Jardim botânico

3979 Words
 Após as apresentações dos premiados, se deu a continuidade da festa. Adrielly havia se sobrecarregado com a dança, e preferiu ficar sentada ao lado de Nozomu. Parte da decoração do evento já estava desorganizada. Mesas por todos os lugares, algumas solitárias pela deixa de alguns convidados; taças de bebidas ainda cheias, e pratos com restos de comida. Trabalho para dos faxineiros não faltariam. O relógio marcava às 4 horas da manhã. Os que ainda ficaram, não se importavam em voltar para casa, muito menos Fabíola e Hoseok. Os dois, sentados em dois bancos altos, no bar; conversavam enquanto aproveitavam da bebida. O homem, cessado com bebidas alcoólicas, agora de deliciavam com uma taça de refrigerante, Sprite era seu favorito. – Então, os homens são produto do meio em que vivem? É isso que ele queria dizer? – Disse o garoto. Observando a, e sorrindo. – Sim. É como se ele generalizasse, tentasse explicar tudo em um argumento. – Fabíola gesticulava confiante. – Imagino. – Riu. – Mas, vamos parar de falar um pouco sobre história. Conte me sobre o Jung verdadeiro, aquele por trás dos telões. – Como posso explicar... Sempre fui o mesmo. – Jung sorriu. – Apesar da pressão pelos shows, ou o tempo de coreografia, e entrevistas. Me orgulho de dizer que ainda consegui ser eu mesmo, pelo menos o meu lado divertido. – E você tem outro lado? – Ficou curiosa. – Oh, deixe me pensar. Acho que quando dançava, levava muito a sério. – Claro que não de uma forma muito hostil, mas gostava de foco e concentração. A dança pode te levar a muitos lugares, mas tem que tomar cuidado para não se perder. – Continuou, deu um gole na bebida. – Você não sente falta da dança? – A cacheada perguntou. – Sim, mas acho que me apeguei a outras coisas. Não estou dizendo que parei, mas estou me dando um tempo, entende? Para conhecer mais sobre min. – Já pensou em revisitar o Brasil, senhor Hoseok? – Olhou de ladino. – Sim, muitas vezes. O calor de vocês aquece os coreanos. Viajando, percebi que a nosso país é muito fechado. E os abraços? – Hoseok parecia revoltado enquanto dizia. Havia força em suas palavras. Fabíola achava engraçado. – Confesso que estou achando um saco isso de reverenciar. Nos dramas não eram tão repetitivos. – A garota disse. – Não seja por isso, posso te dar um frio abraço coreano. – Ele respondeu, estendendo as mãos. – Está dizendo isso como coreano, ou alguém brasileiro? Porque sei muito bem a impressão que os caras daqui levam. – Advertiu a morena, divertidamente. – Oh, digamos que será o que você quiser. Assim como todos acham que estou bebendo champanhe, mas é Sprite. – Hum, estão aceito. Os dois se abraçaram por alguns instantes, tímidos. Para Fabíola, Hoseok tinha um belo aroma, fragrâncias de auto valor. Há muito tempo, desde que entrara para o serviço militar, que Jung não saia para um evento social. Não confessou a ninguém que havia comprado toda sua vestimenta e se preparado naquele dia. Uma boa imagem não poderia faltar para o ex astro. – Você tem um cheiro bom, melhor do que desinfetante de lavanda. – Fabíola brincou. – Desinfetante? Então consegui ultrapassar os outros? – O homem estava prestes a gargalhar. – Olha, perto do Mister Músculo, você é o Michael Jackson. – Ninguém me disse algo assim antes, acho que preciso ir ao Brasil. – O asiático respondeu. – É, você precisa conhecer todos os produtos de limpeza. Os da Coreia não chegam nem perto dos nossos, e olha que brasileiro tem suas gambiarras. – Bom. Antes que eu vá, preciso saber algo muito importante. – Hoseok disse, declarando mistério. – O que? – Do seu número. – Mais um gole, Jung tremia com a pergunta. – Garoto esperto, pensarei no seu caso. – Fabíola