Almoço insuportável.

1098 Words
ANA CAROLINA NARRANDO. — Claudia: Ana Carolina, são 12:30. — Ela disse esmurrando a porta. Droga, perdi a hora. — Ana Carolina: Em 5 minutos estou descendo mãe. Eu levantei correndo da cama, liguei o chuveiro, peguei a minha escova de dentes e provavelmente esse foi o banho mais rápio de toda a minha vida. O almoço de hoje me deixaria enjoada, porque é onde vem todas as pessoas da família e a minha mãe fica tentando manter esse casamento falso dela. Coloquei um shorts de alfaiataria cintura alta rosa pink, uma blusinha branca e uma sandalia de strass, passei perfume, uma maquiagem leve pra disfarçar a noite m*l dormida, soltei o cabelo e desci. — Claudia: Finalmente, já estava indo te buscar. — Ela disse assim que cheguei — Ana Carolina: Desculpa mãe. — Claudia A Vitória já chegou, está conversando com o seu irmão lá fora, comprimenta suas tias. Claro, as irmãs da minha mãe, como eu poderia me esquecer delas. Para elas a nossa vida é perfeita ou pelo menos ela fingem muito bem. Eu comprimentei todas, falei com as minhas primas que eu não tinha muita convivência e depois fui atrás da Vitória. — Ana Carolina: Oi amiga.— Eu disse interrompendo a conversa dela com o Playboy. — Vitória: Oi, como você está? Conseguiu dormir? — Ana Carolina: Um pouco, minha cabeça parece que vai explodir. — Vitória: Você precisa comer alguma coisa, vai acabar passando m*l. Nós fomos até a mesa e eu comecei a comer as coisas que estavam servindo de entrada. — Claudia: Filha, agora não, você precisa aguardar os convidados. — Ana Carolina: Mais eu estou passando m*l de fome mãe. — Claudia: Se tivesse ficado em casa como uma menina decente, não estaria passando m*l. — Ela disse tirando a torrada da minha mão e me puxando pelo braço. Começou a chegar muitos amigos do meu pai, como eles respeitavam a minha mãe, não entravam armados em casa. E mesmo as minhas tias sabendo de como funciona a favela, elas meio que acham um absurdo essas coisas. A minha mãe tem tudo o que ela quer financeiramente, em todos esses anos ela pelo menos não foi burra, ela guardou e investiu muito dinheiro porque ela sabia que a qualquer momento o meu pai poderia enfiar o pé na b***a dela. Duas irmãs da minha mãe, se formaram na faculdade e saíram do Morro, foram viver uma vida estável, sem muito luxo. Outra irmã dela, apenas se casou e saiu do Morro. E a minha mãe continou aqui, não que aqui seja r**m, mais eu daria tudo pra não morar aqui. — Claudia: Vamos servir o almoço. — Ela disse animada. Todos sentaram na enorme mesa que ela tinha na sala de jantar, ela colocou a comida no prato pro meu pai e entregou pra ele que agradeceu sorrindo. Eu já estava na minha terceira taça de vinho e eu juro que se eu chegasse na sexta eu iria sumir daqui. — Tia Rosana: E então Ana, como vai a faculdade? — Ana Carolina: Eu tranquei tia, não estava com certeza de que era a área que eu queria. — Tia Joyce: Como assim? Administração é uma otima área, como não serve pra você? Elas são as tias ricas... — Ana Carolina: Pois é, não me adaptei, ano que vem vejo outra coisa. — Claudia: Coisa boba de menina nova Rosana, logo logo ela volta. — Tia Rosana: Melhor, porque ficar em casa dependendo de marido não é coisa de mulher forte. — Ela disse tentando diminuir a minha mãe. A Dona Claudia engoliu seco, mais eu não posso nem passar um pano pra ela, porque ela se colocou nessa situação. — Tia Eliza: Mais me fala, casamento em breve pelo menos? — Ana Carolina: Deus me livre, eu tenho muito o que viver ainda. — Fantasma: O Rogério e o Marcos não vinheram porque? — Ele perguntou dos maridos das minhas tias "ricas" — Tia Rosana: Ah você sabe como são os homens né, foram pescar juntos. — Ela respondeu sem graça. — Fantasma: Sei, sei sim... — Playboy: Todo ano é uma desculpa diferente né? Qual motivo vão arrumar para não virem no próximo aniversário. — Claudia: Playboy. — Ela disse repreendendo ele. — Fantasma: Eles não gostam de favelados filho. Pronto! O clima já tinha esquetando. E nisso eu já estava terminando a quarta taça de vinho. — Vitória: Amiga chega, você já passou dos limites. — Ana Carolina: Me deixa, eu quero esquecer a noite de ontem. — Claudia: Será que nós podemos ter um almoço em paz? Como uma família de verdade. — Ela disse encarando o meu pai. Ele ficou em silêncio... Depois do almoço, todo mundo ficou pela casa conversando, rindo e o meu pai ficou com os parceiros dele. A minha mãe estava radiante, por conversar com as suas irmãs, mostrar os quadros novos e se amostrar com o par de brinco novos que ela disse que recebeu do meu pai. Mais na verdade foi ela mesma que comprou, talvez a minha mãe tenha medo de ser julgada por ser traída, talvez ela tenha medo de morrer sozinha, talvez ela tenha medo de nunca mais encontrar ninguem... Só que ela é linda, muito bem cuidada, você nunca vai chegar aqui e ver a minha mãe largada... Eu já não estava suportando mais esse dia, tudo o que eu queria era me trancar no meu quarto. — Vitória: Você vai pro baile hoje? — Ana Carolina: De jeito nenhum, eu só quero minha cama. — Vitória: Vamos amiga, você precisa se distrair, a gente fica só um pouquinho e depois volta, eu durmo aqui hoje com você. — Ana Carolina: Promete que vai ser só um pouquinho? — Vitória: Só um pouquinho, sem bebidas e sem tocar no assunto de ontem. — Ana Carolina: Então eu vou pra não te deixar sozinha. — Vitória: Te amo. — Ela disse me beijando. A Vitória era a minha unica amiga que a minha mãe permita vim aqui dentro de casa, de resto todas eram vagabundas no radar dela. — Claudia: Filha vamos cantar parabéns. Eu revirei os olhos, virei o restinho da quinta taça de vinho e me levantei do sofá, finalmente esse momento de t*****a estava acabando... Vocês já me seguem no i********:? Ainda não? Poxa, então corre lá e me sigam Aut.GabiReis , acesse o link na bio e entrem no nosso g***o de leitoras para receber fotos dos personagens e spoilers quentinhos. Adicionem o meu livro na biblioteca clicando no ❤
Free reading for new users
Scan code to download app
Facebookexpand_more
  • author-avatar
    Writer
  • chap_listContents
  • likeADD