Capítulo 2.1

3447 Words
Oi, sunshines. Td bem com vcs? :3 Votem e comentem, sim? Quanto melhor o retorno q a fic tiver, mais rápido eu vou att ^^ Amo vcs . A manhã seguinte à festa foi a primeira manhã em toda a vida de Peter que ele acordou com um grande problema em suas calças. Ele estava se sentindo no mínimo constrangido por ter, literalmente, uma barraca armada no meio de suas pernas. O garoto puxou o recém comprado edredom de algodão egípcio fora de seu corpo e se desvencilhou dos braços de Karina, que roncava levemente. Peter nunca havia roncado e ele não tinha certeza se queria lidar com isso para o resto da vida. Ele fez seu caminho para o banheiro que era bem ao lado de sua cama e olhou-se no espelho completamente pasmo com o que viu. Peter estava com o cabelo bagunçado, como se nunca houvesse penteado em toda a sua vida, sua camiseta estava colada em sua barriga e sua calça... ó deus... Peter poderia ver completamente seu pênis através de suas calças, cutucando o tecido e necessitando desesperadamente que fosse "libertado". Peter suspirou, trancou a porta, sentou no vaso sanitário e fechou os olhos. Ele precisava resolver sua situação de uma vez por todas, então ele pensou em sua avó. Sua avó no banheiro. Sua avó nua no banheiro. Sua avó nua no banheiro e sem dentadura. Os pensamentos não fizeram apenas com que sua ereção fosse embora, mas também fizeram com que ele sentisse vontade de vomitar. Depois de escovar os dentes e lavar o rosto, Peter retornou ao seu quarto e reparou que Karina já havia acordado. Ela se encontrava encostada na cabeceira da cama e seus olhos percorriam seu celular. "Bom dia, amor." ele disse, as palavras saíam rápido de sua boca, como se tivessem sido ensaiadas mil vezes. "Bom dia." Ela respondeu, sorrindo, e segurou seu rosto no ar para que Jimin a beijasse. "O que você está fazendo?" E então ela mostrou a tela de seu celular aberta no i********:. Peter sentou-se ao lado dela e ambos passaram alguns minutos zapeando pela dashboard, comentando sobre quase todas as fotos. Karina parou em uma foto recentemente postada por Giselle. Nela estavam Giselle, Connor, James e Mark claramente bêbados, foras de si, com copos vermelhos em suas mãos e sorrisos preguiçosos em seus rostos. "Ela é um pouco dada." disse Karina e Peter assentiu. Karina não poderia estar mais certa. f********o com alguém que não gasta mais do que dez libras em uma camiseta, antes do casamento, era completamente errado à seu ver. Ele pensou que ela tinha alguns critérios na hora de escolher algum cara mas, aparentemente, ele esteva errado. Karina se trocou no banheiro com algumas roupas que ela havia deixado na casa de Peter - ela tinha uma gaveta especial em seu closet - e ambos desceram as escadas para almoçar. Os pais do garoto não estavam lá, apenas Yuna e Yeji, que já estavam terminando de comer. As garotas sorriram para Karina e elogiaram seu cabelo, o que fez Peter revirar os olhos, porque não era tão bonito assim, sendo sincero. Com isso em mente, Peter parou para se perguntar desde quanto ele achava aspectos de sua namorada irritante. Ele iria se casar com Karina e não deveria ficar apontando seus defeitos, pensou consigo mesmo. Eles passaram o resto do dia em casa, no quarto de Peter, vendo seus filmes e séries preferidas. Para o jantar, eles decidiram sair e comer em seu restaurante favorito. Eles não precisavam de reserva, pois o pai de Peter conhecia o dono pessoalmente e o Sr. Choi sempre faria uma exceção para o filho de Lee Dongsung. Às oito horas em ponto, eles foram deixados em frente ao restaurante, com a promessa de serem apanhados duas horas depois. Peter nem sequer teve que dizer à anfitriã seu nome. Ela o reconheceu imediatamente, acenou com a cabeça e educadamente lhes guiou para a melhor mesa no restaurante. Eles pediram o habitual, um Bossam para Peter e um Nakji Bokkeum para Karina. Para beber, eles pediram o melhor vinho branco da casa e um Bingsu para sobremesa. Karina