tentava parecer firme, mas estava com sentimentos gritantes por dentro. – Oh, como se chama a sua amiga que estávamos procurando? – O mais velho se esforçava para dar continuidade a conversa. Temia que estivesse se apressando. – Ana. Ana Luiza, na verdade. Ela é um pouco complicada com garotos. – Imagino, o Hiroki não deve ter dito algo muito agradável. – Hoseok respondeu, um pouco sem graça. – Na verdade, eu mesma não fiz algo de se orgulhar. Ela queria se afastar dele, pediu para que um amigo nosso "namorasse'' com ela, para afastar o Hiroki, mas o garoto que nos ajudou era amigo dele. E enfim, todos sabiam que era mentira. – E o Hiroki tentava ficar perto dela. – A morena deu um gole na bebida. – Ele disse isso para ela, hoje? – O mais alto tentava entender. – Parece que sim, e a Ana deve ter ficado um pouco receosa. – Por quê ela ficaria assim? Não entendo, tudo não foi esclarecido. – Imagina assim, você quer se afastar de alguém, mentindo que está namorando. Essa pessoa não sai de perto de você. Então, pensa que ele realmente se importa com você, e não está apenas interessado. Aí descobri que havia apenas interesse. – E ela sente que ele está gostando dela, só pela aparência? – Jung estava pensativo. – Isso aí, garoto. Merece uma estrelinha. – Acho que usei todos meus neurônios agora. – O garoto riu. – Uma hora, você pega o jeito. Pelo menos, não estamos na pele dos dois. E sim, eu sei que vou levar uma bronca dela depois. – Por que não contou a ela? – O Hiroki parecia uma pessoa legal, e a Ana merece uma chance de ser feliz. Sem as suas inseguranças. Paz e amor, brô. – Oh, posso dizer que ele é um bom amigo. E desde que o conheço, não costuma brincar quando o assunto é relacionamento. – De onde vocês se conhecem? – Fabíola questionou. – Por amigos, fomos apresentados em um bar. – Jung parecia incomodado. Enfim a festa teve o seu fim. Pela fato de Hiroki estar totalmente alcoolizado, Hoseok se ofereceu para deixar as duas garotas, e o amigo, em casa. A primeira parada foi o prédio das estudantes. Adrielly desceu assim que o carro parou. Estava morta de sono. – Entregues. – Jung disse, abrindo a porta do carro para a cacheada. – Foi divertido. Não querem dormir aqui? Está muito tarde para vocês dirigirem. – Fabíola olhava para o garoto, o rosto dele expressava cansaço. – Não precisa. Isso seria incomodo, ainda sou um estranho para você. – Tive uma ideia: Vocês entram, o Hiroki dorme no meu quarto. E eu te vigio enquanto assistimos algo na TV. – Enfim convenceu. O asiático estacionou o carro no estacionamento do prédio. Apoiou, junto a Fabíola, Hiroki no ombro, enquanto passavam pelo elevador e chegavam ao apartamento. A impressão dos visitantes foi aconchegante. A casa das garotas era bastante aquecida. – Vamos levá-lo para meu quarto. – Disse Fabíola, abrindo a porta da moradia. Hoseok fez sinal com a cabeça. O amigo era extremamente pesado. Enfim os dois entraram na casa, levaram Hiroki para o quarto da morena, e o cobriram com um dos cobertores. – Você pode me ajudar a pegar as cobertas? – Sussurrou, a garota. – Onde está? Continuavam em sussurros. – No armário de cima. – Disse apontando para uma porta em cima da cabeça do garoto. Enfim o asiático pegou todos os cobertores e seguiu, junto a Fabíola, para a sala. Afastaram os moveis do comodo para os cantos, e deixaram o centro livre. Forraram o chão, jogaram as almofadas,e distribuíram as cobertas, de modo que os dois ficariam confortáveis e tivessem espaços individuais. A televisão continuava no mesmo lugar. A garota colocou o catalogo de filmes, e deixou que Jung fizesse a escolha do que iriam existir. Enquanto isso, Fabíola preparava, na cozinha, um lanche da noite para que os dois