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Amanda - o amor pode dar certo

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Amanda é uma jovem ingenua e imatura, que sempre foi protegida pela irmã Alice. Uma reviravolta na vida de sua irmã faz com que ela conheça uma importante família Árabe, entre os três irmãos está Ali, uma jovem bilionário que trabalha no ramo de construções com sua família. Uma admiração e amor surge a primeira vista mas ele está amarrado a promessas familiares fazendo com que o que poderia ser uma linda história de amor se torne um tormento para esses apaixonados.

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Uma chamada de telefone que mudaria nossas vidas
Eu acordo assustada com meu telefone tocando. Eu me pergunto quem poderá ser a essa hora. Eu olho no visor do telefone, um número desconhecido me chama, são quase meia noite. Fico imaginando quem poderia ser, eu penso em não atender, mas como o número é de Goiás, eu penso que poderia ser algo com meus pais. - Alô uma voz fria me dá a pior notícia que eu poderia ter - (em prantos e assustada) NÃO, NÃO PODE SER - Ok, eu estou indo para aí agora. Eu ando de um lado para outro dentro do apartamento sem saber o que fazer, as lágrimas rolam por meu rosto sem eu conseguir me controlar. Eu me pergunto como isso foi acontecer ela estava tão bem. Será que foi esse novo namorado? Não, não pode ser ela está de viagem marcada. Em um estalo de pensamentos eu me lembro de Carlos um amigo meio que crush da faculdade, ele vai me ajudar. Decido então ligar para ele. - (Carlos atende, com voz de sono) Amanda, o que foi? - Eu preciso ir até Goiânia, algo horrível aconteceu com minha irmã, preciso ir ate o hospital que ela está. você pode me levar? Eu separo algumas peças de roupa e junto todo trocado que encontro na casa. Por sorte não paguei o aluguel do apartamento e vou usar esse dinheiro para ir até minha irmã. Depois eu vejo como faço com o resto das coisas. Eu penso em ligar para meus pais, mas são quase uma hora da madrugada, decido então ver como realmente estão as coisas com Alice e só depois avisar eles sobre o que está acontecendo. A moça do hospital também não me deu muitos detalhes sobre o caso dela. Carlos chega em meu prédio rapidamente, eu desço com uma pequena mala e café, nós dois vamos precisar. São quase quatro horas de viagem e precisamos nos manter acordados. ********************************************** Oi meu nome é Amanda eu moro em uma cidade no estado de Minas-gerais um dos vinte e seis estados do Brasil, eu vim para esta cidade para estudar Odontologia. Meus pais moram em uma cidade do interior de Goiás em Bom Jesus e minha irmã mora em Goiânia. Eu na verdade havia desistido de cursar Odontologia, mas após ganhar meia bolsa de estudos minha irmã decidiu me ajudar com minhas despesas e com o curso, se não fosse por ela eu não sei o que seria de mim. Nossa vidas sempre foi complicada mas nossos pais nunca nos deixou passar fome, o dinheiro do trabalho de meus pais era sempre contado para as despesas mensais. Desde que minha irmã formou ela tem sido o apoio de nossa família. E esse é meu sonho, me formar e seu uma boa odontóloga para ajudar a minha irmã a dar a meus pais um futuro digno. Minha vida se resume em estudar, e na quinta-feira, sexta-feira, sábado e algumas quartas e domingo a noite trabalho em um barzinho da cidade para fazer um extra de dinheiro. Além de ganhar um dinheiro, bebo de graça no final da noite. Algumas pessoas tem muita sorte e elas nem mesmo dão valor a essas coisas. Eu sou uma pessoa muito reservada, mesmo estando na idade para grandes amores, nunca namorei e nunca amei alguém. E pensando mais a fundo nisso, eu acredito que isso nunca vai acontecer, eu jamais me permitiria passar pelas mesmas coisas que minha irmã vem passando. Se um dia eu amar alguém, nunca vou me declarar. Declarar o amor a outra pessoa nos torna fraco. Quer saber é isso, nunca vou me apaixonar, amar, terei um casamento de aparências e apenas sexo, sexo sem amor, assim vai dar mais certo. As luzes de uma grande cidade a nossa frente me tira de meus pensamentos, estamos entrando em Goiânia, durante toda a viagem eu e Carlos falamos pouco, mas minha cabeça não parava de pensar. Estacionamos na porta do hospital, quando dou por mim já estou na recepção da emergência. Eu preciso esperar, ela está em cirurgia e depois um médico vem falar comigo. Eu agora estou sozinha, Carlos me deixou e está voltando para Minas Gerais ele tem provas hoje, eu espero não atrapalhar o rendimento dele. A sala de espera está cada vez mais fria, minha mão está gelada, meu coração pulsa forte e minha cabeça lateja, essa espera está me matando. E meus pais, como vou contar para eles? Eu nem mesmo sei o que aconteceu direito, eu ando de um lado para outro na sala, e mesmo ela