então começou a tagarelar sobre as próximas tendências fashion para o inverno, enquanto Peter fingia se importar. Com o olhar perdido em Karina, ele não pode evitar que seus pensamentos voltassem para a noite passada, mais especificamente para a cena de Mark comendo James contra a parede. Ele não conseguia parar de pensar na imagem dos grandes bíceps de Mark, suas costas nuas e suadas, seus gemidos baixos e a expressão de satisfação de James, com seus cabelos colados em sua testa. Ele não estava enjoado com ele mesmo, ele estava apenas surpreso e se sentindo confuso por ter testemunhado tal ato de impureza. Sua mãe já havia lhe contado sobre homens que escolhem homens para amar e mulheres que escolhem mulheres. Ele foi ensinado que a sexualidade era uma opção, uma espécie de capricho. Peter se perguntou se Mark amava James e se James amava Mark. Porque se eles se amavam, isso era tudo o que importava, certo? Mesmo a bíblia dizendo o contrário? Peter foi desviado de seus pensamentos assim que o garçom se aproximou para servir o vinho e o prato de entrada. Ele só percebeu que havia esquecido de fazer a sua oração antes de comer, quando já estava praticamente finalizando seu prato principal. Quando terminaram o jantar, Peter nem se preocupou em pagar. Sabia que o restaurante colocaria a conta em nome de seu pai e que mais tarde ele acertaria o pagamento. Logo após, dirigiram-se para fora do restaurante, onde o motorista de Peter já deveria estar esperando com o carro, para leva-los embora para suas respectivas casas. Enquanto esperavam ao lado de fora do estabelecimento, Peter viu alguém deitado em um banco do outro lado da rua e acabou ficando completamente chocado ao reconhecer a pessoa que estava deitada ali. Mark. O garoto estava fumando, apenas observando o céu escuro acima dele. Por um momento, Peter queria saber o que se passava na cabeça de Mark, mas antes que pudesse pensar qualquer outra coisa, o rapaz tatuado virou a cabeça e fez contato visual com Peter. Mark se sentou, ainda encarando-o, e Peter percebeu que ele estava bêbado, pois havia uma garrafa de soju apoiada em seu colo. Ele sentiu pena de Mark, e um pouco de enjoo ao lembrar que dividiu o espaço com alguém que dormia em bancos públicos, enquanto se embriagava. Mark apoiou o cigarro em seus lábios e se concentrou em abrir a garrafa, enquanto o chofer de Peter estacionou o carro em sua frente, bloqueando sua visão. Peter continuou olhando pela janela até que o carro entrasse em movimento e Mark saísse de seu campo de visão. Enquanto o motorista acelerava, Peter pode ver Mark fazendo gestos obscenos com a mão e berrando alguma coisa para eles. - Na manhã seguinte, Peter teve que ir para a Igreja, mesmo não se sentindo disposto. Ele se vestiu com uma camisa social azul marinho, calça social preta e sapatos da mesma cor. Sua família estava esperando por ele na mesa do café, assim como eles faziam todos os dias. Peter começou a pensar, de um modo completamente insatisfeito, em como sua vida estava se tornando uma rotina que alternava entre café da manhã, escola, almoço, trabalhos escolares e jantar. Pela primeira vez em sua vida, Peter estava desejando um pouco de suspense e fatos imprevisíveis. Para afastar esses pensamentos, Peter se obrigou a lembrar que pessoas que vivem o momento e não se preocupam com o futuro, são as mesmas pessoas que acabam dormindo em bancos com a companhia de uma garrafa de soju. Ele preferia sua vida. De verdade. A missa foi como de costume, não foi extremamente lenta, mas também não foi muito rápida, como ele gostaria. Após o término, Peter teve que esperar sua mãe conversar com a Sra. Huang, uma das fundadoras da igreja, que também era mãe de Tony. Enquanto sua mãe conversava com a mãe de Tony, Peter e o garoto estavam conversando sobre a festa de dois dias atrás. Tony também tinha visto Mark e James se comendo no corredor, mas ele não parecia nem um pouco chocado enquanto falava. Foi quando Peter