tivessem o que comer. Assim, que terminou, levou a bandeja com os petiscos para onde estava sua companhia. – Wo, quanta comida. – Hoseok estava espantado. – Não sabia do que gostava. Então trouxe esses sanduíches, e choco pie. – A garota indicava a comida. – Trouxe suco de uva, e energético. Você pode escolher. – Tudo bem. Já escolhi o filme, gosta de Pearl Harbor? – Perguntou ansioso. – Claro! É um filme maravilhoso! – Fabíola estava ansiosa. – Oh, também gosto! Hoseok apertou o play. Os dois, um pouco próximos, assistiam a obra cinematográfica, enquanto degustavam dos lanches. O garoto logo atacou o energético, estava extremamente exausto. – Se você quiser dormir, não tem problema. – Disse Fabíola, vendo o garoto bocejar. – Quero poder terminar o filme com você. – Respondeu. – Já sei, deite-se com cabeça em meu colo. Vai ficar mais confortável para você. – Parece que estou sendo mimado. – O garoto estava tímido. – Estou tentando deixar as coisas confortáveis para você. Então, Hoseok cedeu, e deitou com sobre o colo de Fabíola. A morena tentava ao máximo conter a tentação de acariciar os cabelos do mais velho. Enfim cedeu, necessitava de fazer aquilo. Saciar o d****o de uma paixão de anos, que agora parecia diferente. Pedia a deus que sua companhia não pensasse em profundas intenções. Ele não a procuraria de novo, não era necessário. Aquele homem tinha uma vida a zelar. Hoseok adormeceu. No quarto da cacheada, Hiroki acordou com v*****e de ir ao banheiro. Assim que olhou ao redor, percebeu que não estava em casa, e muito menos na festa de formatura. O garoto se levantou da cama, e percebeu que estava em um lugar familiar. Era o apartamento das garotas. – Como vim parar aqui? – Pensou consigo mesmo. Enfim se levantou e seguiu para a porta do quarto. No corredor, em frente a Hiroki, se dispunham duas portas do lado oposto. O quarto de Adrielly estava fechado, enquanto o de Ana, aberto. Hiro sabia onde as garotas dormiam. Sorriu bobo. Com o objetivo de se aliviar, o garoto procurou a porta do banheiro. Assim que a encontrou, entrou e fez o que tinha necessidade. Quando olhou em frente ao espelho, percebeu que estava acabado pela noite. Foi para seu quarto e voltou a dormir. Quando amanheceu, a ruiva foi a primeira a acordar. Um pouco confusa pelo despertar, Adrielly abriu a porta do quarto, ainda de pijama, e seguiu para o banheiro. Ao longo do caminho, preferiu checar o quarto de suas companheiras, como de costume. O quarto de Ana Luiza, tudo em ordem. O susto veio quando viu o quarto de Fabíola. Hiroki ainda dormia no quarto da cacheada, meio coberto. Adrielly então, se esquecendo de ir ao banheiro, passou o corredor e foi verificar a sala. Logo que viu com os próprios olhos, ficou perplexa: Fabíola e Hoseok, dormindo muito próximos; Seus rostos estavam frente a frente, enquanto o sono os consumia. Levou a mão até a boca, pasmada. – O que perdi, enquanto fui dormir? – Pensou consigo mesma. Não iria acordá-los, ainda era muito cedo. Voltou até o corredor, e seguiu para o banheiro. Precisava escovar os dentes com urgência. Enquanto isso, o visitante do quarto da cacheada, logo acordou com o barulho da aguá corrente na torneira. Ainda era muito cedo, por que alguém acordaria naquela hora? Enfim se sentou na cama, olhou ao seu redor, ainda estava na mesma casa; não havia sido um sono. Esfregou o rosto com as duas mãos. O garoto, para se sentir mais confortável, tirou o blazer do terno, ficando somente com a camiseta branca. Teria de sair do quarto e enfrentar a situação em que se metera. Saindo do quarto, Hiroki rapidamente se deparou com o quarto da garota que o deixara na noite anterior. Era um pouco estranho pensar no que havia acontecido, e