma bronca homérica no sobrinho.
— Você é um irresponsável, Eros! Chegando bêbado, incomodando a minha esposa! — Maurício esbravejou.
Eros começou a bater boca com o tio, mas o abuso do álcool cobrou o preço. De repente, o estômago do garoto começou a revirar violentamente. Ele correu para o banheiro, levantando a tampa da privada e quase colocando a alma para fora.
Maurício, com nojo de cenas de bebedeira, virou as costas. Melissa aproveitou a deixa:
— Vai para o quarto, meu bem... Pode deitar que eu vou cuidar dele — ela disse para o marido, que aceitou e voltou para a cama.
Melissa pegou uma toalha e roupas limpas. Ao voltar ao banheiro, encontrou Eros jogado no chão, pálido.
— Aí, Eros... Olha só como você está. Só dando trabalho, menino! — ela reclamou, cruzando os braços.
Eros ergueu os olhos escuros e soltou aquele deboche sarcástico:
— Ah, titia... Fala sério. Eu sei que você gosta de cuidar de mim. Pelo menos aqui você faz alguma coisa, já que está trancada naquele casamento fracassado de 3 anos.
Melissa ficou revoltada com a audácia do garoto. Sem pensar duas vezes, jogou uma caneca de água gelada na cabeça dele.
— Isso vai ajudar a te esfriar! E eu exijo respeito! — ela esbravejou.
Apesar da raiva, o instinto de cuidado falou mais alto. Melissa ajudou o rapaz a se levantar e o colocou para dentro do box, ligando o chuveiro na água fria.
Melissa desceu para a cozinha. Enquanto pegava o pó de café, a mente dela a traiu: a imagem da cueca box preta que ela havia separado ficou martelando na sua cabeça, fazendo-a notar, pela primeira vez, o tamanho e o porte de homem que aquele "menino" tinha. O desejo proibido começava a tomar forma.
Ao subir com a bandeja, Melissa encontrou Eros pegado no sono sentado no chão do box, debaixo da água.
— Não acredito, Eros... Daqui a dois dias temos essa viagem e você fica bêbado logo hoje?
Ela se aproximou do ouvido dele, sentindo o calor da pele do rapaz:
— Você precisa me ajudar a te tirar daqui e te colocar na cama. Olha o seu tamanho e olha o meu.
Mas o Eros, sempre que bebia, ficava extremamente assanhado. Ao sentir o hálito e a proximidade de Melissa, ele se mexeu no chão. Foi nesse momento que Melissa, sem querer, fixou o olhar e viu um pequeno, mas nítido volume se formando na calça molhada dele. O coração dela deu um salto. A tensão s****l era insuportável.
Com muito esforço, ela ajudou o gigante a se levantar e o guiou em direção ao quarto dele. Eros estava tão pesado e colado a ela que, ao cruzarem a porta, Melissa se desequilibrou. Os dois caíram com tudo em cima da cama de casal.
Melissa caiu direto em cima do peito nu e molhado de Eros. No mesmo segundo, as mãos grandes dele subiram e se cravaram na cintura dela, prendendo-a ali. Melissa sentiu o corpo todo esquentar de uma forma perigosa.
Eros abriu os olhos, encarando-a com aquele brilho sarcástico e debochado:
— É... eu preciso me trocar. A não ser que você queira me ajudar... — ele provocou, a voz rouca e baixa.
Melissa revirou os olhos, tentando disfarçar o fogo que subia pelo seu próprio pescoço, e empurrou o peito dele para se levantar.
Ela passou a noite inteira em claro, trocando compressas na testa dele, velando o sono daquele garoto que, mesmo doente, parecia dominar os pensamentos dela.
Quando o dia amanheceu, a febre dele tinha ido embora, e as mãos de Eros estavam firmemente espalmadas na sua cintura por baixo do lençol, puxando-a para perto. O rapaz abriu os olhos lentamente, encarando-a com uma intensidade crua.
— Obrigado por cuidar de mim, leoa — ele disse, a voz mansa de manhã.
O Fervor no Banco de Trás
O sol de meio-dia castigava o asfalto. A viagem para a casa de praia estava decidida. Na frente, o banco do carona estava vazio, mas o tio insistia em manter a organização caótica.
— Não faz sentido, Maurício! — Melissa protestou. Devido ao calor, ela vestia um vestido azul de alcinha, feito de um pano extremamente molinho, que moldava suas curvas de forma sutil.
— Ora, Mel, deixa de frescura. O Eros é magro, já está lá no banco de trás, vai lá e senta no colo dele.
Eros, no banco de trás, deu um sorriso de canto, puramente sarcástico. Ele cruzou os braços, os olhos escuros descendo sem o menor pudor pelas pernas que o vestido soltinho dela deixava à mostra.
— Por mim, sem problemas, tio. Se a titia não tiver medo de andar apertada aqui atrás... — Eros provocou, a voz de 19 anos saindo grave e zombeteira.
Melissa engoliu o orgulho e entrou de costas, virando o corpo para se sentar diretamente sobre as coxas firmes do sobrinho emprestado.
Assim que a porta se fechou, o mundo deles encolheu. Ali no banco de trás, escondidos pelo encosto alto, eles estavam em um universo totalmente isolado do tio Maurício.
Devido ao aperto, o quadril de Melissa colou-se perfeitamente contra a i********e de Eros. O tecido do vestido dela era tão molinho e fino que parecia não existir; ela conseguia sentir nitidamente o calor absurdo e a firmeza dele, e ele sentia a maciez das curvas dela sem nenhuma barreira real.
O tio engatou a primeira marcha e o carro deu um solavanco. Com o impacto, o corpo de Melissa foi jogado para trás, pressionando o seu bumbum com força total contra o m****o de Eros. Um arrepio violento e elétrico correu pela espinha dos dois. O volume de Eros despertou instantaneamente com o atrito direto.
As mãos dele, por puro instinto de posse, subiram e espalharam com firmeza na cintura de Melissa por cima do vestido molinho, segurando-a contra si.
— Dá para ficar quieta e não se mexer tanto, Melissa? — Eros sussurrou bem perto do ouvido dela, a voz saindo bem mais rouca e pesada do que o normal.
— Se o seu tio soubesse dirigir direito, eu não estaria me mexendo — ela rebateu entre dentes, virando o rosto de leve para trás, ficando com a boca a milímetros da dele.
O olhar de Melissa desceu para os lábios carnudos do garoto de 19 anos. Ali no banco de trás, protegidos dos olhares do marido, o ódio que eles diziam sentir começou a se transformar em uma voltagem de puro desejo proibido. Eles se detestavam, mas o asfalto estava fervendo, o pano do vestido não protegia nada, e aquele banco de trás estava prestes a virar um inferno de tentação. Eles estavam prontos para quebrar o que restar do vidro.