Capítulo 4.1

2923 Words
“Então... Eu acho que estou gostando do James.” Peter encarou Tony do outro lado da mesa, sem aparentar tanto choque. Era quinta feira e eles estavam na cafeteria do colégio, comendo. Giselle e Karina tinham ido ao banheiro e Tony aproveitou a oportunidade para desabafar. Tinham se passado exatos 10 dias desde a festa, e Peter não tinha mais visto James, Mark ou Connor, a não ser que você conte as vezes em que Peter esperava seu motorista particular e os via encostados no muro de sua escola, fumando e rindo. “Você tem falado com ele recentemente?” Peter perguntou. “Uh... Na verdade, não. Ele chegou em mim na terça feira enquanto eu esperava meu motorista, e me perguntou se eu queria ir para algum lugar." “Para onde?” “Não sei, ele apenas disse ‘algum lugar’, mas é claro que eu não fui. Tinha que ir para casa e eu também não tinha muito assunto para conversar com ele.” “Ele tem o seu número?” “Não. Ele não me perguntou e eu também não poderia simplesmente oferecer.” “Vocês fizeram algo além de se beijar?” Tony balançou a cabeça, negando, para o alívio de Peter. Ele não estava aliviado porque Tony não fez outras coisas além de beijar um menino - ele realmente não se importava mais com o fato de Tony gostar de rapazes -, ele estava aliviado porque Tony não fez nada além de beijar, então Peter ainda era mais experiente que Tony. É claro que Peter é sempre o melhor em tudo. “Mas... você pode não contar isso pra Karina? Não quero que meus pais e ela descubram.” “Não vou dizer à ela, claro!” E a conversa foi cortada assim que as garotas voltaram para a mesa. Eles mudaram o assunto para o próximo jogo de cricket, que era no sábado. Peter não gostava muito de esportes no geral, principalmente porque praticar esporte significava estar soado e fedido e ele não tinha nascido para isso. Talvez fosse por isso que ele tinha uma barriguinha e uma b***a gorda. Quando a escola terminou naquele dia, Tony, Giselle e Peter foram comprar convites para o baile de inverno, que aconteceria daqui à um mês no hotel mais caro de Busan. Cada estudante iria ter uma suíte para eles e seus acompanhantes, para que pudessem passar a noite em segurança. Normalmente os meninos compravam os ingressos e as meninas só deveriam fazer o grande esforço para estarem bonitas. “Quem você vai levar ao baile?” Peter perguntou a Tony, que franziu a testa. “Eu não sei, provavelmente alguma menina da nossa série.” “Você deveria levar a Lia. Ela terminou com o Chris na semana passada.” “Eu provavelmente pedirei à ela, então.” “Eu vou levar o Connor.” Giselle disse. Normalmente, Peter se importaria se um garoto da escola pública fosse dormir no mesmo hotel que ele, mas ele apenas concordou. Connor era um cara gente boa, tranquilo, sabia como se divertir. Eles foram ao local de sempre, esperar seus motoristas, e logo em seguida viram Connor e James se aproximando. Discretamente, Peter cutucou Tony com seu cotovelo e o garoto corou, olhando para seus sapatos. “Ei, babe.” Connor disse, olhando em volta para ver se o motorista de Giselle não estava por perto, para então dar um selinho na garota. “Nós vamos sair hoje à noite, certo?” ele perguntou e ela concordou. “Vocês querem vir?” James perguntou, olhando para Peter e depois para Tony. Como se isso fosse acontecer durante a semana escolar. “Uh... Sim, claro.” Tony disse. “Onde?” “Nós vamos sair para jantar.” Connor respondeu. “Eles tem o melhor hambúrguer da cidade, sem dúvidas!” Hambúrgueres? Como carnes gordurosas entre dois pedaços de pão e batatas fritas? Como naqueles comerciais nojentos? “Nós vamos às oito da noite e ficaremos até umas dez horas. Talvez você deva me dar o seu número, para que eu possa passar o endereço.” James disse a Tony, que estava perto de ter um ataque cardíaco. “Uh... sim, claro! Me pa-passa seu celular, eu acho...” Tony digitou seu número no celular de James com as