muito menos como seria a próxima conversa entre os dois, mas algo o chamou a atenção. Ana estava abraçada com uma coisa diferente, depois de algum tempo tentando reconhecer, logo viu o detalhe do simbolo escolar perto da mão da adormecida. Tal sinal simbolizava a imagem de uma das escolas de Seul, e o casaco preto indicava pertencer a um uniforme masculino, por que Ana estaria com aquilo? – Bom dia, Hiroki. – As palavras de Adrielly tiraram o garoto do transe. – Oh, bom dia. Como vim parar aqui? – Perguntou com a mão a nuca. – Não faço ideia. A Fabíola e o Hoseok na sala, devem saber. – O Jung também está aqui? – Espantou-se. – Sim, ele nos trouxe para casa. E ia levar você para a sua. – A Fabíola deve o ter convencido. Ele não é de fazer essas coisas. – Hiroki concluiu. – Aliás, tenho uma pergunta, vocês tem uniformes de algum colégio de Seul? – Continuou. – Acho que não, nunca fomos além da universidade. Por que? – Nada demais. – Respondeu cabisbaixo. Após algum tempo conversando, os dois resolveram que deveriam acordar o casal na sala. Estavam curiosos para saber sobre o que aconteceu, principalmente por parte de Hiroki. Fabíola e Hoseok acordaram assustados. Adrielly e o Hiro olhavam para os dois, com expressões curiosas. Enfim deixaram os dois envergonhados. – Que horas são? – A cacheada perguntou. – Oito da manhã, ainda está cedo. Vocês dormiram juntos? – Respondeu, Adrielly. – Oh, isso? Ficamos assistindo um filme, e caímos no sono. – O asiático tentou explicar. – Percebemos, dormiram olhando um para o outro. – Hiroki tirou sarro. Os dois ficaram vermelhos. – Enfim, o que querem de café da manhã? Vou preparar. Vocês podem ficar o resto dia, se quiserem. – Adrielly sugeriu. – Queria poder ficar, mas preciso ir. Tenho um compromisso. – Hiro se levantou, olhando o relógio. – Eu te dou uma carona. – Hoseok fez o mesmo. – Não, não precisa. Você pode ficar aqui, sei que a Fabíola vai gostar. Posso pegar um táxi. – É muito importante, Hiro? – Disse a ruiva. – Sim, mas prometo que depois os compenso. – Foi até o quarto e pegou seu casaco. Hiroki se despediu dos presentes, exceto de Ana, e foi embora. Sua ida repentina, deixou duvidas para os que ficaram. – Parecia que ele ia levar uma bronca da omma. – A cacheada comentou. – Deve ser isso. Certeza que não querem que vá embora? – Disse Hoseok. – O dia está vago, não se preocupe. Aliás, alguém pode acordar a Ana? – Adrielly seguiu para a cozinha. – Eu vou. Hoseok, o banheiro é no corredor, fique a v*****e, ok? – Fabíola se levantou e seguiu para o quarto da amiga. Ana dormia profundamente em seu quarto, abraçada ao casaco do estranho. A cacheada chegou ao quarto, e sacudiu a garota. – Ana, acorda! Miga, o Hoseok está aqui! Enfim acordou assustada. Fabíola logo notou o casaco. – Bom dia. – Luiza estava com saliva até nos cabelos. – Bom dia. De quem é essa roupa, sua danada? – Ah, é de um garoto que encontrei ontem, antes de voltar para casa. – Bocejou. – Não me diga que você saiu ontem e... – Não, não. Claro que não, eu apenas andei pela cidade, e ele veio conversar comigo. – Tentou se explicar. – E você conversou com um estranho? – Ele era uma pessoa legal, está bem? Foi gentil, e se não tivesse sido, teria me afastado. – Tranquilizou. – Se a Adrielly souber, ela mata você. – Depois explico a ela. – E ele é mais novo que você? Porque, isso não é um uniforme de colegial? – Oh, não. Ele tem minha idade, mas repetiu um ano. – Tenho que entregar o casaco dele, você quer ir comigo? – Ana perguntou, esperançosa. – Claro, não vou deixar você falar sozinha com um estranho. Depois vamos. – Agora se levanta, a Adrielly está fazendo o café. – Fabíola puxou a mais nova da cama. As duas saíram dali, e seguiram