Capítulo 2.2

1899 Words
Quando chegou em casa, Peter enviou à Giselle uma foto das roupas que ele havia comprado estendidas em sua cama. Ela enviou um emoji de um polegar para cima como resposta, e Peter perguntou-lhe se ela poderia vir para sua casa logo após à escola. Peter falou com a sua mãe, dizendo que eles estavam indo para uma festa do pijama na casa de Karina e que Giselle estava vindo mais cedo para sua casa porque o motorista dela estava doente. "Então, eu disse à ela que íamos para a casa da Karina juntos, porque seu motorista está doente." Peter disse à Giselle no dia seguinte, enquanto eles caminhavam até à porta. "Doente?" Ela riu. "Não foi possível encontrar uma desculpa melhor?" Peter revirou os olhos e abriu as portas duplas de sua casa, antes de anunciar a quem estivesse em casa que ele e Giselle haviam chegado e eles não estavam com fome. Eles caminharam até o quarto de Peter e Giselle se jogou em sua cama, sem se preocupar em tirar o uniforme. Peter normalmente faria um comentário m*****o sobre isso, mas ele estava muito nervoso sobre a festa de hoje à noite. Ele queria desistir de última hora, mas ele havia prometido à Giselle. E ele sabia que se não comparecesse, Mark iria pensar que era por causa dele e Peter não estava disposto a dar este tipo de satisfação a ele. O telefone de Giselle tocou em sua bolsa e ela se levantou da cama para buscá-lo. "James me mandou uma mensagem para me dizer que não precisamos levar álcool. Eles cuidarão disso." "Mas eles tem dinheiro pra isso?" "Você não tem idéia." Ela disse e sentou-se em sua cadeira, enquanto Peter olhou-se no espelho, desatando o nó de sua gravata. "Eles não são realmente pobres, você sabe. Eles simplesmente não gastam dinheiro em coisas inúteis e supérfluas como nós fazemos. Eles gastam em outras coisas." "Drogas e álcool." "Exatamente." Ela sorriu. "Se você me perguntasse, eu acho que eles estão fazendo um melhor trabalho em gastar dinheiro do que nós." Peter não contrariou ela, porque ele não se importava. Peter sabia que estava sempre certo, e não queria iniciar uma discussão. "Mark é gay?" Ele encontrou-se perguntando à ela. "Sim, por quê? Você está interessado?" Ela perguntou, sorrindo, e ele corou. "NÃO! Eu nunca faria isso! É... não." Ele gostou do fato de que Giselle respondeu tranquilamente à pergunta dele, além de ter mostrado que ela não se importava com o que alguém estava fazendo, desde que estivessem felizes. Mesmo ela dormindo com uma pessoa de classe média antes do casamento, ela estava sendo muito legal e Peter gostava dela. "Então, quando você começou a dormir com o Connor?" Ele perguntou, enquanto tirava as calças e ficava apenas em sua cueca da Calvin Klein. Giselle nem sequer piscou um olho para o fato de que ele estava quase nu na frente dela. "Nós nos encontramos no último verão. Estamos juntos, então não é nada casual. Estivemos juntos por um ano." "Uau. Eu não, uh- Eu não sabia." "Eu o amo, só para você saber." "Ele parece... Legal. Eu não o conheço." "Você vai conhecê-lo hoje à noite. Nós somos praticamente iguais." "Bem, se ele é como você, então eu provavelmente vou gostar dele." Ela sorriu e voltou para o seu celular. Peter nunca mandou uma mensagem para alguém além de Karina, Tony e Giselle. Talvez tenha mandado para seus pais, ocasionalmente, quando ele precisava de alguma coisa, ou vice-versa. Falando de mensagens de texto, o celular tocou em cima da mesa e Giselle olhou para ele, passando o celular e falando que Tony estava ligando. "Oi, cara." "E aí, Peter. O que você vai fazer hoje?" Ele poderia confiar em Tony sobre isso? Será que ele diria à Karina? Karina diria aos