o viu, fumando, sentado no meio-fio da calçada um pouco mais à frente. Ele estava com os cotovelos apoiado sobre os joelhos dobrados, olhando para as pessoas que se retiravam da Igreja. "Aquele é o Mark?" Perguntou Tony, seguindo o olhar de Peter. "É... Pelo amor de Deus! Ele está fumando em frente a uma Igreja!!" Tony olhou para o rapaz por mais alguns segundos, antes de voltar a falar com Peter em um tom abafado sobre como ele havia tentado fumar maconha, mas acabou ficando sem ar. Peter não deu ouvidos. Ele observou Mark, não sabendo realmente o porquê. Queria entender se o rapaz era muito estranho ou muito interessante. Ele percebeu que Mark estava usando a mesma roupa da noite anterior, quando o viu no banco em frente ao restaurante que jantou com Karina, e decidiu que não ia olhar mais para tal pessoa. Peter saiu com Tony e Karina para comer alguma coisa depois da igreja e voltou para a sua casa. Se trancou em seu quarto para terminar um trabalho de álgebra que contaria créditos extras em seu currículo. Sua vida não era chata. Era... Perfeita. Isso tudo era culpa de Giselle, afirmava Peter, sendo sincero consigo mesmo. Se não fosse por sua estúpida festa de aniversário, a vontade de ir à outra festa na casa de alguém não teria nem passado pela sua mente. Ele queria, ou sentia necessidade de ir a algum lugar onde ninguém se preocuparia com escolas e regras. Ele estava começando a cair nessa rotina horrível e precisava de uma pausa. Não o entendam m*l, ele não tem nada contra estudar e focar seus finais de semana e tempo livre em trabalhos escolares, porque isso foi o que fez dele uma pessoa esperta e ele estava apenas cuidando de seu futuro. Mas ele simplesmente não conseguia tirar aquele sorriso de deboche da sua mente. Aquele olhar divertido que Mark lhe lançou quando ele parou de beijar Karina, como se Mark fosse melhor que ele. Ele não era. O relógio Rolex de Peter provavelmente custava mais do que toda a sua existência, então quem ele pensava que era para olhar Peter daquele jeito? - "Então, quando é a próxima festa?" Peter perguntou quando estavam no refeitório, na hora do almoço. Ele estava dividindo uma mesa com Tony, Giselle e Karina, bem no meio do grande salão. Ele gostava do fato de que as pessoas estavam sempre olhando para ele. "Oh... Por quê? Você gostou daquela festa na sexta-feira, não foi?" Giselle perguntou, sorrindo, e Peter balançou a cabeça, dando de ombros. Ele gostou, na verdade. "Bem, se você e Karina decidirem celebrar o aniversário de cinco anos de namoro em sua casa, podemos fazer uma festa e convidar todas as pessoas do nosso ano desta vez." "Isso... Gostei da ideia." disse Peter e Karina assentiu, animada. "E nós precisamos comprar um pouco daquela maconha. Foi muito gostoso e seria bem mais divertido." Tony sugeriu e, pela primeira vez, Peter não se viu tendo qualquer problema com a ideia de estar na mesma sala que uma substância ilegal. "Bem, eu realmente não sei de quem eu posso comprá-la, porque na minha festa foram o Connor e os meninos quem levaram. E se os seus pais estarão lá-" "Eles não vão. Eu vou me certificar disso." Peter disse rapidamente, surpreendendo à si mesmo. "Nós temos um mês de espera ainda, não vamos apressar as coisas". Ele acrescentou e eles voltaram a comer as suas saladas e falar sobre a próxima aula. - "Peter, espera!" Ele virou-se quando estava prestes a sair do prédio e ir em direção ao seu motorista, que o aguardava. "Sim? O que foi?" "Eu não queria dizer isso na frente da Rina e do Tony, mas o Connor está dando uma festa nesta sexta-feira em sua casa e eu vou. Então, você quer vir também?" Giselle sugeriu, parecendo um pouco cética sobre sua pergunta. "Festa com pessoas de escolas públicas?" "Sim". Ela disse. "Nós seremos os únicos na festa que não vão na mesma escola que eles." "Preciso levar alguma coisa?" "Só você mesmo. E eu vou passar aqui antes da festa para sairmos juntos e para que eu possa ter certeza de que você não