mãos tremendo, antes de devolver o celular junto de um sorriso. “Ótimo, vejo vocês lá!” James disse e deu um beijo no canto dos lábios de Tony. Okay, qualquer um poderia ter visto, mas então Peter lembrou que James realmente não se importava com o que qualquer pessoa pensava dele. Honestamente, Peter admirava e invejava esse tipo de atitude. Agora tudo o que ele tinha que fazer era arranjar um jeito de conseguir permissão dos seus pais para sair no meio de uma semana escolar. Peter decidiu perguntar aos seus pais enquanto eles comiam a sobremesa, depois do almoço. “Então, Tony e eu estávamos pensando em sair para comer frutos do mar hoje a noite. Tudo bem?” Ele perguntou calmamente. “Qual restaurante? Aquele em que servem uma excelente lagosta?” Sua mãe perguntou, enquanto limpava sua boca com um guardanapo. “Sim, esse mesmo!” Peter respondeu, mesmo não tendo idéia de qual restaurante sua mãe estava falando. “Está ótimo. Mas você fez seu dever de casa?” “Eu preciso ler um texto de economia mais uma vez, mas aí eu terminei” “Hmm.. O que você acha, Dongsung?” O pai de Peter olhou para a comida e concordou. “Se ele disse que estará em casa às 10, então ele pode ir. Como você vai até lá?” “De taxi?” Peter respondeu, sem nem pensar. Todos na mesa caíram na gargalhada e Peter se sentiu como um i****a. “Essa foi boa, filho!” Seu pai lhe disse. “Vamos pedir para Heecho levá-lo até lá. Me lembre de te deixar dinheiro.” “Eu tenho dinheiro suficiente.” Desde quando ele recusava alguma oferta de dinheiro? Estava precisando de um choque de realidade. “Dinheiro nunca é demais.” Peter concordou e agradeceu, antes de subir para seu quarto. Tony mandou uma mensagem com o endereço e Peter começou a se arrumar. Ele se vestiu com os jeans pretos da forever 21 e uma camisa simples, já que estava um pouco quente e ele não queria carregar um casaco. Após se certificar que parecia apresentável, mesmo sem saber a quem ele estaria tentando impressionar, o garoto desceu às escadas e pegou o dinheiro que seu pai havia separado para ele. . Mark reclamou quando ouviu a campainha tocando. Ele não estava com humor para falar com ninguém, já que ele tinha uma morena em seus joelhos, os lábios em volta de seu m****o, o chupando como se a sua vida dependesse disso. Ele olhou para o relógio em sua parede e reparou que o horário da aula acabou há meia hora, então deveria ser James e Connor. “Talvez você devesse atender.” a garota falou em um tom baixo, mas Mark enroscou seus dedos no cabelo da menina e puxou seu quadril mais para frente, dizendo à ela que ficasse quieta e terminasse o que estava fazendo. Ele gozou em sua boca trinta segundos depois, ao mesmo tempo em que a campainha soou pela segunda vez. “Nós deveríamos fazer isso de novo.” ela disse, assim que colocou sua blusinha de volta. Mark concordou, mesmo não lembrando o nome dela. Ele sabia que ela estava na sua aula de coreano... ou inglês, tanto fazia. “Na próxima, talvez você me faça gozar.” ela ofereceu, enquanto Mark a levava até à porta. “Talvez.” ele disse, enquanto abria a porta e via Taehyung do lado de fora, com um engradado de cerveja em suas mãos. “E aí.” James falou, sorrindo, e a garota apenas sorriu de volta antes de sair andando. “Quem era ela?” “Eu não tenho ideia!” Mark respondeu e fechou a porta atrás de James, se dirigindo para a sala e sentando no sofá. James colocou as cervejas na mesa de café e puxou uma caixinha de metal, onde havia escrito “NOT weed”. “Aliás, bela marca!” ele elogiou Mark, apontando para seu pescoço. Era do tamanho de um punho, praticamente, e ambos sabiam que aquela marca não iria embora tão fácil assim. “Ela tem uma boca grande, então?” “Sim.” Mark gargalhou, enquanto abria uma lata de cerveja. “O que você vai fazer hoje à noite?” “Nós vamos sair hoje.” “Onde?” “Rockies.” “Quem vai?” “Connor, Giselle, Tony e Peter, provavelmente.” “Peter?” “Sim, ele