O corredor iluminado pelas lâmpadas fluorescentes refletia um brilho frio nas paredes brancas, mas mesmo com toda aquela sensação de normalidade, Lívia não conseguia se desprender da sensação de alerta constante. Cada som parecia amplificado, cada passo ecoava mais alto do que deveria, e o sussurro distante da colina ainda reverberava na sua mente, como um lembrete silencioso de que nada estava realmente seguro. Ela se sentou numa cadeira ao lado da maca onde Eduardo repousava, observando cada detalhe: a respiração irregular, os olhos fechados, os dedos ligeiramente contraídos. Por mais que o ambiente fosse seguro, o peso do que haviam vivenciado na colina ainda pairava sobre todos eles. Daniel estava ao seu lado, encostado na parede, olhando discretamente para a porta do corredor, como s