sendo considerável grande em seu tamanho ela ficou pequena e abafada de mais para mim. Eu estou parada em frente uma janela deixando o ar fresco entrar , quando a porta se abre e um médico e enfermeira vem em minha direção. Enquanto ele fala, muitas lágrimas escorrem por meu rosto, eu não tenho forças para ficar em pé e caio sentada em uma cadeira. O médico sai após me explicar tudo, uma enfermeira Joana está ao meu lado, ela é amiga da minha irmã, e mesmo ela estando acostumada a ver de tudo vejo seus olhos inchados e rasos de água. - quando posso vê-la? * vou te levar até o quarto que ela vai ficar, na hora certa vamos levar ela para lá - Ela está bem mesmo? * Sim, ela está fora de perigo, mas ainda requer muitos cuidados, o caso dela é delicado. Ela me acompanha até o quarto, o dia está quase amanhecendo. Eu acabo, cochichando no grande sofá do quarto. Um policial me chama na porta assim que os primeiros raios de sol aparecem, minha irmã ainda não está no quarto. Conversamos por um tempo, eu digo sobre minhas suspeitas, ele me passa seu número e pede que eu entre em contato quando Alice puder falar. Já passa das oito horas da manhã quando Alice chega ao quarto. Seus olhos estão fundos ao redor dele, grandes manchas negras , sinal de guaxinim, isso significa TCE. Ela está com apenas um lençol cobrindo seu corpo. O lençol é muito fino eu coloco uma outra coberta sobre ela, quero que ela se sinta confortável. Eu vejo que ha vários hematomas em seu corpo. Eu tento me segurar, mas lágrimas rolam pelo meu rosto é impossível ver tal cena e não chorar. Com medo que ela acorde eu vou até o banheiro para chorar tranquila. Eu fecho a porta e me sento no chão frio, eu não tenho forças para ficar em pé, eu abraço meus joelhos e choro compulsivamente. Eu tenho tanta raiva dentro de mim que eu gostaria de ter forças para matar aquele idiota, se não bastasse bater em minha irmã ele agora foi além e a violentou e a agrediu ao ponto dela estar aqui nesse hospital. Eu não sei quanto tempo estou trancada e sentada dentro do banheiro. Eu lavo meu rosto, respiro fundo e saio do banheiro. Um homem está em pé ao lado de sua cama, pela maneira que ele segura a mão de Alice e pela postura de derrota que suas costas está imagino que seja meu cunhado Rashid. Quando dou a volta pela cama percebo que ele estava chorando, eu paro do outro lado da cama, ele se assusta ao me ver. - Amanda? (Ele esforça para sorrir e ser simpático mas vejo dor em seu rosto) * Rashid, não é mesmo? Ele apenas acena com a cabeça e volta olhar para Alice. Ficamos ali em silêncio olhando para Alice. Ele não desgruda da cama dela em nenhum minuto. Eu o deixo ali com ela e vou até a casa dela, ela tem uma cachorrinha e preciso organizar as coisas por lá. A polícia esteve lá mais cedo, e agora a casa já foi liberada. É difícil entrar aqui na casa dela há vidros pelo chão, muito sangue, eu sigo uma trilha de sangue que se acumula ao redor de uma pilha de roupas e depois segue pro banheiro. Eu tento remontar mentalmente o que aconteceu ali. Rashid me disse que foi na sala, que ele e minha irmã estavam conversando aqui no quarto quando a comida dela chegou e ela foi atender a porta. Será que não foi o Paulo e sim um entregador tarado? Minha cabeça da tantas voltas, não consigo deixar de pensar em como tudo pode ter acontecido. Eu me foco em arrumar a casa, jogo tudo com sangue no lixo, retiro tudo que está sujo e lavo o apartamento com muito sabão e desinfetante. Eu ligo pra Rashid e ele me explica o porque das pilhas de roupa no chão, eu então ensaco tudo e levo para um abrigo. Eu cuido da cachorrinha da Alice, e vou pro hospital, meus pais já estão lá também. Minha mãe não para de chorar, meu pai está muito nervoso. Nós deixamos eles perto dela até mais tarde, enquanto eles cuidam dela eu e Rashid conversamos muito, o secretário dele não para entra sai, conversa em Arabe com ele, tenho certeza que eles não quer que eu saiba o que está acontecendo. Mesmo eu perguntando Rashid não quis me dizer o que ele tanto faz, além da curiosidade eu queria ajudar. Rashid contratou duas enfermeiras particulares para cuidar dela uma durante o dia e outra a noite. Ele acha que se Alice respirar diferente algo ruim está acontecendo e já fica todo nervoso, chega ser engraçado o cuidado e atenção que ele dedica a Alice me pego pensando no oposto das pessoas, os arabes são taxados como autoritário e grossos mas aqui na minha frente vejo um homem cuidadoso e muito amoroso. Alice já havia me contado como ele era e agora estou presenciando tudo isso. As nove horas da noite levo meu pai embora para o apartamento da Alice minha mãe decidiu ficar com Alice durante toda a noite e Rashid vai para um hotel. Eu duvido que ele conseguirá dormir. Acho que eu também não poderei dormir. A rotina se repete nos próximos dias, hospital, casa, Alice. Eu