O chão tremeu quando o dragão prateado pousou no pátio interno do castelo. Poeira e cinzas se ergueram ao redor. As pedras do chão racharam sob o impacto das garras. As asas bateram uma última vez antes de se recolherem, pesadas, como se o ar em volta precisasse reaprender a circular. E então, silêncio. Um silêncio espesso. Soldados, magos, servos — todos recuaram. Nenhum ousou se aproximar. Era o Dragão Prata, o mais letal, o mais temido. E ele estava furioso. Kael não rugia, mas seu corpo tremia como se a fera dentro dele ainda estivesse em guerra. Os olhos ardiam em prata pura. A respiração saía entrecortada, cheia de vapor e dor. Ninguém… exceto Isabela. Ela não via uma fera. Via o homem dentro dela. Kael. Ainda sentia a dor. Não tão intensa quanto antes, mas presente. Queima