é mais legal do que pensávamos.” “É, eu sei.” James entregou um baseado a Mark antes de ascender os dois, deitando-se no sofá. “Então, Connor me disse que o baile de inverso da Neo High é mês que vem.” “E?” “Ele vai com a Giselle.” “Quero só ver ele em um terno!” Mark gargalhou, sentindo o efeito da droga. “Nós deveríamos invadir o baile.” James sugeriu e Mark sorriu com a ideia. Ele não se importaria em ver a cara de chocado de Peter ao ver os dois em roupas normais, entrando em sua festa chique. “Nós com certeza deveríamos!” Ele viu James dar outro trago antes de finalizar seu baseado, enquanto se lembrava de algo que Connor tinha dito mais cedo. “Você deveria ter ido à escola hoje.” “Mmm, por que?” Mark perguntou, dando uma longa tragada em seu baseado e o colocando no cinzeiro. James lambeu seus lábios. “Sr. Lee estava usando calças apertadas hoje.” “Já fodi ele.” Mark lembrou e James rolou os olhos. “Sim, mas eu apenas o chupei. Eu posso fantasiar.” “Se preocupe com o seu próprio twink.” James rolou os olhos de novo, antes de afastar as pernas de Mark e sentar-se no seu colo. “Por que você não se preocupa comigo agora?” Ele perguntou, os olhos vermelhos e brilhosos. Mark sorriu e acabou com a distância entre seus lábios. Suas mãos buscaram o cinto de James, tirando-o e o deixando cair no chão. Ele sugou o pescoço de James, deixando um grande hematoma, para ter certeza que Tony veria e se sentiria enciumado. Em uma manobra, Mark pressionou James contra o sofá e se ajoelhou na frente dele. Ele apalpou, lambeu e chupou James repetidamente, prestando uma atenção especial na cabeça de seu m****o, sabendo que aquele era o ponto fraco do rapaz. Brincou com suas bolas e engoliu tudo o que James deu a ele. “Sua boca é tao gostosa.” James disse a Mark, enquanto ele se levantava e deitava no sofá, para envolver suas pernas em volta do quadril do garoto. “Sabe o que mais é gostoso?” Mark perguntou, enquanto ele abaixou suas boxers e deixou seu m****o bater contra sua barriga. James afirmou com a cabeça, tirando suas roupas e rindo, mesmo não sendo engraçado. Ele estava fumado e prestes a ser fodido pelo seu melhor amigo. As coisas não poderiam ser melhores que isso - a não ser que fosse Tony ao invés de Mark. Aí sim seria perfeito. Eles passaram o resto do dia pelados no sofá, terminando de fumar a maconha que James havia levado e assistindo algum reality show trash na tv pequena. Quando o relógio marcou sete e meia, eles tomaram banho e se arrumaram, para que pudessem ir jantar com o resto do pessoal. Mark não se incomodou em deixar um bilhete avisando sua mãe, ele sabia que ela não iria se preocupar com ele. Ela nunca se preocupou. Ele colocou uma camiseta e jeans pretos, converse branco e uma jaqueta jeans Acne Studios que ele roubou na semana passada. Eles foram andando até o Rockies, já que não queriam gastar dinheiro com taxi e também não queriam ficar esperando o ônibus. Connor e Giselle já estavam lá, em uma mesa/cabine redonda perto do final do bar, se beijando. “Whoa! Calma aí, gente.” James gargalhou. Mark se sentou ao lado de Giselle e James, ao lado de Connor. Tony chegou cinco minutos depois, sorrindo timidamente, enquanto se sentava ao lado de James. Tudo o que Mark poderia pensar era que James havia escolhido um bom twink. Entretanto, Tony não era nada em comparação à pessoa que acabou de entrar. O cabelo de Peter estava com a franja jogada para o lado, aqueles jeans pretos, que grudavam em suas pernas e as modelavam de maneira surpreendente, e uma camisa fina branca, que entregava que Peter sentiria frio dentro de alguns instantes. Peter sentou-se ao lado de Tony e olhou diretamente para Mark, antes de cumprimentar todo mundo e se desculpar por estar atrasado. “Ainda sem nenhuma namorada?” “Não!” Peter rolou os olhos. “Então vocês terminaram? E eu não digo isso de uma boa forma.” ele zombou, sabendo que iria