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A razão é você

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Blurb

Mirela, desde que nasceu é rejeitada e maltratada pela própria mãe, ela é uma garota tímida sendo diferente de outras garotas da sua idade. É apaixonada pelas estrelas, animais e contos de terror. Na universidade, sofre com os olhares maldosos dos colegas e de outros estudantes que sentem necessidade em humilhar e inferiorizar.

Jake, típico cara popular da universidade que chama a atenção, cursa Odontologia, é insuportável, não sabe os limites de suas "brincadeiras" e ama infernizar a vida da Mirela.

Duas vidas completamente diferentes. Será que o destino é capaz de realmente unir aqueles que precisam de uma razão?

Não copie, crie!

Plágio é crime federal previsto na lei 9.610/98

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Molho de carne
Foram exatos 10 segundos. Do momento em que caí estatelada no chão ao momento em que vi o sorriso de deboche de Jake Willians. Fiquei paralisada até a hora em que finalmente tirei o molho de carne do rosto e corri. Corri como se fosse o pior dia da minha vida. E sabe o que é pior? Isso não era algo raro. - Ops! foi m*l aí. - Pude ouvir Jake dizendo a uma certa distância. - Mirela, me espera! - gritou minha melhor amiga, Tessa mas ela era mais conhecida como Tess. Não importava o que acontecesse, ela sempre estava lá. Entrei desesperada no banheiro, suspirei antes de ver o rosto assustado da Tess ao meu lado. - Eu.. eu te ajudo. - ela tirou o casaco largo xadrez preto e vermelho que estava amarrado na cintura e me entregou, enquanto tirávamos o maldito resto do molho do meu rosto e cabelo. Jake fez de propósito, estava saindo da fila e indo em direção a minha mesa, quando ele simplesmente deixou cair bandeja em mim. E sabe como ele conseguiu essa proeza? Jake era muito mais alto que eu, apenas fingiu que tropeçou em algo e trombou comigo "acidentalmente" me deixando com o rosto e cabelo com molho. Estava brava, com muita raiva, mas o que sentia mais ainda era a tristeza. Tristeza de ter que apenas aguentar e não falar nada. Porque eu simplesmente travava nessas horas. Todas aquelas pessoas me olhando como se eu fosse um tipo de ET, ou de um ser estranho que não fosse desse planeta. Vi todas as pessoas que riam da cena, e algumas até gargalhavam que era o caso de Tifany, a garota mais "rodada" entre os caras da universidade. E que também não era a simpatia em pessoa. - Obrigada, Tess. - disse enquanto me dirigia para trocar minha blusa que ainda cheirava a molho. - Ele é um babaca, imbecíl. Mi você quer que eu volte lá? Porque sério, estou lutando contra a minha vontade de quebrar a cara daquele retardado e ...- Tess estava com muita raiva andando de um lado para o outro quando saí e a interrompi. - Não, não vai arrumar confusão com aquele aquele s*******o por minha causa. - ajeitei o meu coque e bufei na frente do espelho. - Estou indo pra casa, não dá pra ficar aqui com esse cheiro. - Eu vou com você. - disse ela ao meu lado enquanto saíamos do banheiro, senti o olhar de todos os alunos no corredor, queria correr, me enfiar em algum lugar invisível. - Tess, por favor! não precisa, você tem que ficar, tem aulas ainda e quem vai me passar as aulas depois hein? E se me acompanhar eu vou ficar muito chateada com você. - ela parou ao meu lado e cruzou os braços, desfazendo logo depois e me deu um abraço. - Então me ligue quando chegar em casa. Eu me preocupo com você Mirela. - ela me deixou ir e acenei pra trás. Belo dia, para começar ... minha mãe decidiu que não deveria mais parar em casa. Meu pai havia morrido e não me lembro muito dele, quase todos os dias na universidade era uma humilhação diferente. Ás vezes pensava em desistir, mas como desistir? Como eu poderia ir embora daquela casa? Como poderia ter as minhas próprias coisas? E ter a minha liberdade? Fora de cogitação. Minha mãe me acharia e me faria voltar com certeza ou ela simplesmente apenas gostasse da ideia que eu fosse morar na rua. Não duvidava de algo assim. Quando cheguei em casa, minha mãe havia deixado várias louças sujas, joguei a mochila no sofá e fui lavar. Depois subi correndo para o meu quarto pois precisava de um bom banho. Se dependesse dela a casa seria um grande chiqueiro. Ela não se importava, era difícil de entender alguém que ficava horas numa loja comprando roupas mas no fundo não cuidava do próprio lar. Não fazia sentido. Nem madame ela era. Esperei anoitecer e peguei a luneta antiga que o meu pai tinha deixado pra mim, para assistir as estrelas da janela do meu quarto. Eu me distraía vendo elas, era a forma de me conectar com o mundo, muitas pessoas de várias partes do mundo poderia ver também. E o mais impactante, é que eu sentia que poderia me conectar com o meu pai. Quando recebi uma mensagem da Tess, com certeza era porque eu não havia ligado pra ela como prometido e me deitei na cama. Tess "Oiii amiga, você está melhor? amanhã se prepare pois vamos ter que fazer um trabalho em dupla, tomara que a minha parceira seja você, eu vou até fazer uma oração e olha que eu nem rezo... nem sou religiosa :)" Mirela "Estou sim, também espero ansiosamente que seja você, sabe que eu não ... as pessoas me acham estranha" Tess "São idiotas, se o Jake tivesse o tanto de gentileza quanto tem de beleza seria maravilhoso" Mirela " Eu só espero não ver a cara dele amanhã" Tess " É obvio que eu o acho um gato, eu e a p***a da universidade toda, ele é gostoso, lindo ... com aquele corpo divino...mas ele é tão babaca que nem vale a pena ficar com água na boca" Mirela "Ai Tess sua maluquinha, esquece ele" Tess "Mi tenho que ir, vou naquela festa na casa do John, e sabe você deveria vir comigo..." Mirela "Nem vem, não posso e além do mais não estou muito afim depois do que aconteceu. Até, Tess." Tess "Poxa.. você sempre diz não Mirela! vamos.. isso vai ajudar você a socializar..." Mirela "As pessoas não querem socializar comigo, isso é bem óbvio. Também não espero que alguém daquela universidade seja receptivo. Se divirta amiga". Não esperei a resposta e apenas joguei o celular do lado da cômoda, pensei em tudo que estava acontecendo. Queria apenas pensar que um dia eu estivesse vivendo a vida que queria, pensei em como seria a sensação e dormi com a ideia de que eu era feliz.

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