Kael andava rápido, os músculos tensos. A mandíbula doía. A respiração saía pesada. Estava suando e não se importava. Os dedos latejavam de tanto fechar os punhos. Tinha beijado Isabela. Estúpido. Virou o rosto como se pudesse apagar o gosto dela da boca. Ela era um erro. Um risco. Uma ameaça vestida de dúvida. Parou, enfiou a mão no cabelo e puxou com força. Precisava sentir alguma dor que fizesse sentido. Que tivesse explicação. Aquilo não tinha. Aldora a trouxe por um motivo. Nada naquela garota era aleatório. O raio, o colar, o cheiro estranho. Ela surgiu do nada e Kael, que deveria manter distância, cedeu. Se aproximou. Tocou. Beijou. Cuspiu no chão. “Fraco.” A palavra ecoava dentro da cabeça. Ele não podia se dar ao luxo de errar. Era isso que o reino esperava: que ele falhas