irritar o mais novo. “Na verdade, nós comemoramos cinco anos juntos na sexta que vem.” Peter falou, mas parou quando reparou na enorme marca no pescoço de Mark. Os olhos dele se arregalaram, como se aquilo fosse algum tipo de aberração. Mark, honestamente, queria sugar todo o pescoço do garoto e deixar um colar de chupões naquele colo. “Você nunca viu um chupão antes?” Mark perguntou, zombando de Peter. O garoto franziu a testa, bravo, apenas para olhar na direção de James e ver a marca que Mark havia deixado no pescoço do rapaz, momentos antes. Tony reparou também, porque seu sorriso murchou um pouco. “Vamos pedir logo, p***a. Estou morrendo de fome aqui!” Connor iterrompeu o pequeno momento de tensão, enquanto se esticava sobre a mesa para alcançar o menu. Todos seguiram a ação de Connor, mesmo todos sabendo o que pediriam, com exceção de Tony e Peter. “Ai meu Deus, essas fotos são grotescas!!” Peter disse e Mark olhou para ele. “Eu nem mesmo sei o que é bom aqui.” “Você deveria pegar esse aqui.” James disse a Tony, chegando com a sua face mais perto que o necessário da face do garoto, o que acarretou em um Tony corando e dizendo apenas um “OK” envergonhado. “Eu vou querer o mesmo que ele, então.” Peter disse à garçonete, quando ela voltou para anotar seus pedidos. “Ei, Mark. Não foi você quem fodeu ela ano passado?” Connor perguntou, enquanto envolvia Giselle em seus braços. “Não, essa não é a Mina. Essa é uma nova, mas não me importaria de f***r ela também!” Mark respondeu e reparou na expressão de desgosto na face de Peter. “Ela tem p****s pequenos.” Peter comentou e Mark sorriu, por conseguir uma reação do mais novo. “É... mas o James não tem p****s e eu como ele do mesmo jeito.” Tony engasgou com sua água e James gargalhou, assim como Connor e Giselle. Ele viu James colocar uma de suas mãos embaixo da mesa e, à julgar pelo sorriso de Tony, ela estava provavelmente em sua coxa. Mark queria sentar perto de Peter também, para poder tocar ele embaixo da mesa e fazer com que ele ficasse desconfortável. Ele queria jogá-lo em uma cama e tocá-lo em todos os lugares possíveis. Queria comê-lo e chupá-lo até que Peter implorasse para que tivesse seu primeiro orgasmo, mas Mark não o deixaria, por ser uma pessoa muito esnobe que precisava aprender uma lição. Mark conseguia sentir seu m****o se manifestar em seus jeans apenas com o pensamento de Peter gozando, então decidiu focar sua atenção na conversa que rolava na mesa, sobre o baile de inverno da Neo High. Ele esqueceu que queria fazer coisas safadas com Peter até que a garçonete trouxe os pedidos, vinte minutos depois. Peter pediu um cheeseburger, com batatas fritas e coca. Num primeiro momento, ele torceu o nariz para a aparência do lanche, mas então Tony o convenceu que era realmente bom. Ele pegou um garfo e uma faca, até que Mark o parou. “Você come com as suas mãos.” ele disse a Peter, que olhou para ele como se ele fosse doido. “Tipo... como animais?” “Não, como pessoas normais. Tipo assim.” Mark então pegou seu lanche com as mãos e Peter copiou suas ações, com um olhar enjoado em seu rosto. “E agora você morde.” “E se eu sujar minha roupa?” “Ninguém vai se importar.” Peter concordou e começou a comer, abrindo sua boca e porra... Peter colocou sua língua para fora antes de dar uma mordida. O fato de que Peter abriu tanto sua boca fez Mark pensar em fodê-la duro e gozar em toda a sua cara, até que Peter não conseguisse mais enxergar. Peter gemeu, como se fosse um gemido s****l, antes de dizer que aquilo era realmente bom. Mark, por sua vez, cruzou as pernas embaixo da mesa para esconder sua ereção e concordou, enquanto James discutia qual seria o próximo prato que Peter escolheria da próxima vez que fossem ao Rockies. E foi nesse momento que Mark decidiu que queria corromper Peter das piores formas possíveis.
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