Beni Narrando Mandei soltar o Coiote. Simples assim. O vapor cortou as amarras dele e o desgraçado ficou de pé, mancando, mas com aquele sorriso torto na cara. O filho da püta ainda teve a audácia de me encarar como se tivesse ganhado alguma coisa. Olhou pra mim e sorriu. Debochado. Eu sorri de volta. Mas o meu sorriso não era de alívio, nem de nervoso. Era de promessa. Daquelas que não falham nunca. Mostrei pra ele o quanto eu tava feliz. Feliz porque ele tava vivo, ainda. Feliz porque eu ia acabar com a raça dele do jeito certo. — Tá sorrindo do quê, Carälho? — ele provocou, abrindo os braços. Ele tentou vir pra cima de mim. Tentou. Dois passos tortos, achando que ainda tinha alguma chance. Eu fui mais rápido. Sempre sou. Puxei a minha pistola, e dei só um. Um tiro seco no joelho