vai se vestir sério demais." "O que eu devo vestir, então?" Peter perguntou e Giselle assentiu. "Tudo o que for confortável. Talvez jeans e uma camisa." "Isso eu tenho!" "Não camisas socias. Eles não vão nem te deixar entrar se você for vestido como um rico esnobe." "O que você vai vestir?" "Eu não sei ainda. Nós veremos, certo? " Ele concordou com o sugerido por Giselle e se perguntou o que ele diria aos seus pais. Se ele dissesse a eles que estava indo para uma festa de aniversário que não fosse de um de seus amigos, seus pais iriam prendê-lo em uma gaiola e alimentá-lo com lições de casa extra. Ele também não sabia como se sentiria frequentando outra festa organizada por pessoas que estudavam em uma escola pública. Ele iria morrer? Seria estuprado? Se as pessoas fossem como Mark e James, ele poderia ser estuprado. - Ele disse aos seus pais que iria encontrar com Karina na quinta-feira à tarde, quando ele estaria realmente em um shopping comprando alguma coisa que ele pudesse usar na festa. O garoto se sentiu um pouco insultado por ter que ir caminhando todo o caminho até chegar ao shopping. Peter acabou comprando uma calça jeans skinny preta e uma camiseta listrada que parecia... Normal. Ele comprou de uma loja chamada 'Forever 21' e, na verdade, gastou menos de vinte mil wons com as duas peças de roupa. O sol já tinha se posto quando ele decidiu ir para casa, parando antes para tomar um chá gelado no Starbucks. Peter estava com um pouco de medo de caminhar sozinho pelo parque à noite, mas ele tinha 191 na discagem rápida. Ele pode ver um casal de idosos em um dos bancos, de mãos dadas e conversando, e Peter se perguntou se Karina e ele iriam acabar assim. Provavelmente não. Mas ele deveria, porque ela sempre esteve lá, e seria muito difícil encontrar alguém em um curto espaço de tempo. E ele definitivamente não precisa de mais ninguém. Peter achava sua situação com Karina ok. Peter parou de repente, no entanto, porque viu alguém sentado no banco onde ele deveria virar à direita. Era Mark, mais uma vez, deitado em um banco, fumando um cigarro. Ele mordeu o lábio e continuou caminhando, porque muito provavelmente Mark nem iria reconhecê-lo. Mas ele reconheceu. Assim que o rapaz tatuado levantou a cabeça para ver de quem eram os passos próximos a ele, levantou as sobrancelhas, como se dissesse: "isso vai ser interessante", o que deixou Peter furioso. "Você não deveria estar andando sozinho à esta hora da noite." Mark disse a ele assim que se aproximou do garoto, parando bem na sua frente. Ele deveria ter apenas continuado andando, mas não, ele tinha que parar. Porque ele era um i****a. "Eu poderia dizer o mesmo para você." Peter retrucou e apoiou a mão em seu quadril, sentindo-se orgulhoso de seu retorno. "Eu posso cuidar de mim mesmo. Você, no entanto, engasga apenas com a visão de dois meninos se beijando." Oh. Então ele tinha ouvido o seu gemido não tão silencioso poucos dias atrás. Peter deu um passo atrás, porque a fumaça estava indo diretamente em sua cara, e isso faria com que seu casaco Burberry ficasse cheirando a fumaça. "Não estrague seus sapatos caros, sente-se." disse Mark, dando um tapinha no lugar ao lado dele. "Eu prefiro ficar de pé." Peter respondeu. "Sua fumaça é completamente desnecessária." Mark ignorou o comentário, olhando a sacola de compras na mão de Peter. Será que ele estava pensando em roubá-la? Peter esperava que não, porque Mark está certo, ele realmente não poderia se defender. "Você foi fazer compras na Forever 21?" "Sim, e daí?" "Claro que você iria fazer compras lá." "Bem, pelo menos eu não roubo as roupas que possuo. Além de que eu as troco diariamente." Mark franziu o cenho. "Quem disse que eu não me troco diariamente? Eu cheiro m*l ou algo assim?" Peter se inclinou para frente, para que ele pudesse sentir o cheiro de Mark e, para sua surpresa, ele realmente cheirava bem. Muito bem. "Então eu acertei a parte do roubo." "Como você descobriu?" Mark