choro sempre que converso com ela, ouvir ela contar para a polícia o que passou foi sem dúvida uma das coisas mais difíceis que eu já presenciei. Eu volto para Minas Gerais mas toda sexta – feira estou de volta, tenho provas essa semana. Eu vou no carro de Alice para Minas Gerais, vai ficar mais fácil de voltar. Durante a semana eu tive boas notícias de Alice conseguimos até fazer uma chamada de vídeo, ela mesmo estando com o rosto muito inchado ela se esforça em sorrir. Mas ela passa maior parte do tempo dormindo, os médicos disseram que é normal. Hoje é sexta-feira eu acordo as cinco horas da madrugada estou ansiosa para estar com minha irmã e fazer o papel de irmã mais nova, implicar ela é fazer ela sorrir e esquecer toda essa dor. Antes das seis horas da manhã já estou na estrada. Quando chego na porta do hospital pulo do carro rapidamente e eu subo para o quarto dela toda animada com uma sacola cheia de guloseimas que ela gosta. Doce de leite, bolacha de nata, cequilho, pão de queijo, doce de banana e doce de jiló. Também trouxe pó de café caseiro do jeito que ela gosta. A porta do quarto está aberta, vejo Omar, Rashid e um outro homem conversando do lado de fora. Eu caminho em direção ao quarto e quando Omar me vê carregando a sacola pesada ele vem em minha direção. - Está muito pesada,você podia ter deixado no carro eu buscava para você. (Omar fala já tomando a sacola de minha mão? * tudo bem, eu estava ansiosa para entregar para Alice. Eu aceno com a cabeça para Rashid e o outro homem, e sigo Omar para dentro do quarto ele deixa a sacola sobre uma mesa, Alice está dormindo. Omar sai e encosta a porta. Eu ouço Rashid dizendo, é a Amanda irmã da Alice te falei sobre ela lembra? Enquanto estou tirando as coisas da sacola, um arrepio sobe por minhas costas. Eu fecho os olhos e lembro daqueles olhos, eu apenas passei mas foram os segundos e os passos mais difíceis de dar. Os olhos negros daquele homem penetrou em minha alma, me senti sendo encaneada por ele. Foi rápido mas foi muito intenso. A porta se abre me tirando do meu devaneio, meu estômago gela, um frio percorre minhas costas eu sinto que ele está atrás de mim, eu me viro lentamente como se tudo aquilo fosse normal e eu não estivesse sentindo nada. - Amada esse é meu irmão Ali (rashid fala) Ele estende sua mão e eu a aperto. Esse toque aquece meu corpo, um calor sobe até minhas bochechas e eu tenho certeza que elas estão vermelhas agora. *muito prazer em te conhecer, sou a irmã da Alice Amanda. Ele sorri e segura firme minha mão, mesmo sendo firme seu toque é suave e transmite conforto. Tenho vontade de abraçar ele. E antes que eu faça uma besteira eu digo que vou até a casa da Alice levar a cachorro dela e organizar algumas coisas. Quando eu estou no corredor do hospital eu consigo respirar aliviada, só posso estar louca, que sensação é essa por um homem que eu mal vi. - você precisa de ajuda? (Ali) Uma voz fala atrás de mim. Todo meu alto controle foi embora. Eu gaguejo umas palavras, ele ri por eu me atrapalhar. Eu respiro fundo, envergonhada olho para o chão. Só então consigo olhar para ele e explicar. *desculpa, eu só voltei a falar em inglês com seu irmão então estou enferrujada *obrigada por se oferecer para me ajudar, mas só vou ver como a casa está e deixar a cachorra dela que está comigo no carro. - eu não tenho nada para fazer, posso ir com você? Assim conheço a cidade Agora FUDEO eu penso. *claro, porque não, vou ser sua guia turística. eu solto o melhor sorriso que consigo formular, e penso que vou mostrar a cidade se eu não bater o carro com meu nervosismo. Eu não costumo ser assim mas esse homem me descontrola. Enquanto caminhamos rumo ao carro eu o observo enquanto ele me conta algumas coisas e me pergunta outras. Ele é magro, mas tem músculos, calça fazendo o contorno do corpo mas não muito apertada, camisa social de manga longa dobrada até o meio do braço, quando ele movimenta o seu braço da para perceber os músculos, barba está serrada bem feita e cabelo bem penteado, e mesmo estando um pouco distante sinto seu perfume. E talvez eu tenha babado olhando para ele. Ele conversa todo caminho, e ele me observa de maneira discreta, ele gargalha quando falo algo errado ou estranho em inglês, no início me irritei depois me faz rir também e então ele me ensina a forma correta. Eu dirijo lentamente para casa da Alice, seu falatório e curiosidade me fez relaxar e estranhamente eu me sinto muito confortável ao lado desse home. Agora eu entendo minha irmã quando ela me disse que o Rashid havia sequestrado todos seus sentidos desde o primeiro Oi. Acho que fui sequestrada também, e colocaram outra Amanda em meu lugar. Porque definitivamente essa mulher boba e babona por um homem que é a primeira vez que vejo não sou eu.

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