ANTHONY

2281 Words
┈❥ː◈ː❥┈ Tentei me acalmar no carro e não dei uma palavra. Estou chocada mais luto contra raiva de Olivia por ela não ter me contato. Tipo ela é quem está doente tento entender o lado dela, o que fiquei chateada foi ela ter escondido isto. Saímos odo carro e andamos até o escritório em passos rápidos. — O que vai querer para o almoço? — Ela sibila sentando em sua cadeira. Eu fico sem acreditar. — Sério que tá falando no que vamos almoçar quando acabo saber que está com câncer? — Cruzo meus braços e puxo a cadeira em frente a mesa dela. Sento e a encaro, ela eleva um canto da boca e brinca com a caneta na mesa. — Está bem! O que quer que eu diga? — Ela respirou fundo com as palmas das mãos sobre a mesa. — Eu descobri faz uns meses... No começo neguei, neguei para mim mesma a possibilidade da morte tão perto. Logo eu, uma pessoa cheia de vida. Depois da negação eu fui atrás dos médicos, e me desesperei, depois do desespero, veio a aceitação. Eu só tenho alguns meses de acordo com o médico. Não vou fazer tratamento, não sabe como é triste aquela salas de quimo! Ela rir o que me deixa espantada. Meu coração se partir. Vejo ela pegar o maço de cigarro em cima da mesa, e tiro de suas mãos com meus olhos molhados de lágrimas. — Não! n******e ser, não Olivia. Não vou te deixar se m***r ainda mais fumado esses cigarros, você vai fazer o tratamento por que eu vou com você. — Me levanto de forma firme, passando a mão no blazer azul que uso. Ela sorrir e percebo que está segurando as lágrimas. — Sabe, a Bruna foi a primeira pessoa a qual contei. Ela não disse nada além do '' Você sempre fumou tanto, o que esperava? , quem sabe na próxima encarnação você aprenda a ser uma mãe melhor, se cuida'' Eu não a julgo, mas ela é a única família que tenho, implorei para ela vir para cá, mas ela negou. Disse que está ocupada com novos projetos. Coço minha nuca, no passado Olívia deixou Bruna sua filha para ser cuidado pelos avós, e veio para os Estados Unidos. Olivia voltou para buscar a filha e sempre deu de tudo do bom e do melhor, o que não era mais que sua obrigação!. Porém, Bruna tem ódio da mãe desde de então, nunca se deram bem. Minha amiga mudou muito, e hoje sei que esse afastamento de sua filha dói muito nela. Olívia sempre diz que sente muito, porém não nasceu para ser mãe segundo ela. — Eu sinto muito, sei que não é isso que queria ouvir. — Pego em sua mão sobre a mesa. Ela juntou as sobrancelhas e abriu um sorriso largo. — Você sempre me apoia. Nunca passa a mão na minha cabeça. E por isso que vou deixar tudo para você. Estava tentando fazer uma surpresa, mas você estragou tudo! Abro a boca e fico estática em sua frente, volto a sentar. Socorro, preciso de ar! — Olívia está louca? Eu nem quero falar sobre isso.— Sinto minha pernas tremerem. — E nem precisamos, já está em meu testamento. Inclusive, sei que você é a única que tocaria essa agencia como ninguém, até melhor que eu. Aceite minha amiga. — E-e sua filha? Não, eu não posso aceitar. — Digo nervosa, balançando a cabeça. — E outra você vai viver muito tempo ainda, não vamos falar de sua morte, por favor! Ela põe o cabelo para trás. — Ora, Abigail já está feita. É uma das maiores arquitetas de New York. E Justamente, por isso que estou dizendo. Quero viver! E ficar enfornada aqui não é o ideal para se fazer antes de morrer. Por isso, já que já sabe sobre minha doença quero que você assuma desde já. Sério, preciso de ar! Está mulher está louca, Olívia é muito excêntrica mas dessa vez ela se superou. — Eu não sei o que dizer! Estou com medo. Não posso administrar tudo isso. Sei que já faço isso, modéstia parte eu que tomo as decisões na empresa e Olivia só assinar e dá o aval. Porém, gosto da opinião dela, afinal a empresa é dela. Seria um desafio e tanto. Respiro fundo e coço meu cabelo, minhas mãos passam pelo pescoço. — Então, o que me diz? Aceita ficar a frente dessa empresa.