O carro finalmente entrou na rua principal da cidade, e o contraste entre o mundo lá de cima, na colina, e a vida aparentemente normal ao redor deles era quase doloroso. As luzes dos postes iluminavam a estrada, e a presença de pessoas e carros dava uma sensação reconfortante, ainda que frágil. Lívia olhou ao redor, tentando absorver cada detalhe: lojas com vitrines iluminadas, uma cafeteria com clientes rindo, crianças correndo pela calçada. Tudo parecia um mundo distante daquele horror que haviam deixado para trás. — Estamos de volta — disse Daniel, a voz carregada de tensão, mas tentando soar firme. — Por enquanto, isso é o que importa. Lívia assentiu, mas seus olhos continuavam voltados para Eduardo no banco de trás. Ele permanecia imóvel, como se estivesse dormindo profundamente, ma