perguntou, irritado. "Você nunca poderia pagar um Dolce." Mark revirou os olhos. "Você vai chamar a polícia?". "Eu tenho coisas mais importantes para fazer do que gastar o meu tempo ligando para a polícia e falar sobre pessoas como você." "Claro!! Coisas como fazer lição de casa e beijar sua namorada na bochecha?" zombou. "Não coloque ela no meio disso." "Você sabe o que é um orgasmo?" Os olhos de Mark perfuraram os de Peter. O garoto sentiu suas bochechas esquentarem. "Você vai para o inferno." Foi a única coisa que Peter conseguiu dizer. "Eu não acho que eles vão me aceitar lá." Mark respondeu, rindo sarcasticamente, antes de mudar de assunto. "Então, o que você comprou?" Por que Mark se importa? "Não se preocupe, eu não estou pensando em roubar suas roupas de menino rico." Peter revirou os olhos, mas entregou-lhe a sacola. "Mas estas roupas são normais. Você está pensando em doá-las para sua igreja?" "Não, elas são para amanhã." "O que tem amanhã?" "Eu vou... Eu tenho uma festa." "A festa do Connor?" Mark perguntou. "Sim" "Você vai?" Ele deveria saber que Mark estava indo também. "Para matar a sua curiosidade, eu vou." "Você vai levar alguma coisa?" "Eu devo?" Mark concordou. "Álcool. Você tem o dinheiro para isso." "Eles não vendem para menores." "Você não tem dezoito anos?" "Não, eu tenho dezessete. Eu vou fazer dezoito em outubro." Por que Peter diria isso a ele? "Oh." "Você tem dezoito anos?" "Dezenove, na verdade." "E você está no último ano ainda?" "Eu falhei economia no ano passado e não me incomodei em frequentar a recuperação." Peter assentiu. Ele nunca tinha conhecido alguém que repetiu de ano, especialmente por causa de economia, uma vez que era sua matéria favorita. "E o que seus pais dizem?" "Minha mãe não se importa." Peter queria tanto perguntar sobre o pai dele, mas outra coisa escapou de sua boca em vez disso. "Você tem uma casa?" Mark olhou para ele como se ele tivesse três cabeças, e então começou a rir. "Eu tenho, eu não sou tão pobre. Eu simplesmente não tenho dinheiro para relógios rolex e champagnes que custam dois milhões de wons, só isso." "Então como é que você tem dinheiro para comprar drogas?" "James e Connor me dão." "James, seu... Namorado?" Mark bufou e balançou a cabeça. "Deus, não. Nós apenas transamos, às vezes." Peter sentiu suas bochechas queimarem novamente, enquanto flashbacks do que aconteceu no armário vieram à sua mente. "Oh, eu sinto muito. Ofendi você? É ilegal para você falar sobre paus e bundas?" E agora sim Mark estava zombando dele. "Não é- não é ilegal. Apenas... Nojento." "Não fale até que tenha experimentado." "Eu não planejo tentar." "Porque você gosta de boceta." A boca de Mark era obscena, suja. Peter nunca tinha ouvido alguém falar assim antes. "Eu-eu vou casar com a Karina e só depois vamos ter relações sexuais." "Você é real?" Mark gargalhou. Peter já tinha aguentado o suficiente. "Adeus, Mark." "Espere, você nunca me falou seu nome. É algo parecido com Paulo? Ou Patric? Pedro. "Peter Lee." "Peter." Mark repetiu e Peter engoliu seco quando ouviu seu nome na voz de Mark. "Que elegante." "Mas não vá me stalkear no Facebook." Peter disse a ele. "Oh, eu não uso Facebook." "Por quê? Você não pode pagar um computador?" Mark bufou. "Isso. E também porque está cheio de pessoas desesperadas por likes de outras pessoas que nem sequer conversam na vida real." "Isso é mentira." Mark se levantou, jogou o cigarro no chão e pisou em cima. Por um momento, Peter pensou que ele ia ser atacado ou perfurado. "Amor, enquanto você está recebendo likes, eu estou aqui recebendo pênis e vulvas." E com isso, ele se afastou. Peter o observou indo embora. A maneira como ele caminhou lentamente, ombros curvados e as mãos nos bolsos. Tudo o que ele conseguia pensar era no quão irritante Mark conseguia ser, e como ele sentia muito por isso.
Free reading for new users
Scan code to download app
Facebookexpand_more
  • author-avatar
    Writer
  • chap_listContents
  • likeADD