para a cozinha. Hoseok estava sentado a mesa, enquanto conversava com a ruiva que preparava a primeira refeição da manhã. O cheiro da comida parava por toda a casa, arroz galbi e suco natural. As recém chegadas se juntaram ao visitante. – Quanto tempo dormi? Até o Hoseok está aqui. – Ana esfregou os olhos. – Trouxe as meninas ontem. E a Fabíola me convenceu a ficar, porque estava tarde. – O garoto riu. – Até o Hiroki dormiu aqui, Ana. – Disse Fabíola. – O que? – Engoliu em seco. – E onde ele está? – Já foi embora. Disse que tinha um compromisso. – E vocês deixariam ele ficar o resto do dia? Eu disse que precisava de espaço, e ele vem dormir aqui. – Ana estava irritada. – Olha, Ana. Eu sei que foi difícil o dia de ontem, mas eu e a Adri apenas achamos que ele seria alguém legal para você. – Fabíola tentou se explicar. – O que aconteceu ontem? – Adrielly estava perdida. – O Hiroki falou a verdade sobre saber do namoro falso. – Hoseok explicou o pouco que sabia. – Ah. – A ruiva ficou em silencio por pouco tempo. – Eu sei que vocês queriam que eu tivesse algo com um cara legal, não estou brava por isso. É que me incomoda saber que ele estava aqui, enquanto queria um tempo sozinha. – Ana bebeu um pouco de água. – Fiquei preocupada com os garotos, Ana. Voltamos tarde, e o Jung estava dirigindo. Ninguém entrou no seu quarto. – A cacheada explicou. O visitante se sentia um estorvo. – Oh, entendi. Me desculpa por ter dito isso, e Hope, você é muito bem vindo aqui. Ignorem minha paranoia. – Enfim a mais nova caiu em si. – Tudo bem. Entendo, Ana. – Hoseok estava sendo compreensivo. – Já que irão me segurar o dia todo. Tem algo que querem fazer? – Ele perguntou. – Não fazemos ideia. Quase não saímos daqui desde que chegamos. – Adrielly respondeu. – Podemos ir no jardim botânico, se quiserem. A Fabíola me disse que gosta de plantas. – Disse Jung, meio nervoso com a resposta. – Adoraríamos! – A cacheada respondeu de prontidão. – Certo, então irei em casa, trocar de roupa. E busco vocês depois. – O garoto tirou a chave do bolso. As três garotas se arrumaram em pouco tempo. Fabíola com trajes simpáticos de um dia de passeio, enquanto as outras portavam roupas mais fechadas por conta do inverno. Hoseok chegou logo em seguida, e pediu, pelo interfone, para que as meninas descessem. Fabíola sentou se ao lado do dono do carro, já estava familiarizada, enquanto as amigas observavam a paisagem pelas janelas. O jardim botânico de Seul era distante da casa das garotas. Para chegar até ele, um grande viaduto, cercado por aguá, se dispunha até a entrada. A cacheada nunca havia visto o mar, era uma bela paisagem. Um belo dia de inverno. A estrutura do prédio se mantinha a base de vidros geométricos, e pilares de sustentação. A sua volta, uma grande diversidade de plantas decoravam o local. O designer moderno atraia qualquer amante por plantas. Hoseok pagou por todos os ingressos para que pudessem entrar. Dentro do jardim, a luz solar iluminada o local, apesar da neve. Em todos os lugares, várias espécies vegetativas era acomodadas em um ecossistema vital, e junto a elas, plots explicativos e descritivos traziam a história para qualquer curioso. – Essas vieram da china. Ao lado, tem a Ginseng. – Hoseok explicava animado. – No Brasil, não é muito fácil de achar. – A cacheada estava animada. – Sim. Foi uma das primeiras ervas medicinais do mundo! – Aqui diz que tem uma ala de dentes de leão, podemos ir? – Ana Luiza perguntou. – Claro. Vamos agora. – O garoto respondeu sorrindo. – Não, não. Vocês podem ficar aqui, eu e a Adrielly vamos na frente. – A mais nova pegou na mão da amiga e foi se afastando. Assim que estavam mais distantes, começaram a conversar. – Eles estão