seus pais, com toda a certeza. Ele decidiu confiar em Tony, porque ele era seu único bom amigo do sexo masculino. "Na verdade, estamos indo para uma festa hoje à noite." "Quem?" "Giselle e eu." "Posso ir também?" "Se você quiser, claro! Mas não conte à Karina." "Jamais! Meus pais estão fora esta noite de qualquer maneira, então eles não vão se importar. Onde vai ser a festa?" "Na casa do Connor. Huh, o namorado da Giselle." "Oh. Qual o endereço?" "Eu vou te enviar por mensagem. Vestimenta casual." "Ok." "Vejo você às oito." "Até." "Você se importa de eu ter o convidado?" Peter perguntou à Giselle assim que desligou. "Não. Eu gosto dele, ele é bacana." Giselle mandou uma mensagem a Tony com o endereço, antes de revezarem o chuveiro para começarem a se arrumar para a festa. Peter estava vestindo as roupas que ele comprou no dia anterior, e as calças jeans agarravam sua b***a, tornando-a ainda maior do que era. Ele odiava isso, mas não tinha uma opção melhor. Giselle estava vestida com uma blusa branca, uma jaqueta de couro e um jeans. Ambos foram de converse, Peter com um preto e Giselle com um branco. Trinta minutos antes da festa começar, eles ainda estavam em frente ao espelho gigante de Peter, arrumando seus cabelos. Se ele pensasse sobre isso, Peter realmente não teria que se arrumar tanto pois não precisa impressionar ninguém, ainda mais porque Karina não estava indo. Mas ele ainda sentia que tinha que parecer apresentável, melhor do que todos que estivessem lá. Ele também estava se sentindo um pouco culpado por não se sentir nem um pouco culpado por não ter dito nada à Karina, mas superou isso rapidamente. "Nós vamos nos atrasar!" Peter disse, assim que olhou para o relógio. "Relaxa, todo mundo chega pelo menos 30 minutos mais tarde." "Mas então por que dizem oito, se todo mundo vem às oito e meia?" "Chama-se estar elegantemente atrasado. Você deve saber sobre isso." Ambos pegaram suas sacolas, com uma troca de roupa dentro delas, e Peter avisou que iria dormir na casa de Giselle após a festa. Mas então ele se lembrou que Giselle havia dito aos seus pais que iria passar a noite na Karina. E Karina não sabia nada sobre isso. Talvez eles pudessem i para a casa do Tony, já que seus pais estavam fora, de qualquer maneira. "Onde é que vamos passar a noite?" Peter perguntou. "Na casa do Connor." Ela respondeu e Peter começou a entrar em pânico. "Sério?" "Sim, onde mais?" "Será que ele ainda tem um quarto para mim?" "Todo mundo vai acabar dormindo la, Peter." Ela sorriu. "Mas... Ele não tem uma casa grande." "Você vai encontrar um lugar para dormir, fica tranquilo!" "O que você está fazendo?" Ele perguntou quando ela parou em um ponto de ônibus. "Nós estamos tomando o ônibus. A casa do Connor fica há três estações daqui." "O ônibus? Ônibus público?" "Sim." A morena riu. "Mas eu não posso, eu esqueci o meu desinfetante! Oh meu deus, eu não estou pronto." "Você vai ficar bem." "Eu não vou sentar. Só Deus sabe quantos germes estão nesse veículo." "Eu viajei de ônibus umas três vezes já, não é tão assustador quanto você pensa." Ela comprou dois bilhetes e entrou no primeiro ônibus que veio. Peter manteve sua mochila entre seus braços todo o percurso, certificando-se de que ele não estava tocando em nada nem ninguém. Ele sentiu como se estivesse prestes a ter um colapso nervoso quando o ônibus deu uma freada brusca e ele esbarrou no homem suado ao lado dele. "Nunca mais." Ele resmungou quando desceu do ônibus. Giselle riu e virou-se à esquerda, descendo uma longa rua antes de virar à direita. Estava ficando escuro e Peter podia ouvir uma música fraca vindo de uma das casas no final da