158 - Beni

1222 Words

Beni Narrando Carälho, escutar a voz da Lucinda no rádio dizendo que tinha sido atacada me bateu errado demais. Medo da pörra, daquele que atravessa o peito e aperta o coração. A culpa veio junto, pesada. Eu não tava com ela. Confiei em deixar a minha mulher com um vapor e isso me corroeu por dentro. Vacilo meu. Nunca mais. Quando cheguei e vi os braços dela todos arranhados, a pele marcada, senti um nó na garganta. Queria ter tomado aquilo no lugar dela. Eu tava me sentindo culpado pra carälho, mas ela? Tranquila. Postura intacta, coluna ereta, olhar firme. Como se dissesse sem palavras que tava tudo sob controle. Lucinda é föda. Minha deusa mexicana. Depois que a mata foi limpa e a correria acalmou, veio a segunda bomba da noite: pegaram a Naila. Ela achou mesmo que a gente não sabia

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