Desta vez não olhamos um para o outro. Borzov simplesmente sai, batendo a porta atrás de si, e eu fico sozinha. Ainda estou lá, respirando alto, quando alguns minutos depois ele abre a garagem e sai de casa. E só então, caminhando em direção à cama, afundo-me nela, cansada. Há uma verdadeira confusão por toda parte. A cama está desarrumada, as coisas estão espalhadas pelo quarto, há fragmentos de um vaso e uma luminária quebrada no chão... Agarro-me ao lençol, subo na cama com as pernas e deito para baixo do meu lado. Olho à minha frente parte da parede e da janela, sem pensar em nada e sem sentir nada. Único vazio no qual posso finalmente respirar com calma. Não tenho forças, os meus olhos se fecham e adormeço. Sem sonhos e fases. Isso acontece quando não há mais perguntas. E quando acor