muito fofos. – Ana disse, girando. – Sim, ainda bem que você conseguiu um jeito de deixá-los sozinhos. – Adrielly olhava ao redor, encantada. – E como foi a festa ontem? A Fabi ficou muito com ele? – Ah, eu estava ocupada dançando e apostando com o Oliver. – A ruiva riu. – Mas quando os vi, percebi que não paravam de conversar. – Que sorte ela teve. Encontrar o Utt na Coreia. – Colocou as mãos sobre as bochechas. Quando chegaram na ala de observação, se encantaram com a instalação. Vários dentes de leão esculpidos, pairavam no ar, junto a estátuas de crianças. Todos na paleta do branco. – Isso é muito bonito. – A mais nova estava encantada. – Os coreanos são bem criativos. De onde será que tiraram essa ideia? É como se pudéssemos sentir o vento. – Adrielly desabafou. Olhando ao redor, o olhar de Ana parou sobre um garoto com o tipo físico conhecido. Ele estava concentrado em uma das descrições enquanto olhava o celular. – Yun... – Pensou alto, o garoto logo se virou. – O que foi, Ana? – Adrielly perguntou, curiosa. – Wo, você aqui? – Do-yun se aproximou, sorrindo. – Não acredito que nos encontramos aqui. O que está fazendo? – A garota perguntou. – Pegando informações para um trabalho do colégio. E sim, deixei atrasar. – O garoto esfregou a cabeça. Parecia simpático com sua jaqueta preta e uma camiseta azul. Nos pés, um All Star trazia conforto. – Deve ser um trabalho divertido. Este lugar é lindo! – Sim, exceto pelo professor. – Riu fraco. – Oh, essa é a Adrielly, uma das minhas amigas. – Ana indicou a amiga. – É um prazer. Parece que a andarilha não é solitária. – Yun brincou. – Prazer, mas que andarilha? – A ruiva tentava compreender. – É uma longa história, Adri. Depois te explico, mas conheci o Do-Yun ontem, ele me ajudou a voltar para casa. – Até metade do caminho. – Yun fez uma observação. – Então o casaco de hoje de manhã, era dele? – Adrielly levou a mão a boca. – Sim... – Ana ficou com vergonha. – Emprestei para que ela não passe frio, aquele vestido não parecia ajudar em nada. – O garoto disse. Enfim, Fabíola e Hoseok apareceram depois de alguns minutos, enquanto os três conversavam. – Meninas! – Jung acenou. – Hoseok! Fabí! – Adrielly acenou. Os dois aproximaram se. – Bom, pessoal. Esse é o Do-yun, nos conhecemos ontem. – Ana ficava extremamente animada ao lado do estranho. – Oh, olá! – Hoseok foi simpático. – É um prazer, Yun. Eu sou a Fabíola, e esse é o Hoseok. – É um prazer conhecê-los também. – Fez reverência. O g***o, agora maior, conversavam enquanto analisavam a obra da sala. Jung continuava fazendo questão de mostrar todos os melhores pontos do Jardim. Após finalizarem a sala, caminharam por outras instalações. Foram até os jardim e caminharam pelas passarelas ornamentais, e não esqueceram de capturar fotos para lembranças. Do-yun continuava junto a eles. Enfim, resolveram fazer uma pausa. Entraram na ala alimentícia, e se sentaram uma das mesas pelo de uma vidraça. As três garotas saíram para fazer os pedidos, enquanto os homens continuaram na mesa. Yun não para de observar Ana Luiza, – Você gosta da Ana? – Hoseok disse o observando, de braços cruzados. – Oh, não. Acabamos de nos conhecer. – Disse envergonhado. – Consigo ver que gosta. Ela parece uma boa pessoa. – É bem divertida, o que aconteceu a ela ontem? – Se você um dia chegar a gostar. A proteja. – Hoseok queria ser amigável, mas parecia preocupado. – Proteger? Do que? – Agora, Yun se preocupou. – Você vai descobrir. Aliás, ela odeia mentiras e caras que são muito rápidos. – O mais velho deu um gole no copo de água sobre a mesa.
Free reading for new users
Scan code to download app
Facebookexpand_more
  • author-avatar
    Writer
  • chap_listContents
  • likeADD