— Ela levanta uma sobrancelha. — Aceito! Mas com uma condição, você vai se tratar Olívia Paxton! E eu irei com você todos os dias, irá para de fumar. — Amaço com toda força que tenho o março de cigarro em minhas mãos. E jogo no lixo. — Irá se alimentar corretamente. Ela revira os olhos. — Ok! Feito. Ela estende as mãos para mim, eu estendo de volta selamos o acordo. — Já que está tão preocupada com minha saúde, deveria vir morar comigo! A casa vai ser sua mesmo, é bom se habituar. — Eu não o que dizer, dar sua herança para mim? Não sei como agradecer. Eu sei que Olivia não vai aceitar um não. Embora, eu ache loucura, foi totalmente inesperado, estou com medo do que tudo isso me reserva. Do dia para noite ela me joga isso no colo, é muita responsabilidade. Oh Deus, me ajude! — Não precisa me chamar para morar com você! Afinal não tem só eu, tem a Cristina e o Nicolas. Ela sorrir largo e se levanta dando passos até mim, se encostou na mesa para em minha frente. — Vamos aceite! Adoraria ter a fofura do Nicolas morando comigo, e a Cristina nem preciso falar né? Eu a amo. Eu rio, de fato Cristina e Olívia se dão muito bem. Ela adora ela. — Ok, vou pensar! Ela me abraça e saímos para almoçar com o pessoal. Sinto que minha vida está para mudar, mais tenho medo do quanto! Uma semana depois: Não sei mas acho que estou louca a ponto de aceitar concelhos amorosos da minha irmã? Usei o tinder! Ok, eu sei que é perigoso, e não tem nada haver comigo. Mas, ela insistiu tanto e sinto falta de paquerar.. Essa semana fiquei feliz por Olívia ela está respondendo aos tratamentos, mas se deu uns dias na Turquia disse que queria muito ver os balões e todo as paisagens daquele pais, confesso é lindo. Bom, sei só por fotos. Precisei ficar e cuidar de algumas, alguns contratos.  Ela ainda me pressiona para morar com ela, mas não sei. Aquela casa enorme, me sentiria meio m*l não sei.   Mas, aqui estou eu usando um vestido justo rosa bebê, decotado. Em frente ao restaurante marcado esperando um cara chamado ''Brad'' Não sei por que odiei esse nome. Rio comigo mesma. Ele também é pai solteiro, e pareceu engraçado, trocamos algumas mensagens mas não sou de mensagens logo marcamos para nos encontrarmos e aqui estou. — Senhorita Jones? — Uma voz conhecida me desperta. Meu Deus! É o médico da Olívia. Ele está de terno de cor azul marfim o que realça seus olhos azuis claros. Está sem os óculos que costumo vê-lo e sem o ar sério do hospital. Alguém me abana!   Arregalo meus olhos. — Doutor? O que faz aqui? — Pergunto.  Ele sorrir para mim e me olha fixamente. — Vim para o jantar de aniversario de uma amiga. Também conhece esse restaurante? — Claro, é o melhor de New York.  Ele franzi a testa. — Depois do Gregóris. — Disse com um sorriso largo. — Já foi? É um restaurante incrível. Que coisa linda é o sorriso dele. Poderia olha-lo por horas.  Seu olhar encontra o meu e sinto um ligeiro tremor. Esse homem me deixa nervosa, e ele está mesmo puxando assunto comigo? Ok, Valentina responda o moreno. — Não, mas nada supera esse. — Junto meus lábios. Ele rir e passa a mãos esquerda em seu cabelos.  — A você está enga... Antes que ele possa terminar a frase um homem se aproxima de nós. — Olá. Valentina Jones?  — Ele sorrir. Seus braços permaneceram pendurados ao longo do corpo.  — Fernando Alencar?  Logo olho para ele e ele assente com a cabeça. É o homem do tinder. Meu deus! Não é nada do que estava na foto, até os olhos verdes sumiram. Lentes certeza! Ok, eu não estava olhando beleza, mas isso séria uma mentira certo? Me sinto i****a, vamos Valentina se der uma chance de se conhecer, ele não é nada como na foto mas tudo bem! Ele ainda pode ser um cara legal. — Bom, boa a noite Valentina! Foi bom lhe ver, mande um abraço para Olívia. — Doutor Leandro diz olhando em meus olhos. Respondo de volta e logo entramos no restaurante. Passo pela porta giratória do restaurante e dou de cara com ar-condicionado frio. É primavera, mas não precisam exagerar! Olho a mesa onde Doutor Leandro se encontra. Junto meus lábios, vou tentar aproveitar a noite. — Você é muito mais linda pessoalmente. Estou surpreendido!  Também estou surpreendida mas não sei se é da mesma maneira, penso comigo mesma. Ok, foco.  