rua. O lugar era bem pequeno, em comparação com a casa de Peter. Giselle tinha razão ao falar que as pessoas costumavam chegar atrasadas, porque ele podia ver algumas delas chegando com bebidas na mão. "Eu pensei que nós não deveríamos trazer nada." "Nós não, mas eles só trouxeram para que possamos ter mais." "Eu acho que ninguém realmente bebe champanhe aqui." Ele disse, balançando a cabeça em direção às seis caixas de soju e às longas garrafas de tequila. Eles se encontraram com Tony bem perto da porta. Ele estava vestindo uma camisa azul escuro, semelhante à de Peter, jeans preto e converse. "Não mesmo." Ela riu antes de irem até à entrada e abrir a porta, o que fez a música ficar muito mais alta e o cheiro de álcool ficar ainda mais concentrado. [...] Mark havia chego à casa de Connor cinco minutos depois de oito horas. Era uma tradição deles, que chegavam mais cedo às festas para que pudessem fazer duas rodadas de shot de vodka e para conferir cada pessoa que entrasse pela porta, afim de escolher quem iria ficar com quem. Se não encontrassem alguém atraente, James iria encontrar Mark ou o contrário e eles fariam a sua própria diversão. Sendo honesto, ele estava animado para ver como as coisas iriam rolar hoje, principalmente porque Peter estaria lá e ele gostava de vê-lo completamente perdido e inexperiente. Era algo que realmente o excitava, mas assim que o menino mais novo abria a sua boca, seu m****o murchava. Peter era esnobe e teimoso, e Mark odiava isso com uma certa paixão. Mesmo assim ele ainda gostava de provocá-lo, fazendo-o desconfortável e vendo-o se contorcer de raiva. Vinte minutos depois, as pessoas estavam começando a encher a casa, e Mark estava entre Connor e James, escorado contra a parede na sala de estar, com uma vista perfeita do batente da porta. Ele olhou para uma menina vestida com uma mini-saia apertada e um top ainda mais apertado, com saltos altos e p****s grandes. Ela piscou para ele e ele sorriu, acenando com a cabeça. Ele definitivamente não se esqueceria de ir até ela mais tarde. "Viu alguém que você gosta, Mark?" James brincou. Mark estava prestes a dar de ombros e mandá-lo se f***r, mas ele estava muito mais preocupado com o fato de que Giselle havia entrado no cômodo com Peter e um outro cara, que era provavelmente amigo deles ㅡ ele o tinha visto na festa da Giselle, há uma semana. Ele sorriu para si mesmo quando não viu a namorada de Peter em seu pequeno grupo. Peter e Tony estavam sem jeito, posicionados há alguns passos atrás de Giselle, que se inclinou para beijar Connor. "Trouxemos uma troca de roupa, nós vamos deixar no seu quarto, tudo bem?" Connor assentiu e Mark mordeu o lábio enquanto observava Peter virar e segui-la para fora da sala, juntamente com seu outro amigo que parecia tão inocente quanto ele, mas menos pretensioso. Sua b***a estava absolutamente obscena naquelas calças skinny escuras, praticamente implorando para que fossem apertadas. Mark sorriu para o pensamento de f***r Peter contra a parede, ouvindo aqueles gemidos agudos sair de sua linda boca. "Viu alguém que gostou?" Mark perguntou a James, que também estava assistindo o grupo que caminhava em direção às escadas. "Yeah. Vou chupar esse cara de jeans preto hoje à noite." respondeu James, referindo-se ao amigo de Peter. "E você?" Ele observou as costas de Peter até que ele desapareceu pelas escadas, com suas coxas grossas, que ele adoraria morder, e essa barriguinha marcando presença contra a camisa apertada, que ele teria o maior prazer de gozar em cima. "Com certeza." Ele respondeu, antes de virarem outro shot.
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