Sorriu e vejo o garçom se aproximar e pedimos a comida. Logo, começar a conversar. Horas depois:  Certo! Pior encontro do mundo, odiei o fato dele ter dito que gostou de eu não está usando muita maquiagem por que segundo ele mulheres que usam muita maquiagem não são confiáveis. Ele fez uma piada completamente machista e comeu com a boca aberta e isso me irrita m*l, me deixava falar e não me pareceu tão engraçado. Só falou dele e se gabou de suas viagens.  Saio do restaurante e me encolho dentro do meu sobretudo vermelho indo até o estacionamento. Nunca mais uso o tinder!  — Pensei que nunca iria sair daquele restaurante, boneca! Meu Deus! Só tem uma pessoa que me chama de boneca. Alguém que infernizou minha vida por tanto tempo, minhas pernas tremem de medo. — Anthony! — Meus lábios tremem ao dizer o seu nome. Estou em frente ao meu carro em um estacionamento com meia luz, e grande. Minha mão tremem. Me viro e dou de cara com a face do homem que tanto odeio. — Faz o que aqui? Por favor, vá embora.  Ela dá passos e para em minha frente sinto sua respiração quente sobre meu rosto, ele está tão perto que meu coração acelera de medo, e asco daquele homem. — Antes de nós conversamos, não vai me dá nem um beijinho? Ele segura meus braços e me encosta no carro. Coloco minha mão contra o seu peito o empurrando, mas ele é mais forte e tenta me beijar. Oh Céu não. Grito e me debato ele segura minha cintura firme.  — Me solta agora! Seu nojento! — Piso no pé dele, e ele franzi o rosto de dor. Ele não atende, e continua tentando me imobilizar. O que ele quer? Socorro! Deus por favor mande alguém. Fecho meus olhos e é quando sinto ele sair de cima de mim. Graça a Deus.  — Ela disse para você solta-la.  Abro meus olhos e me deparo com doutor Leandro segurando Anthony pelo colarinho, sua expressão furiosa o encara.  — Me solta, isso é entre mim e minha mulher.  Puxo o ar. — Não sou sua mulher, não sou nada sua! Por favor me deixe em paz. — Grito com v*****e de chorar, pensava que esse pesadelo tinha acabado. — Escute aqui não se trata ninguém assim, sai daqui seu verme.  Ele o soltou o jogando longe e ajeitou a gravata, seu olhar o fuzilava. — Isso não acabou aqui. — Anthony diz apontando o dedo indicador para mim, passou a mão no cabelo e saiu andando para longe no estacionamento. Eu desabo, não acredito que ele está de volta em New York. Sinto braços forte me abraçarem, era os de Leandro. — Por favor, me perdoe. Por ter feito você presenciar essa cena.  — Você não fez nada. — Ele me abraça mais forte colocando minha cabeça sobre seu peito. Sinto seu perfume, ele tem cheiro tão bom, amadeirado. Não sei por que mas notei isso. Eu abraço por que sinceramente, um abraço era tudo que precisava naquela hora.  — Precisa se acalma. Perdão pela pergunta mas, quem era ele? — Seu peito subiu e desceu com respirações rápidas — Nós namoramos no ensino médio. Mas não deu muito certo, reencontrei ele anos depois, ele se tornou um advogado. Ficamos juntos por um tempo, mas ele se mostrou um mostro. Era ciumento e me batia. Era um relacionamento muito abusivo. Então, um dia eu fui embora. Só que dessa r*****o temos um filho. Consegui uma medida restritiva e ele me odiou desde de então. Começo a senti lágrimas percorrendo meu rosto. São as lembranças. Malditas lembranças! Empurro meu cabelo para longe do rosto. — Ele estava morando na Espanha. Não acredito que ele voltou.  Saiu do abraço e limpo meu rosto. Me sinto envergonhada, mas os olhos dele me olham com ternura. — Sinto muito ter passado por isso senhorita Jones. Imagino o terror que não tenha sido, n******e ir para casa assim. Se quiser, eu dirijo?  — Não, não precisa. Não quero estragar sua noite. Ele me olha fixamente. — Por favor, eu insisto!  Eu não quero, mas honestamente ele está certo. Não tenho condições de dirigir. — Está bem. — Balanço a cabeça e lhe dou as chaves.  Entro no carro desejando que essa noite seja uma mentira, que Anthony não está de volta. Que não tenho que ter medo novamente.
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